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Homeopatia dos Sentimento: #Gaza

 

O processo adoecedor da Guerra

“A noite da cidade é escura, exceto pelo brilho dos mísseis, silenciosa, exceto pelo som dos bombardeios, assustadora, exceto pela garantia das súplicas....”, publicou a poetisa no dia 8 de outubro. Eu quis escrever sobre ela e para ela, como se de uma certa forma ela pudesse ler. 

Esse sentimento que ela externou no dia 8/10 não é isolado. Único. Ele chegou a muitas de nós. Talvez não se tenha ideia do quanto é difícil ser mulher, pertencer a um recorte étnico, ser poetisa e construir uma identidade e referencia mundial a meio a violência extrema. antes dos bombardeiros, existia uma situação de prisão e apartheid a vistas do mundo. De um mundo que não quis ver, nem ouvir, muito menos se posicionar. 

A poeta e romancista palestina Heba Abu Nada, autora do romance Oxygen is Not for the Dead (2017) - obra sem tradução para o português (espero que logo tenha) - , morreu sob bombardeio em Khan Yunis, na Faixa de Gaza, na sexta-feira (20), anunciou o Ministério da Cultura palestino.

Homeopatia dos Sentimento: #Gaza

Com os olhos inebriados, parados, aterrorizados, chocados, inertes, apertados, atentos, indignados, enxarcados ou de tantas outras formas de descrição, o mundo acompanha as cenas inimagináveis de um verdadeiro genocídio, perpetrado contra o povo palestino.

Nas últimas semanas, há quem zombe ou faça paródia das cenas de violência ou de situações graves de sobrevivência e restrição de alimentos, água e luz. (infelizmente há sim e são muitos)

Os atingidos são bebês, crianças, jovens, mulheres, homens e idosos.

Os atingidos também são os reféns aprisionados pelo Hamas e os aprisionados por Israel (neste caso, considera-se para além dos palestinos capturados, os reféns dos últimos anos, especialmente crianças, e confinados a prisão).

Os últimos anos não tem sido fácil e especialmente para dois grupos a quem vou dirigir o tema:

1.      Os que possuem parentes ou amigos nessa situação de massacre e;

2.  Os que lidam com isso em suas áreas de trabalho, os mais diversos profissionais, os defensores, professores das mais diversas áreas, humanistas, religiosos e todos aqueles que assistem de suas casas e em seus aparelhos eletrônicos.

A pandemia inaugurou um tempo televisionado de brutalidade, arrogância, desumanização e crueldade que podíamos ver e ouvir apenas em escassas reportagens, filmes, livros e relatos outros. Há uma capacidade de juntar desinformação a endurecimento do senso humano com ares de “afastamento saudável” das violências. Isso não é comigo. Sororidade é mimimi. Se está com dó, pegue para você. As grandes tragédias também estão nesta lista, onde muitos, perdem absolutamente tudo e precisam recomeçar.

É verdade também que para sobrevivermos, precisamos escolher diariamente com o que vamos lidar. Muitas (os) de nós fazem isso automaticamente e outros simplesmente ignoram tudo e seguem suas vidas. Enfim, não há receita de bolo para nada, todos nós temos que descobrir como isso vai funcionar na lógica dos dias.

Entretanto, é inevitável a percepção de que a violência está cada vez maior, mais perto e mais cruel. Ninguém escapa a ela. Mesmo os que se negam a vê-la.

Uma guerra nunca é justa e com elas, muitos recorrem a estratégias as mais diversas e variáveis possíveis. Precisamos pensar no cuidado.

Importante também salientar que “sentimentos” de impotência, de angústia, tristeza profunda e revolta são absolutamente comuns, assim como, o sarcasmo e a indiferença a condição de fragilidade humana.

Nota: se não conseguir encontrar um equilíbrio de convivência saudável, não deixe de procurar ajuda profissional especializada. Saúde mental não é frescura e nem falta de fé.

Os florais: 3 sugestões.

O Rescue Remedy é o carro chefe – o susto, o terror, a dor da perda. A agressão do momento violento, tudo isso é Rescue. Ele ajuda a segurar o baque e o mais a contento que podemos usá-lo é sublingual – 2 gts de 1/1 hora no primeiro dia.

Oak funciona bem para quem tem o peso da resolução nas costas. O peso das responsabilidades.

Um complexo que pode ser feito em farmácias de manipulação que é Vervain, Walnut, Olive e Oak – mais adequado para ajudar quando a tristeza segue junto com o sentimento de impotência.

Os exercícios:

Os alongamentos e as caminhadas, assim como, a natação ajudam muito. O movimento do corpo saindo da inércia, traz oxigênio, sentimento de estar viva (o), renova de certa forma o olhar e acorda o corpo.

A violência costuma trazer a paralização/inércia ou a tormenta, qualquer atividade que te faça – por isso citei as três – buscar um equilíbrio, seja nos passos de uma caminhada, nas braçadas da natação ou nos alongamentos sequenciados, trazem uma sensação de continuidade e a natureza humana vai remetê-la a uma certa segurança de si mesmo.

Os sucos:

Os principais da estação, eles não estão aí à toa, possuem um propósito. Use-os. Se a tensão te prejudica o intestino, o suco de mamão é o grande aliado, se a pressão cai demais, vá de água de coco e suco de laranja e se a pressão aumentar, busque os sucos mistos de laranja/cenoura e limão ou laranja com gengibre ou mesmo um suco de beterraba. O que mais importa é que você vai alimentar seu corpo, dar leveza ao processo digestivo e se hidratar.

Água é imperativo – pode ser com gotas de limão, pode ser saborizada, natural ou mesmo água com gás – na medida certa. O importante é que não deixe de se hidratar.

Nota: a história de tomar uma bebidinha para relaxar já não cola mais. Modere. Entorpecer as ideias nunca ajuda. Ela não some e quando volta pode ser com uma tremenda dor de cabeça.

Chás: frios ou quentes

Chá de hortelã/Chá de camomila: são tradicionalmente usados para essas ocasiões. Sabedoria da Medicina complementar e fáceis de encontrar. O aroma já remete a tranquilidade. Durante o dia gelado e a noite morninho, são boas opções.

Chá de alecrim – prefira o seco (o gosto é melhor). Ele ajuda muito a urinar e tem inúmera possibilidades de ajuda. Leia aqui: https://www.unimed.coop.br/viver-bem/alimentacao/beneficios-do-alecrim#:~:text=Ele%20tem%20propriedades%20antimicrobianas%2C%20digestivas,doen%C3%A7as%20degenerativas%2C%20como%20o%20c%C3%A2ncer.

Chá de capim santo/erva cidreira – são os mais comuns e com valor mais acessível. Muitas pessoas relatam com o aroma do Capim Santo já remete a retiros espirituais e o de erva doce ao carinho das avós.

A verdade é que os chás nos trazem memórias agradáveis na maioria das vezes e a sensação de cuidado.

Homeopatias: pensemos um pouco. Tudo isso tem despertado cada vez mais a vingança. “Eles vão pagar”. “Eles merecem”. Além de inúmeras outras expressões semelhantes vão trazer à tona essas sensações. Não vamos esquecer que os sentimentos e suas reações trazem as personalidades homeopáticas no holofote das reações de adoecimento.

O despertar vingativo não vem sozinho, o desejo crescente de vingança pelo feito guardado também aparece no mesmo meandro. Vingativo e rancoroso: Chamomilla, Sépia, Nitri acid., Nux Vômica e Cocculus. A isso acrescentamos uma pergunta que tem sido feita constantemente: Como as crianças palestinas se sentirão? Como os mais velhos responderão e passarão adiante esses sentimentos de anos no regime a que foram impostos? O fato é que quando vemos adultos e crianças com cargas enormes de ódio e vingança, sabemos que se trata de herança e por isso perguntamos sempre: quando esse sentimento se enraizou?

Para os indignados: quando a Ignátia Amara não suporta de forma alguma tanta injustiça. Dá reação a doença, ela segue rápido.

Para o Desanimado e triste - Stannum, Iodum, Aurum met. – fazendo uma sinalização aqui para o Aurum met. Que por vezes pode entrar num mundo

Para as questões enraizadas: Nux Vômica que dói o estômago e embola a comida e para a memória de elefante “Pode demorar o tempo que for, eu não me esqueço” – Arsenicun é exatamente assim.

Para a toxidade: vale ver a raiva cega. https://homeopatiaparamulheres.blogspot.com/2010/12/staphysagria-e-raiva-cega.html Ora, se soubermos olhar bem, poderemos separar pérolas na identificação dessa medicação. Sem adentrar muito no assunto, mas abordando de forma detalhada, Staphysagria pode ser encaixada com perfeição no ditado popular: “a raiva cega” ou ainda a “supressão dos sentimentos”. Se não cega deforma e traz muitos transtornos aos olhos de um Staphysagria.

As duas principais características da imagem psicológica de Staphysagria são a opressão e a vítima. Staphysagria na sua personalidade têm problemas com a injustiça, não suporta injustiça causada a si mesma ou a pessoas com quem convive. No entanto eles não se levantam contra esta injustiça, e acabam por reagir com alguma aceitação passiva. Eles têm a sensação de que defendê-los é impossível, ou os constantes ataques a sua personalidade ou simplesmente se torna demasiadamente cansado para responder de forma firme e entrar numa discussão. O que nos remete muito as duras penas que essa personalidade homeopática está sujeita ao acompanhar de perto o sofrimento de alguns dos seus neste momento ou a longo prazo.

Causticun - “O Embaixador ou embaixatriz dos injustiçados”. Aquele que busca justiça apoiado em: Sulphur e sua genialidade, Calcária Carbônica e seu senso de proteção e cuidado e kali Carbônica com a sua sensibilidade e senso de justiça. Veja mais: https://homeopatiaparamulheres.blogspot.com/2012/09/causticum-um-heroi-uma-heroina-dos-dias.html

Anotações finais:

A herança comportamental no caso de grupos familiares, pode expressar a onda de violência que crianças muito pequenas, vem repetindo nas redes sociais. Um discurso adulto de ódio. Em contrapartida, algumas crianças vem sendo ameaçadas pela cor da roupa ou pela opção política dos pais. Temos também o exemplo dos pais que assustaram por ter de cuidar do enterro da filha assassinada por um grupo nazista e além de tudo, descobrir que ela e o namorado pertenciam a um grupo com a mesma ideologia, entretanto rival. O ódio coletivo, o ódio do mesmo idealismo, resultou na morte do casal. A construção de uma ideologia nem sempre tem traços familiares, mas de convivência com a sociedade em que o indivíduo escolheu para viver. (Quando em 2016 discutíamos sobre o crescente aumento do ódio).

Em 2023, tudo isso dói e muito. Por vezes não podemos passar pela tela do celular e nem da TV e isso nos coloca na poltrona ou nas ruas.

Entretanto, é importante salientar que o cuidado com as palavras não pode nos impedir de falar a realidade e tão pouco podemos entrar dentro de um armário e nos sentirmos protegido. Os tempos que estamos vivendo, possuem fatores de adoecimento físico e mental absurdamente reais e chegaram para causar estragos imensos. Prevenir não é evitar que aconteça, mas, trabalhar para que esteja sempre um passo à frente de qualquer estrutura adoecedora ou mortal.

Acolher e abraçar as pessoas, pensar positivo e sorrir, pode ser clichê, entretanto, é essencial para a saúde mental. Escolha o que ler, quando ler e de que forma ler. As informações seguras – oficiais dos reais passos nesse conflito, são muito importantes. O fim do mundo, provavelmente não chegará... lembra do ano 2.000? Ainda estamos aqui. Cuide-se e se perceber que está acima de suas possibilidades, procure ajuda.

Não é comum:

Não permita que a violência se torne paisagem, coisa comum ou algo que está distante e por isso não precisa fazer parte do seu cotidiano.

Estamos assistindo todos os dias, desde o dia 7 de outubro, um verdadeiro massacre. Televisionado com imagens ao vivo. Homens, mulheres e crianças, privados de sua condição humana. Famílias angustiadas com o estado físico de seus entes queridos. Os dias têm sido de terror e disso ninguém duvida.

Aos médicos, socorristas, enfermeiros e administrativo dos hospitais que ainda resistem – 12 hospitais já foram destruídos e até o dia 13 de novembro eram mais de 110 profissionais da saúde, mortos E CONTANDO.

Inúmeras escolas totalmente destruídas e milhares de crianças mortas, mais de 5.500.

A dor dos desaparecidos, dos que estão embaixo dos escombros. Já passamos inúmeras vezes por isso no Brasil, em especial nas situações de catástrofes e agora, tudo isso é um gatilho imenso.

“Não ter para onde ir” e ter a certeza da morte. A desesperança de quem se encontra em tais situações, faz parte dos cuidados que precisamos ter com o outro e em muitas situações, isso remete as nossas vidas cotidianas. A impunidade também é gatilho.

Com tudo isso, estamos assistindo os Discursos de ódio e a volta galopante das fakeNews. A distorção da realidade e as informações tendenciosas nos fazem pensar em como conhecer a história, buscar canais livres de matérias compradas e opiniões que afastam o mundo e as pessoas do sentimento de fraternidade, consternação e cuidado são perigosos demais.

Madre Tereza de Calcutá dizia que “Construir demora, destruir leva apenas 1 minuto”. Claro que mais uma vez ela estava correta. O escritor Saramago também fez uma previsão que ora se concretiza. É atribuída a ele a frase: "Um dia se fará a história do sofrimento do povo palestino e ela será um monumento à indignidade e a covardia dos povos."


Sabemos que a ansiedade e a depressão estão no topo da lista, entretanto, o que nos chama a atenção quando analisamos pela ótica da Homeopatia é que a mudança de personalidade, a apatia ou seu oposto – no caso, as emoções a flor da pele.

Os efeitos da guerra são imensos para todo o mundo que acompanha – no caso atual, ele ganha um requinte de crueldade maior: Está sendo televisionado, está ao vivo. O impacto da violência ocupa uma dimensão muito maior e sem filtros. Estar lá ou estar longe, acaba por trazer a veracidade das coisas em tempo real. Creio que os efeitos pós-traumáticos podem se estender a todos, reservadas as proporções.

Não podemos agir no momento exato e nem no lugar atual. Não tem como chegar lá. Não há comida, não há água e nem condições de passar em meio a bombas e a franco atiradores. Resumindo: cuidemos do entorno possível e cada um cuide de se juntar as suas energias positivas, as suas crenças e suas devoções e enviar uma corrente de solidariedade aos médicos, civis e tantos, que terão de enfrentar, se não morrerem, para o resto de suas vidas, os efeitos de tudo isso. E eles virão.

Construir um remédio e uma vacina para o ódio e as consequências nocivas e futuras de quem sobrevive a uma guerra de proporções tão brutais e desumanas, será o nosso grande desafio e não sei se conseguiremos fazê-lo. Passa por acreditarmos em um corredor humanitário permanente. Onde o respeito pela pessoa e pelo planeta que vivemos esteja em primeiro lugar. Um lugar absoluto de cuidado com as crianças, lembrando que elas não são o futuro, elas são o presente, elas são o agora. Onde quer que estejam. AGORA.


Elisa Costa

Bacharel em Ciências da Saúde Natural – Terapeuta Acupunturista, Homeopata e Especialista em Fitoterapia pela Universidade de Leon – ES e Tec. Superior de Práticas Integrativas e Complementares. Especialista em Liderança Executiva para o Desenvolvimento da Primeira Infância – INSPER e mulher. 


A PERSONALIDADE HOMEOPÁTICA DE UM VIRUS...OU DO UNIVERSO QUE ELE REPRESENTA?

 O VIRUS


De tudo o que nos foi dito,

De tudo o que pudemos ver,

Diante da morte e de um inimigo, sorrateiro, silencioso, mortal e que nos retira o ar,

Nos rouba o sonho,

Preenche os vazios,

Voa acima de todos os nossos ideais,

E coloca nações de joelho.


Não respeita as idades,

Nem os mais velhos e nem os que acabaram de nascer.

Não respeita amores,

nem crianças.

Não tem apreço pela vida.


Traz consigo o confinamento,

o desprezo pela liberdade,

e desperta a desconfiança daqueles que querem viver.

Traz consigo a solidão, a dúvida sobre a lucidez e a loucura.


O HOSPEDEIRO


O frágil ser humano,

seja homem ou mulher,

de qualquer idade ou natureza,

sadio ou doente.


Rico ou pobre,

arrogante ou despretensioso.

Suave ou denso,

Confuso ou metódico.

De covardes á valentes...Tod@s.


Frágil como um papel de seda,

busca suas possíveis armaduras,

esquecidas ou até subjugadas a tempos, 

de tantos livros queimados,

de tantas lendas não ditas,

de tantas ausências de todos.


A CURA


Não se sabe de onde vem,

e nem porque faz suas escolhas.

Tem pouso incerto,

mas, sabemos que atende pelo nome,

muitas vezes sem nenhuma lógica,

outras com precisão a laser.


Traz consigo o vento e as forças das águas,

Devolve o sopro,

Vento e ventania.

E resgata o universo em cada corpo.


Alimenta as águas e de límpida, traz consigo de volta o sorriso.

Quebra como onda de esperança,

limpando o barro,

devolvendo a força,

a mesma que arrebenta paredões,

que desbanca ditaduras,

que ergue a vida, no grito, na raça e no sangue.


A RESISTENCIA


Nela repousa os que insistem em existir,

quase como uma vingança a vida.

Teimosia pura.

Sem nenhuma intencionalidade de julgamento,

distribui sentenças,

cada qual a seu preço,

Onde a vida é juiz.


Da persistência silenciosa,

ou da insistência dos dias,

não há quem possa definir,

em uma ou em milhares de palavras,

em qual universo solitário irá repousar.


A PERSONALIDADE

DO VIRUS E DO HOSPEDEIRO

Do medo da morte a senhor da morte,

de Platina, Aconitum ou Arsenicum Album,

basta escolher o domínio, 

Arrogância, egoísmo e com mortal veneno.


De autor a sujeito...

O MEDO

A primeira pergunta da Homeopatia.

Do que você tem medo?


Não sei vocês...

Nós temos medo de não lutar.


AMSK/Brasil





PRECISAMOS FALAR DO ÓDIO, PARA A SAÚDE DO AMOR


PERSONALIDADES HOMEOPÁTICAS
O ÓDIO

“Precisamos falar do Ódio, para a Saúde do Amor”



Elisa Costa

Nos últimos anos, o Brasil tem experimentado muitas sensações coletivas. Sentimentos que mexem com cada um, na sua identidade coletiva. Dentre elas o ódio. Um sentimento, uma sensação e uma realidade, seja nas construções pessoais, seja nas coletivas.

Durante os últimos anos, para ser mais precisa, desde 2014, algumas expressões como indignação, receio, tristeza, angústia e temor pelo futuro, foram ditas incessantemente sobre as condições de vida. Para justificar a própria frustração e o próprio medo, explode a raiva coletiva. Sentimentos e realizações pessoais, tais como amor, alegria, sentimento de segurança, confiança e estabilidade passaram a ser o segundo assunto, nas ruas, nas festas, nos bares e igrejas.

Na contramão, alguns sentimentos coletivos passaram a circular em todos os lugares, padarias, transporte, igrejas, trabalho, bares e restaurantes e junto com eles uma enorme instabilidade emocional explodiu de forma individual e coletiva, mas, tudo isso alimentado e nutrido pela mídia televisiva, pelos jornais e pela mais nova arma de “controle de massa”: as redes sociais.

Um sentimento dúbio: amor e ódio começam a escrever, mais uma etapa, dessa velha e conhecida odisseia. Só que desta vez, no Brasil. Tão surpreendente como a cor dos olhos de uma criança quando acaba de abri-los, tão surpreendentemente avassalador, tal qual uma tempestade tropical, trazendo aquelas memórias que por não termos tido a coragem necessária de ensina-las através dos anos e lidar com todos os sentimentos que a história acumulou, acordamos e nos deparamos com uma enorme sensação de espanto, enquanto atônitos, assistimos uma exploração de valores, conceitos, supremacias e achismos.

Tivemos que lidar com isso, cada qual ao seu modo e assim o amor ficou machucado.



Já repararam que em toda a história, temos fleches luminosos de amor e odes inteiras de rancor e ódio? Não sei se já viram uma taça de cristal ser feita, com sua exuberância e temperança, assim como não sei se sabem o quão pequeno espaço de tempo se precisa para quebrá-la.

Podem se lembrar daquele segundo de alegria infinita e de prazer imenso, que nasce meio que de repente e da repentina explosão de raiva que acontece quando somos contrariados? Sim, são sensações da adolescência. Mas muitos de nós cultuamos essas sensações e as chamamos de memória.

Assim foram os dias... rápidos, diferentes e surpreendentes.

Nunca conheci tantos especialistas em política.

Já nos últimos 2 anos tudo isso se intensificou. As diferenças de pensamento, ideias, ideais, posturas sociais, gostos e vontades receberam uma dose extra de amor e de ódio. Sim...porque no fundo temos uma linha que começa no amor (a natureza brota, nasce e explode exuberante), daí vem tudo aquilo que os adultos acumulam e não sabem onde colocar. Começamos a odiar.

Hoje, o amor está ferido de ódio, de morte.
Amar é natural, ódio é aprendido. Ok ... se você pensar que isso não é novidade nenhuma; mas o que você talvez não tenha se atentado é que o ódio adoece. Uma pessoa, uma nação. E sabe de uma coisa, nosso país adoeceu.

Pensem comigo: depois do ódio, existe a fuga e o desespero, porque ele sabe que destruiu algo que não pertencia a ele. Depois do amor, existe aconchego, carinho, sorrisos e presença. Não há porque fugir.


Penso que essa seja uma doença/desequilíbrio bem marcante em relação aos sintomas apresentados.

Sintomas principais:

Se manifesta de forma abrupta e violenta,
Incapacidade de raciocínio claro e objetivo,
Força física desmedida, sem controle de se mesmo,
Cansaço extremo, dores musculares severas,
Câimbras, pressão arterial descontrolada, irracionalidade,
Sono perturbador, pensamento repetitivo de destruição,
Incapacidade de reconhecer a necessidade de ajuda,
Necessidade de aprovação que respaldem a sua atitude,
Covardia, desprezo pela humanidade e por todos que se opõem as suas ações,
Dificuldade de relacionar no coletivo social, isolamento,
Busca firmar laços de ação com outros que pensam e agem igual, mas não criam laços afetivos,
Gosto ácido, infecção urinária,
Tendência ao alcoolismo,
Incapacidade de controlar suas expressões: fala e audição,
Dificuldade nos relacionamentos afetivos,
Embotamento cerebral com extrema dificuldade de interpretação de fatos e de lidar com memórias e sentimentos na relação espaço/tempo.


Enquanto isso no reino da Dinamarca...Alguns apostaram que era apenas uma virose passageira – mal-estar, um pouco de febre, coisa leve, uma leve diarreia e tudo bem. Vai passar. Outros acreditaram que era necessária uma pequena análise e que logo o cenário se estabeleceria com novos exames, algumas mexidas na alimentação e uma dieta severa. Tiveram também os que desenharam um futuro tenebroso, mas seria melhor esperar e tratar de forma a reduzir qualquer chance de contágio (chamo isso de matar barata com um canhão). Só que o ódio já tinha dado sequelas e graves.

Em pouco tempo a tampa da panela explodiu e feriu muita gente. As queimaduras foram sérias, graves e como tal, irá demorar muitos anos para cicatrizar. Não adianta fazer plástica. Eis uma doença com a qual a humanidade terá de trabalhar nas bases.

Pensaram que a doença poderia ser curada através de crenças religiosas, mas precisamos de fé no amor e isso não se compra em farmácias, isso se aprende e se vive. Resolveram tratar as consequências da doença e não a causa.

Por fim a imprensa noticiou e espalhou o pânico, reproduzindo e dando alertas de epidemias que nunca aconteceram e arrematando tudo isso, os diagnósticos falsos fecharam e anunciaram a morte prematura de democracia.

Precisamos aprender com nossos próprios erros. Mas não podemos adoecer nosso país. Precisamos salvar o amor, precisamos urgentemente parar de contaminar nossas crianças, a nós mesmos e ao país.  

O ódio dói – quando achamos que acertamos o alvo, fruto da nossa impotência, no fundo estamos produzindo efeitos colaterais,
O ódio extermina – nos retira a humanidade, nos coloca imóveis e sem atividade cerebral,
O ódio machuca – fere de morte pessoas inocentes que sequer conhecemos, simplesmente porque ficamos cegos.
O ódio nasce da insegurança e do medo de não sermos aceitos. O ódio nos torna feios, porque não há forma, há deformidade. O medo nos inferioriza, então a saída é o ódio e com aquela sensação de soberania diante da vida (ou seja, do amor).

Por isso mesmo não existe remédio para o amor, não há homeopatia para ele, ele não é uma doença, não precisa ser curado, não adoece, não morre, não corrói e nem precisa se afirmar acima de nada.

Desde que a Medicina começou a ser escrita, vemos os sentimentos sendo nomeados, os humores, as paixões e não é do nada que atualmente, as condições de depressão/solidão são descritas como a doença do século no Planeta. Ex. a depressão se segue após o ódio.



Assim sendo, quais seriam as homeopatias aplicadas? E como poderíamos classifica-las: causa ou efeito?


Vale a pena lembrar, que a cultura do ódio, portanto a cultura desse adoecimento violento, pode ser e é contagioso.

Estabelece padrões destorcidos de uma realidade vista através imagens e sensações imprecisas.

Em tempos de afetos tristes, de tanto medo, de tanta violência, cuidemos uns dos outros, sejamos Doutores da Alegria, sejamos, Médicos sem Fronteiras, sejamos parte de um Brasil que desnuda essa pretensa cegueira e amplia a visão para além do caos.

Ainda somos um país que precisa combater o zika vírus e a malária, a diarreia e a gravidez precoce. Somos um país que ainda luta na fila do SUS contra racismos institucionais, que vê chegar o Sarampo de novo pela porta da frente. Ainda precisamos aprender a ser gente.

Precisamos sim falar de como vencer essa doença a qual chamamos de ódio, precisamos discutir isso a nível de Ministério e de Estado brasileiro, precisamos falar de Saúde Mental e de como não negligenciar suas consequências quando tratarmos da Saúde Coletiva. Precisamos falar disso nas Universidades e nas escolas.

A medicina sempre avançou com desastres naturais, na luta e no combate as epidemias, coisas que chegam do nada e assolam a humanidade, não precisamos aprender mais sobre a medicina de guerra com a qual todos nós tivemos que lidar no Holocausto. Medicina foi feita para salvar vidas, não para ceifar a dignidade humana. Quem pensa que as duas são distintas, se enganaram, são irmãs de trajetória e não podem se odiar jamais.


Tancredo Neves, após sua eleição à Presidência da República no Colégio Eleitoral, no plenário da Câmara dos Deputados, Brasília (15/01/1985)

#Ódionão




A PERSONALIDADE HOMEOPÁTICA DA PENICILINA - O MOFO


#TestesParaTodos - Covid19

A PERSONALIDADE HOMEOPÁTICA DA PENICILINA - O MOFO

Ou

Quando decidimos construir nossa vida, na periferia de nós mesmos.



Isso mesmo, vamos falar do Mofo.
Vilão e herói, eis aqui um sujeito estranho, admirado por muitos e um vilão desde sempre.
Sorrateiro e imprevisível, ele faz parte da vida de todos aqueles que não estão em redoma de vidro .... Ou seja, não adianta fugir dele. Mais dia, menos dia, ele vai bater a sua porta, cruzar as paredes, subir pelos muros ou mesmo, chegar com a chuva.

O curioso de tudo isso, é que o mofo traz uma estranha semelhança com o mundo já vivido em outras eras e em outros séculos, pertence a toda indicação feita a lugares languidos e por fim, não há nada, mas nada mesmo que o tire dos dias atuais.



Física e emocionalmente falando.

Ele está de volta, ou melhor, ele jamais foi embora.

Há uns 30 anos atrás, mais ou menos, ouvi de um professor, as portas de sua aposentadoria, já com 76 anos, a seguinte advertência: “Cuidem das doenças ditas: já erradicadas. Cuidem de que a miséria e a pobreza sempre trarão consigo novas formas dessas doenças. Cuidem do excesso do medo e dos remédios milagrosos. Cuidem de viverem de olhos abertos, direto no nascedouro do problema, o resto ou é estética, ou cinema. ”

É claro que a coisa ficou feia, teve até bate boca. Mas ele estava certo. Não foi previsão do futuro, foi observação e cuidado com a vida alheia. Hoje andamos novamente de volta com a sífilis, com os carrapatos, com a leptospirose, com o mofo e com a lepra (hanseníase) e a tuberculose.
Não sei se hoje aos 52 anos, posso dizer algo diferente dele. Creio que não.

Somos semente e como semente contemos tudo do que precisamos dentro de nós. Somos a semente, o tronco, as folhas e o fruto. Pena que essa capacidade de percepção ficou fragilizada, dentro de um cotidiano vazio e devastador. O mofo não está nas coisas, está em nós.

Onde ele está?

Em tudo.

Simples assim. Esse fungo também chamado de bolor, pode estar tanto nas paredes da sua casa, no chão da rua, no pão que está no seu armário de mantimentos, no seu cabelo, nas suas unhas e até nas frutas da geladeira.
Gosto de mofo. Todo mundo sabe como é.
A toxicidade por mofo é considerada difícil de detectar e entra no hall das alergias. Daqueles testes que fazemos e que dá a tudo.
Umidade e calor, esses são dois aspectos físicos e internos aos quais precisamos observar. O mofo cresce exatamente aí. Como eles não andam sozinhos, precisamos nos ater as bactérias, um prato cheio para as infecções que jamais vão embora.

Sintomas mentais de PENICILLINUM

1 Depressão psíquica que piora pela manhã; tudo é triste.

2 Atividade cerebral incrementada, seguida rapidamente de considerável astenia e obscurantismo intelectual.

Exemplos: Usados e fabricados fora do Brasil, 
Penicillium Candidum 4CH 5CH 7CH 9CH 15CH 30CH
Penicillium Roquefortii – nosódio/D4 até D200 – C3 até 1MK

Penicillium notatum – D9 até D200/C5 até 10MK

Penicillinum Isoterapico -  benzilpenicilina sodica.

Alguma biografia:

Penicillium glaucum. Whiting, A. Br Homeopath J; 34(4): 180, dec. 1944. Artigo em Inglês | HomeoIndex (homeopatia) | ID: hom-2954 




Problemas de memória, confusão mental, falta de foco. Esses são os sintomas emocionais dessa personalidade homeopática. São espelho. Corpo e mente estão frente a frente, sem meio termo. É claro que pode ocorrer contaminação externa e os sintomas estão lá, mas, na gravidez, essa estrutura pode se estabelecer. Na velhice também, quando vemos as pessoas retornarem para os ambientes onde nasceram, sem se dar conta das estruturas as quais lhe parecem familiar.

Fadiga, fraqueza, mal-estar – antes de qualquer outro sintoma, entretanto é aí que podemos nos ater as infecções. Sabe aquela frase: Parece que vou gripar.

Cãibras, dor nas articulações, dores pelo corpo   - o mofo faz isso, estagna, paralisa e contamina. Retira a vida dos processos.

Dormência e formigamento – Consequências comuns, difíceis de ligar uma coisa com a outra. Assim como a dor de cabeça, se manifesta mais pela manhã ao acordar.

Dor de cabeça – um sintoma comum, mas sempre seguido do cheiro do mofo. Ela é chata e persistente.

A sensibilidade à luz, com olhos vermelhos e a visão turva ou embaçada, podem vir juntos – bem comum para quem trabalha nesses locais e se acostuma com o mofo.
Olhos embasados com a sensação de frio interno – dentro deles – isso é próprio das alergias, mas segue um alerta para a contaminação por mofo.

Rinite, sinusite, tosse, asma – para quem já sofre desses desequilíbrios, fica complicado diferenciar os sintomas, mas, eles podem ser a própria deficiência em questão. Muitas vezes se ignora o mofo e apenas se identifica essas questões, fazendo referencias como: todo ano nesse período me ataca a rinite.

Tremores, Vertigem, Sede excessiva, Aumento do volume da urina são secundários, acompanham esse desequilíbrio, raramente se dão a partir deles. Quando eles se fazem notar, você já está com o processo estabelecido.

Dor, náuseas, diarreia, alterações do apetite (especialmente pelo gosto do alimento) e incômodos abdominais, podendo chegar a cólicas.

Tem as variações do clima. Você sente muito calor e lá fora o tempo fecha e cai aquela chuva. Calor e umidade podem ser sintomas físicos, assim como ocorre no período com maior expansão do mofo – relacionado ao tempo.

Gosto metálico – frequentemente notado, após contato respiratório.

Você imagina que está ganhando peso – é inchaço. O mofo estagna a circulação, assim como contamina o ar.

Suores noturnos ou outros problemas com a regulação da temperatura especialmente quando achamos que nosso corpo está sempre quente – isso é um super sintoma para investigação.

Uma ajuda possível:


Melaleuca – informações gerais

Problemas respiratórios: resfriados, gripes, infecções de garganta, dos brônquios, sinusite, dor de ouvido, asma, bronquite, catarro, tosse, tuberculose.
Cuidados íntimos: candidíase, herpes (labialis, genitalis e zoster), infecções vaginais, urinárias, leucorréia. Por suas propriedades fungicidas, ajuda a tratar inflamações vaginais causadas por fungos, além de ser útil no tratamento de infecções genitais em geral. Também é um anti-séptico do aparelho urinário, que alivia problemas como a cistite.
A Melaleuca alternifolia é usada para aliviar os sintomas próprios do pé-de-atleta e para eliminar verrugas, úlceras, acne, eritemas solares, piolhos e candidíase vaginal. A Melaleuca leucadrendron é recomendável em casos de sinusite, bronquite, infeções estomacais, lombrigas, reumatismo, nevralgias, contrações musculares, gota e diversas infeções cutâneas. O óleo da Melaleuca cajuputi usado como analgésico e anti-séptico, como da M. leucadrendron.


Alimentação – uma ajuda mais que possível



Líquido – além de seguir a regra dos 2l de água por dia, segue-se também a ideia geral da limpeza de uma casa contaminada por mofo.
Limão, laranja e tangerina caem super bem. O chá da casaca da laranja pode ajudar, assim como o chá do alecrim seco e da maçã seca. Pode ser gelado.

Cortar o leite e derivados, segue aquela atenção a agilidade do corpo. Coma menos e mais vezes ao dia. Alimentos com conservantes, podem e devem ser eliminados da sua vida: radicalmente mesmo, não servem para nada, só pioram.

Lavar bem, todo e qualquer alimento, além de comprar pouco, mas alimentos frescos, resolve muito. Troque bolachas recheadas por biscoitos de polvilho, petas, cuscuz e tapioca.
Se você não gosta de comidas amargas e costuma dizer que de amargo basta a vida, saia disso rápido. Ative e estimule os sabores. Faça uma farofa de jiló, misturada com azeitona e ovo. Fica ótima, sem gosto amargo e ajuda no estímulo.

Verifique se está evacuando normalmente e se não estiver, trate de cuidar disso. Suco de mamão com ameixa ajuda bastante, assim como aveia e banana.
Limpe o que está a sua volta, senão pode colocar mofo na boca sem se dar conta disso. Lave a tampa do chuveiro por exemplo, aquela sujeirinha .... é mofo.
Vá tirando o plástico dos potes e substituindo por vidro, é mais higiênico.
1 colher de sopa de vinagre de maçã, num copo de água toda manhã faz muito bem, assim como temperar as saladas com limão ou azeite.

Prefira torradas, pães na chapa, esquentados e assados com alho.
Alimentos como cenoura cozida ou refogada, abobrinhas e morangas, são uma boa dica.
Nas saladas cruas – super bem lavadas e deixadas de molho no vinagre ou na gotinha da água sanitária, tempere com limão.


O sol faz toda a diferença, portanto, capsulas de vitamina D são essenciais para essa personalidade homeopática. Para além disso, cuide se morar perto da praia: madeiras, carpetes e tapetes são simplesmente seu maior inimigo. Deixe o ar entrar na sua casa. Nenhum mofo resiste ao sol, ao sal, ao vento e ao espaço limpo.

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