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Mais humanidade - a medicina dos simples

 


                                                       Foto: Araquém Alcantara/Médicos Cubanos
                                   Um fotógrafo, um homem que capturou a essência da Humanidade.


MAIS HUMANIDADE - A MEDICINA DOS SIMPLES

 

Saúde é palavra doce, mas também traz uma angústia, quando é abalada e não conseguimos compreender o básico. Qual a parte que te toca? O que cada um pode fazer cotidianamente e evitar muitos problemas? O que podemos fazer no nosso círculo direto de relacionamento?

“De médico, advogado e louco, cada um tem um pouco”. Você já ouviu essa frase com certeza.

Saúde e humanização é tema que precisamos discutir e absorver com urgência. Uma urgência que abandonamos ao longo das últimas décadas e que arrebatou muitos de nós. Foi um caos.

A desigualdade avançou de uma forma tão desproporcional que aceitamos extermínio televisionado e cortes de direitos fundamentais como se nada disso sequer existisse.

Adicionamos a palavra “cancelamento” no dia a dia e ainda não decoramos muito bem o que a realidade quer dizer.

É preciso retomar as palavras: Humanidade, simplicidade, coragem, direito e respeito. Todas cabem na palma da mão, mas esquecemos de segurá-las.

Humanização – nosso 1º ponto: o atendimento humanizado não é favor e sim direito. Em 2000, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar com o objetivo de “aprimorar as relações entre profissional de saúde e usuário, dos profissionais entre si e do hospital com a comunidade” (Brasil, 2001, p. 7) Em 2003, o Ministério da Saúde reavaliou o PNHAH e lançou a Política Nacional de Humanização (PNH), a qual estendeu a humanização para toda a rede SUS. Assim sendo, veja a citação de Rios, 2009, p. 257, explanado uma realidade importante.

A humanização focaliza com especial atenção os processos de trabalho e os modelos de gestão e planejamento, interferindo no cerne da vida institucional, local onde de fato se engendram os vícios e os abusos da violência institucional. O resultado esperado é a valorização das pessoas em todas as práticas de atenção e gestão, a integração, o compromisso e a responsabilidade de todos com o bem comum (Rios, 2009, p. 257).

O que sabemos e podemos afirmar é que no SUS, enquanto sistema universal de acesso à saúde, não exclui qualquer pessoa que precise de algum atendimento e, na Atenção Básica, segue-se a mesma linha onde no seu § 3º É proibida qualquer exclusão baseada em idade, gênero, raça/cor, etnia, crença, nacionalidade, orientação sexual, identidade de gênero, estado de saúde, condição socioeconômica, escolaridade, limitação física, intelectual, funcional e outras. (Brasil, 2017).

Assim, tanto no Plano Nacional de Atenção Básica (PNAB), quando no PNH – Plano Nacional de Humanização as duas políticas também são complementares quanto à humanização, pois determinam que os serviços de saúde devem ser estruturados com ambientes e tecnologias adequadas, recursos humanos e materiais suficientes e proporcionar aos trabalhadores da saúde educação permanente para sua capacitação e para que a humanização desses profissionais continue...uma via de mão dupla.

Falar de humanidade é isso, uma via de mão dupla. Falar de humanização das redes é urgente.

PNH deve permear toda a Rede de Atenção à Saúde, desde a Unidade Básica de Saúde até as instituições hospitalares e se junta a simplicidade – nosso 2º ponto: uma linguagem simples, direta e cuidadosa. Novamente em todos os âmbitos.

Do paciente que chega, ao profissional que acolhe e a instituição que abraça esse profissional. Transformar os locais e estabelecimentos, suas gentes e profissionais e os usuários em um grande mecanismo que gira através do reconhecimento de que no outro há um ser humano e deve ser respeitado, com informação claras e um relacionamento respeitoso, implica em muitas coisas que as vezes não prestamos atenção. Locais claros, acessíveis, visualmente informativos. Limpos, abertos e que permitam com que tantos os profissionais quanto os usuários se sintam acolhidos e respeitados de alguma forma.

Nosso 3º ponto: Coragem para lutar por uma agenda tão necessária e tão urgente. Buscar a efetivação da humanização dentro do SUS e tudo o que isso implica é fundamental e primordial. A agenda negacionista que explode a qualquer apito de cachorro, destrói muita coisa e isso é claro: um achismo pelo zap transforma toda uma rede de saúde em local perigoso, todo paciente em bandido e todo médico/a em viciado. Vejam o que fizeram com o programa de vacinação no Brasil, despencou, mesmo com efetividade cientificamente comprovada, teve sua trajetória de sucesso comprometida.

Me recordo que lí algo em meados do ano 2.000, que dizia mais ou menos assim: “Para saber se um país é de terceiro mundo, basta ver a quantidade de supermercados gigantescos, farmácias em todo canto e uma proliferação de igrejas em cada esquina.” Comprar o superficial (comer chuchu e arrotar caviar), adoecer e ter medo de doença (medicações ao alcance das mãos para absolutamente tudo) e correr atrás de um milagre (normalmente financeiro e supostamente moral).

Com a coragem, se alinham o direito e o respeito. O direito de um atendimento humanizado, justo, cuidadoso e amoroso. O respeito de quem procura ajuda e de quem provê essa ajuda.

Um exemplo disso, são alguns dos números do programa Mais Médicos e desde já, o nosso respeito por esses profissionais:

O Mais Médicos, criado em 2013, é um programa que contou com a aprovação do legislativo. A cooperação entre o estado brasileiro e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), que firmou o convênio entre Brasil e Cuba para a vinda dos profissionais daquele país, contou com a colaboração de cerca de 20 mil cubanos, que, segundo dados do Ministério da Saúde de Cuba, atenderam mais de 113,3 milhões de pacientes em mais de 3.600 municípios brasileiros. Os médicos cubanos constituem 80% dos médicos do programa, que levou a mais de 700 municípios um médico pela primeira vez na história. (CNS/2018)

E as consequências do término de 5 anos de projeto em 2018/2019. Aproximadamente 9 mil médicos cubanos integraram o programa, mas a parceria acabou em 2018, quando os profissionais retornaram ao seu país de origem.

Com fim da cooperação, mais de 8.500 médicos que atuam em 2.885 municípios, sairão imediatamente dos locais onde estão hoje trabalhando. A maioria das localidades é de áreas vulneráveis: Norte do país, semiárido nordestino, cidades com baixo IDH, regiões de comunidades indígenas, periferias de grandes centros urbanos. A saída dos médicos cubanos deixará 1.575 municípios sem médicos, 80% desses são cidades pequenas, com menos de 20 mil habitantes. Há ainda 300 médicos cubanos atuando em aldeias indígenas. Isso é 75% dos médicos que atuam na saúde indígena do país. (CNS/2018)

Tire suas dúvidas com o novo programa Mais Médicos:

https://www.youtube.com/watch?v=rVqDeBx3MTA

quando se trata de saúde e respeito, cuidado e principalmente de humanização, temos que ter em mente que falamos de preservar vidas. Toda vida importa.

Outra dica importante: Busque informação no lugar certo, não desumanize o SUS, ele salva vidas. https://www.gov.br/saude/pt-br

PNH - https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/humanizasus

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_humanizacao_pnh_folheto.pdf

Homeopatas dos Pés Descalços


Todos contra a dengue! Faça a sua parte!

 


AMSK/Brasil apoia a mobilização do Ministério da Saúde no combate ao mosquito Aedes aegypti que transmite os vírus da dengue, o vírus causador da febre chikungunya e o Zika vírus.

A Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério de Estado da Saúde do Brasil é o órgão governamental responsável por monitorar a ocorrência de doenças, investigar surtos e epidemias, realizar ações de prevenção e controle de doenças, além de promover ações de promoção da saúde e prevenção de agravos. Isso inclui a vigilância de doenças como dengue, zika, chikungunya, febre amarela, tuberculose, HIV/AIDS, entre outras.

Essa Secretaria tem como objetivo principal coordenar e promover ações de vigilância epidemiológica, vigilância sanitária, controle de doenças transmissíveis e ambientais. E disponibiliza ao público os relatórios sobre as ocorrências nos estados, municípios e o Distrito Federal.

Realiza e divulga informes sobre os riscos à saúde no país. Acompanhe... Informe Semanal nº 1 - Centro de Operações de Emergências – SE 5 / 9 de Fevereiro de 2024. Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/arboviroses/informe-semanal/coe-dengue-informe-01-led_.pdf/view

Outro canal de informações por regiões, estados e municípios sobre a ocorrência de dengue, chikungunya e o Zika vírus é o “Painel de Monitoramento das Arbirovoroses” disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aedes-aegypti/monitoramento-das-arboviroses

Os dados confirmados de dengue no país são por região são:

  1. · Sudeste: Casos Prováveis=308.842; Casos Confirmados=122.873; Óbitos por dengue=29;
  2. ·   Centro-Oeste: Caso Prováveis= 102.910; Casos Confirmados= 36.279; Óbitos por dengue= 20;
  3. ·         Sul: Casos Prováveis=73.685; Casos Confirmados=34.874; Óbitos por dengue=23
  4. ·         Norte: Casos Prováveis=15.199; Casos Confirmados=3.615; Óbitos por dengue=2
  5. ·         Nordeste: Casos Prováveis=11.717; Casos Confirmados=2.620, Óbitos por dengue=1.

Acompanhe o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde e atue no controle social em seu estado e município. Vamos cobrar o compromisso dos nossos gestores e agentes públicos da saúde ações concretas de combate ao mosquito Aedes aegypti.

TESES RECOMENDADAS - Uma visão realista sobre as Políticas de Saúde

 Que não fazem arte, fazem artesanato. 

Que não são seres humanos, são recursos humanos. 

Que não tem cultura, têm folclore. 

Que não têm cara, têm braços. 

Que não têm nome, têm número. 

Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local. 

Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata. 

Os ninguéns, Eduardo Galeano.

Hoje, embora já atrasada, consegui ler a dissertação de mestrado de MARIA CLARA RAMOS DA FONSECA SILVA.

 DO HIGIENISMO AO DIREITO: ANÁLISE DA ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE PARA O POVO CIGANO/ROMANI NO BRASIL

https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/44492/1/2022_MariaClaraRamosdaFonsecaSilva.pdf 

 Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do Título de Mestre em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade de Brasília

CONSIDERAÇÕES FINAIS O povo cigano/Romani foi inserido nos debates governamentais e suas demandas expressas nos documentos estatais nos últimos 20 anos, tempo não suficiente para a superação do anticiganismo, mas inquestionavelmente importante à organização política de ciganos no Brasil, além do considerável aumento da participação feminina na educação, na mobilização e na representação. Via de regra, os debates políticos foram influenciados por tratados e convenções internacionais, mas não se pode deixar de evidenciar o papel das associações brasileiras para as conquistas obtidas e para o fortalecimento da perspectiva de direito. No entanto, finaliza-se este trabalho com a sensação de que, apesar dos inúmeros esforços empreendidos com vistas a avançar na atenção em saúde ao povo cigano/Romani, as ações até agora elaboradas são pontuais, com exceção da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Povo Cigano/Romani, que, inegavelmente, é uma política com um escopo muito bem estruturado e fundamentado. De outra sorte, não há instrumentos efetivamente disponíveis para monitoramento e fiscalização da Política, haja vista que não se conhece nem mesmo o quantitativo de usuários ciganos do SUS, o que, não à toa, enfraquece os mecanismos e os espaços de controle social. A política de saúde sofre, nos últimos seis anos, as mais nefastas consequências dos interesses econômicos capitalistas desde a sua estruturação, em 1988. A crise social e sanitária decorrente da pandemia de COVID-19 escancarou as desigualdades latentes na sociedade brasileira e a precarização da saúde pública no Brasil. Vê-se cada vez mais distante a consolidação de uma política de saúde intercultural, verdadeiramente equânime e condizente com a diversidade de povos e culturas no País. Mas esta não é, todavia, uma carta de condescendência e de despedida ao SUS, ao contrário, entende-se que este momento urge como um chamamento de defesa ao sistema público, gratuito e universal de saúde, contra os empreendimentos que visam a sua privatização. Com efeito, as participantes da pesquisa possuem uma interpretação crítica da realidade e dos fenômenos sociais. Esta não é, porém, a realidade de muitas pessoas ciganas/Romani Brasil afora, especialmente de meninas e mulheres que não possuem oportunidades de acesso à educação e isto também repercute nas condições de saúde e adoecimento. Com a revisão das perspectivas temáticas das interlocutoras, a partir dos lugares que elas ocupam na sociedade, foi possível uma análise sobre sua compreensão dos desafios do 106 presente e as aspirações para o futuro. Considerou-se potencialmente rico o debate travado com as mulheres ciganas/Romani entrevistas, portanto, sendo possível identificar categorias objetivas e eixos estruturantes indispensáveis às lutas sociais. Foi possível estabelecer uma relação entre aspectos históricos e as principais barreiras de acesso ao sistema de saúde com qualidade na contemporaneidade, mas também as estratégias de mobilização e articulação para enfrentamento das iniquidades em saúde. Por fim, sustenta-se que a contraposição a uma imposição de uma identidade cigana forjada sobre relações de poder não significa o intento de uma homogeneização do povo cigano/Romani face à sociedade nacional. Sabe-se, como exposto, que o seu reconhecimento como povo culturalmente diferenciado e, ao mesmo tempo, pertencente à sociedade brasileira, não deve se restringir ao seu lugar historicamente determinado por diferenciações sociais, étnicas e raciais pautadas pelo controle. A identidade, como já explicitado, pressupõe a diferença e as fronteiras étnicas são, também, diversas. Trata-se, portanto, de combater os preconceitos, sem, contudo, caminhar em direção à descaracterização de um povo.

Nota: Leiam. Vale muito a pena conhecer um pouco mais sobre tudo isso, sobre essa luta e essa conquista que precisam ser vistos com olhos de humanidade. A AMSK/Brasil e o Coletivo "Dosta" recomendam a leitura. Consciente e realista. Olhar atento e claro. Sem nuvens, sem ódio, sem fantasias.

Homeopatas dos Pés Descalços



Sobre o dia 7 de abril

 


É preciso entender que SAÚDE é muita coisa ... 
É luta de todos os dias, por isso precisamos ficar de olho aberto contra as fakes news...

Vacine seus filhos e filhas.

Não aceite a morte e a dor como receita. Lute pela vida.

OUVIDORIA DO SUS 136

Homeopatas dos Pés Descalços

PEM - Procuradoria Especial da Mulher - 26/10/2017


Uma análise sobre a II Conferencia Nacional da Saúde da Mulher e a Tenda Nise da Silveira - com as PICS.

A luta é antiga e estamos construindo a duras penas caminhos possíveis. 
Essas construções não são feitas de um dia para o outro e muito menos de forma estereotipada, por esse motivo a importância das discussões de gênero para a agenda da Mulher, na câmara dos Deputados e no Senado.

O apagamento começa a se dar depois do golpe de 2016, hoje, vamos revendo e vamos reconstruindo caminhos.

Práticas e terapias não farmacológicas de grupos populacionais em situaç...


Construções em Saúde.





Os processos da construção da Saúde passam pela consulta e pela escuta. O período da COVID 19 que AINDA NÃO ACABOU - ainda morrem 100 PESSOAS por dia - todos os dias.

Homeopatas dos Pés Descalços

05 DE JANEIRO DE 2023

 O5 DE Janeiro de 2023



sobrevivemos ao golpe de 2016


sobrevivemos ao pior governo que poderíamos imaginar


sobrevivemos a pandemia.


viva o Brasil de volta, nos braços de santo reis...


saúde, paz e verdade

(2023)


sobrevivemos,
estamos vivas
e vamos continuar lutando para que todos tenham saúde...

AMSK/Brasil
Equipe de Saúde da AMSK/Brasil


Que venha 2022

 

Que venha 2022

Nevo Bersh

 


Entraremos 2022 com uma sensação de: quase lá.

Falta pouco para testarmos nossa capacidade de aprender com erros,

De aprender a sobreviver em condições adversas,

De aprender a votar.

Sim, vamos ver se damos conta de votar a favor das vacinas/da saúde, pela educação e a volta do pleno emprego.

Tivemos que aprender duras lições. Imagine dizer a alguém que a maior prova de amor é não estar perto, que no fim das contas vamos ter que renunciar a festas, encontros e etc... não só por você, mas pelos outros.

Quantos enxergaram em sí os sintomas da depressão e a saúde mental foi lembrada até pelos que costumavam dizer que tudo isso era frescura.

O Luto ganhou outro significado. Cada um de nós perdeu alguém, próximo, parente, conhecido, amigo, colega...estranho isso.

O pensar em aqui e agora, ganha dois sentidos, um pelo valor das coisas mais próximas que ganham um novo sentido todo o tempo e por outro lado, não dá para fazer de conta que o chamado “normal” nunca existiu e jamais existirá. Então devemos concluir que precisaremos compreender as coisas à medida que elas acontecem. Vamos ter de buscar o que temos de melhor e vamos ter que lidar com nossos medos.

Esse ano foi um reality de sobrevivência.

Estamos em um novo normal. O mundo inteiro está, diga-se de passagem.

Que venha 2022...

E que as agendas mundiais ganhem a importância que merecem. Não é possível que não vamos aprender com a mudança climática, com as mortes em massa e com as guerras e a fome.

Vamos aprender rápido...chega de matar crianças, de tentar acabar com tudo que é diferente e principalmente, chega de ficarmos assistindo isso sem fazer nada.


Em 2022 vamos ampliar nossos cursos de formação, a educação liberta da ignorância, vamos enfrentar novos desafios, porque chega dessas coisas que emperram tudo. Não dá para gastar tempo com ódio, nem fake News, nem gente achando que manda em Deus e se sente o genuíno representante do universo.

Chega de fome, isso é covardia e mal caratismo, se você não se proteger, vai perder do mesmo jeito.

Não é mais tempo de senzala, nem casa grande e muito menos daquelas pessoas que querem levar vantagem em absolutamente tudo. Esse pessoal cansa.

No fundo é para dizer que se você quiser entender que a vida é mais, que todos nós podemos ... seja bem-vindo. Devagar, mas, realista é a nossa estratégia. Tenha certeza, não é demagogia. Vamos ampliar as conversas e vamos procurar novos caminhos.

Que venha 2022 e que as eleições sejam o retrato de um país mais maduro e verdadeiro, chega de tanta ignorância.

A ignorância gera o preconceito, que perpetua o racismo e a rromafobia secular. Contra tudo isso só a educação e um entendimento de que precisamos nos reconhecer enquanto humanidade.

 


Então corre, se você ainda não aprendeu, dá tempo. Temos um mundo inteiro pra salvar. Só não dá pra enrolar.




Controle e Participação Social: Projeto Sal da Terra com a Profª Elisabete Martinho


Apresenta o projeto: "Sal da Terra" - AMSK/RJ

Controle e Participação Social traz Assistência Social, Saúde, Educação, acolhimento, respeito, direito e muito carinho.
Ele traz na prática o respeito a saúde integral, respeitando o lugar de fala, o lugar de vida e o sofrimento de cada pessoas. O território é esse, distinto e enriquecedor. São mulheres e crianças com seus recortes étnico/racial, são na grande maioria meninas e mulheres e conta com a dedicação, o empenho e a força para lutar por necessidades reais.

No Sal da Terra, não nos cabe fotografia de quantidade, visa mudar as perspectivas de cada mulher e criança a partir da sua realidade. Não é folclore é realidade. 

"Sal demais faz mal, sal de menos, perde o gosto. É o tempero certo para a vida de cada um. Isso é o Sal da Terra. Isso somos nós. Um dia de cada vez."





Realização:



Apoio:




Gênero e saúde - tem a ver com etnia e tudo isso tem a ver com saúde sim.


Por que devemos pensar em políticas de saúde em uma perspectiva de gênero?

O material é muito bom e ajuda a compreender de forma clara a questão.

Qual é a diferença entre sexo e gênero?

Enquanto a maioria das pessoas nasce biologicamente homem ou mulher, a elas são ensinados comportamentos apropriados para homens e mulheres (normas de gênero) - incluindo como eles devem interagir com outros do mesmo sexo e do sexo oposto dentro de famílias, comunidades e locais de trabalho (relações de gênero), bem como as funções ou responsabilidades que devem assumir na sociedade (papéis de gênero).

Renda, escolaridade, idade, etnia, orientação sexual e local de residência são determinantes importantes para a saúde. Quando eles se cruzam com a desigualdade de gênero, podem agravar a experiência da discriminação, dos riscos à saúde e da falta de acesso aos recursos necessários para alcançar a saúde.

https://www.paho.org/pt/topicos/equidade-genero-em-saude 


Ajuda a combater falas de ódio sobre a questão...

Saúde é isso e tem haver com a política aprovada nas Américas: "Política de Etnicidade e Saúde nas Américas"

Vamos construindo caminhos



DIA MUNDIAL DA SAÚDE - 7 DE ABRIL #VacinaParaTodaseTodos



Imagem Net

DIA MUNDIAL DA SAÚDE

EM DEFESA DO SUS E DA VIDA DE TODAS AS PESSOAS

Em 1948 a Organização Mundial de Saúde estabelece o dia 07 de abril, com o principal objetivo de conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação da saúde com vistas a qualidade de vida.

Mas, o que é qualidade de vida?

A qualidade de vida compreende um estado de bem estar físico, mental e social e não, somente, a ausência de qualquer enfermidade.

Nesse momento que estamos vivendo no Brasil e no mundo, de uma grande pandemia, como será que está a nossa saúde?

Que tal responder a essas questões?

1. Como está minha alimentação?

2. Como está o meu sono?

3. Como está o meu humor?

4. As atividades que estou desempenhando me dão alegria?

5. Tenho feito alguma atividade física?


Essas cinco questões podem nos ajudar a modificar algumas atitudes que contribuem para a nossa qualidade de vida. 

Vamos tentar?

Afinal 07 de abril é o dia de conscientização de saúde.




   #SemanaSaúde2021 

                                                                 

   #EuDefendoSUS


                                 #VacinaParaTodaseTodos 


                                                                                     #SUScombateCoronavírus 


Dia Mundial da Saúde

O Dia Mundial da Saúde é comemorado em 7 de abril. A data coincide com a criação da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1948. O conceito de Saúde definido pela OMS é amplo e não se restringe apenas a ausência de enfermidades, sendo: “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afeções e enfermidades”.

http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/1668-abril-da-saude-2021-cns-mobiliza-conselhos-e-sociedade-em-defesa-do-sus 



Maria de Fátima Marques
Psicóloga e Diretora do Programa de saúde da Mulher e do Homem - AMSK/Brasil



VACINAR NO SUS É UM DIREITO DE TODAS E TODOS E UM DEVER DO ESTADO

 


A AMSK/Brasil subscreve a Nota Pública da Associação Brasileira de Saúde Coletiva - ABRASCO contra o negacionismo e a necropolítica do governo brasileiro ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Vacinar no SUS é um Direito de Todas e Todos e um Dever do Estado

Neste momento de crise sanitária internacional e nacional devido à pandemia de Covid-19 – somos o segundo país do mundo em número de mortos por essa doença –, é fundamental nos concentrarmos na luta pela vacinação já, com equidade. A equidade é importante como a garantia de justiça social, mas também como requisito para o tão esperado controle da pandemia. Que seja, portanto, garantida igualdade de acesso às cidadãs e cidadãos brasileiros na vacinação contra a Covid-19.

O Programa Nacional de Imunização (PNI) do Sistema Único de Saúde (SUS) tem um histórico de grande sucesso, com experiência bem-sucedida em campanhas de âmbito nacional e com reconhecimento internacional. Somente o pleno apoio e adequado incentivo financeiro e operacional ao PNI pode garantir equidade no acesso efetivo e seguro da população à vacina.

Devido à magnitude desta campanha de vacinação que tem como meta cobrir toda a população e a limitação da oferta de vacinas no mercado internacional, países como o Brasil têm definido um modelo de prioridades para sua implementação com base em critérios epidemiológicos e de vulnerabilidade social.

Somente o SUS, por intermédio do PNI, poderá garantir a vacinação de toda a população brasileira com base nesses critérios. Seringas, agulhas, insumos de biossegurança e adequada logística e competência são necessárias para atingirmos este objetivo. As vacinas, objetos dos acordos de compra e transferência de tecnologia já estabelecidos com as empresas Sinovac e AstraZeneca, devem formar a espinha dorsal da campanha de vacinação no País sob a coordenação do PNI.

Numa sociedade como a nossa, marcada por grotescas desigualdades sociais, é moralmente inaceitável que a capacidade de pagar seja critério para acesso preferencial à vacinação contra a Covid-19. Caso isso ocorra, uma fila com base em riscos de se infectar, adoecer e morrer será desmontada. É inadmissível, portanto, permitir que pessoas com dinheiro pulem a fila de vacinação por meio da compra de vacinas em clínicas privadas.

Assim, causa preocupação o anúncio feito no dia 3 de janeiro que clínicas privadas negociam a importação de 5 milhões de doses de vacinas em desenvolvimento na Índia pelo laboratório Bharat Biotech.

No Reino Unido, para evitar a ocorrência de desigualdade social no acesso à vacina contra a Covid-19, governo e empresas elaboram acordos para não permitir que vacinas sejam compradas por clínicas privadas, pelo menos enquanto uma grande parte da população não tiver sido vacinada pelo Sistema Nacional de Saúde (NHS). Este é o exemplo que podemos seguir.

Consequências nefastas da venda de vacinas contra a Covid-19 por clínicas privadas, como as destacadas abaixo, vão além do aprofundamento do abismo social brasileiro:

·         Num momento de imensa necessidade de fortalecimento do SUS, renuncia-se ao seu potencial para vacinar a população brasileira com equidade, efetividade, eficiência e segurança, em prol do fortalecimento do mercado setor privado de saúde.

·         O detalhado acompanhamento da cobertura vacinal e a farmacovigilância para o monitoramento de eventos adversos, de grande importância principalmente no caso das vacinas contra a Covid-19 com aprovação pelas agências reguladoras em prazos recordes, tornam-se mais difíceis ou mesmo se inviabilizam.

·         O aumento do número de pessoas com doses incompletas de vacina (sem tomar as duas doses) tem maior probabilidade de ocorrer entre as pessoas vacinadas no setor privado, diminuindo a eficácia e a efetividade da vacinação.

A sociedade brasileira e suas instituições democráticas estão alertas. A abertura da vacinação para clínicas privadas pode impactar negativamente o controle da pandemia, aumentar as desigualdades sociais na saúde e os riscos inerentes ao prolongamento da circulação do vírus na população. A mercantilização da vacina não será tolerada por um Brasil que luta pela vida, por um país mais justo e solidário.

#VacinaçãoJÁ #VacinaparaTodaseTodos #VacinaçãoSomentenoSUS #BrasilprecisadoSUS

Entidades signatárias:

Amigos Múltiplos pela Esclerose – AME

Articulação Brasileira de Gays, Bissexuais e Homens Trans – ARTGAY

Articulação Brasileira de Lésbicas – ABL

Articulação Nacional de Agroecologia – ANA

Articulação Nacional de Luta contra a Aids – ANAIDS

Articulação Nacional dos Movimentos e Práticas de Educação Popular em Saúde – Aneps

Associação Brasileira do Autismo – ABRA

Associação Brasileira de Economia da Saúde – ABrES

Associação Brasileira de Educação Médica – Abem

Associação Brasileira de Enfermagem- ABEn Nacional

Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (Abepss)

Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia – ABENFISIO

Associação Brasileira de Imprensa – ABI

Associação Brasileira de Médicos e Médicas pela Democracia – ABMMD

Associação Brasileira de Nutrição – ASBRAN

Associação Brasileira de Saúde Bucal Coletiva – ABRASBUCO

Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco

Associação Brasileira de Lésbica

Associação Brasileira dos Terapeutas Ocupacionais – Abrato

Associação Brasileira de ONGs – ABONG

Associação Brasileira Rede Unida – Rede Unida

Associação Brasileira Superando o Lúpus

Associação de Deficientes Visuais do Oeste de Santa Catarina – ADEVOSC

Associação de Fisioterapeutas do Brasil – AFB

Associação Internacional Maylê Sara Kalí – AMSK/Brasil

Associação Nacional de Pós-Graduandos – ANPG

Ayomidê Yalodê Coletivo de Mulheres Negras

Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – Cebes

Coletivo Adelaides, feminismos e saúde

Coletivo Voz Materna

Coletivo Sobre Elas de Santiago/RS

Confederação de Mulheres do Brasil – CMB

Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar – CONTRAF BRASIL

Confederação Nacional das Associações de Moradores – CONAM

Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares – CONTAG

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social – CNTSS

Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde – CNTS

Conselho Federal de Enfermagem – COFEN

Conselho Federal de Nutricionistas – CFN

Conselho Federal de Serviço Social- CFESS

Conselho Nacional de Saúde – CNS

Conselho Regional de Nutrição da 9ª região – CRN9

Espaço Feminista Uri Hi

Federação Brasileira de Apoio a Saúde da Mama – FEMAMA

Federação Interestadual dos Odontologistas – FIO

Federação Nacional da Pestalozzi

Federação Nacional dos Enfermeiros- FNE

Federação Nacional dos Farmacêuticos – Fenafar

Federação Nacional dos Nutricionistas – FNN

Federação Nacional dos Psicólogos – FENAPSI

Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros-FONATRANS

Fórum de Mulheres do Mercosul

Grupo de Mulheres Felipa de Sousa

Grupo de Mulheres Quilombolas Engenho da Ponte – Santo Amaro- BA

Ilê Asè Olodumaré

Ilê Axé Omo Ijá

Ilê Axé Araká

Instituto de Direito Sanitário Aplicado – Idisa

Instituto Oncoguia

Liga Brasileira de Lésbicas- LBL

Marcha Mundial de Mulheres – MMM

Movimento de Mulheres Negras da Floresta

Movimento Brasileiro de Redução de Danos – MBRD

Movimento de reintegração das pessoas atingidas pela hanseníase – Morhan

Movimento dos Portadores de Esclerose Múltipla – MOPEM

Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas – MNCP

Movimento Nacional População em Situação de Rua – MNPR

Mulheres Negras no Combate à Violência

Nova Central Sindical dos trabalhadores – NCST

Observatório de Políticas Públicas – OPP/UFC

Organização Nacional de Cegos do Brasil – ONCB

Quilombo Rio dos Macacos

Rede de Mulheres Negras da Bahia

Rede Feminista de Saude e Direitos Reprodutivos RFS

Rede Lai Lai Apejo

Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas – RENFA

Rede Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais Negras- Candaces

Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares – RNMP

Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids – RNP+ Brasil

Sindicato dos Servidores do Sistema Nacional de Auditoria do SUS – SINASUS

Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte – Sind-REDE/BH

Sociedade Brasileira de Bioética – SBB

Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia – SBFa

Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade – SBMFC

União Brasileira de Mulheres – UBM

União de Negros pela Igualdade – UNEGRO

União Geral dia Trabalhadores – UGT

União da Juventude Socialista – UJS

União Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – UNALGBT

US Network for Democracy in Brazil