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"Entre o que dizem e o que somos: um cuidado coletivo"


 Dedicado as Mulheres da AMSK/Brasil. 

"Entre o que dizem e o que somos: um cuidado coletivo"


Em alguns momentos, somos atravessadas por olhares e palavras que não nos conhecem. Leituras externas, muitas vezes apressadas, tentam nos reduzir a categorias que não dão conta da nossa história, da nossa luta e daquilo que construímos juntas.


Isso pode doer.


Dói quando alguém fala sem escutar.

Dói quando tentam nos nomear sem reconhecer quem somos.

Dói quando o que é coletivo, vivido e construído com tanto esforço é tratado de forma superficial.


Mas é importante lembrar: nem todo olhar tem autoridade para nos definir.


Nós não começamos hoje.

Não somos uma ideia abstrata.

Somos trajetória, somos presença, somos construção concreta.

Somos mulheres que carregam saberes, histórias, pertencimentos e formas próprias de existir no mundo.


O que dizem sobre nós, sem nos conhecer, pode até nos atingir — mas não nos define.


Nossa força está naquilo que construímos juntas.

Na escuta que praticamos.

No respeito às nossas próprias formas de ser e organizar a vida.

Na coragem de existir a partir dos nossos referenciais.


Por isso, quando vier o incômodo, o aperto, a dúvida, que a gente possa se lembrar: nós sabemos quem somos.

E mais do que isso:nós seguimos.

Seguimos construindo, afirmando, nomeando a nós mesmas.

Seguimos criando caminhos onde antes não havia.

Seguimos, porque nossa existência não cabe em olhares externos — ela se afirma naquilo que fazemos, todos os dias.

Elisa Costa

Presidenta da AMSK/Brasil


TESES RECOMENDADAS - Uma visão realista sobre as Políticas de Saúde

 Que não fazem arte, fazem artesanato. 

Que não são seres humanos, são recursos humanos. 

Que não tem cultura, têm folclore. 

Que não têm cara, têm braços. 

Que não têm nome, têm número. 

Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local. 

Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata. 

Os ninguéns, Eduardo Galeano.

Hoje, embora já atrasada, consegui ler a dissertação de mestrado de MARIA CLARA RAMOS DA FONSECA SILVA.

 DO HIGIENISMO AO DIREITO: ANÁLISE DA ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE PARA O POVO CIGANO/ROMANI NO BRASIL

https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/44492/1/2022_MariaClaraRamosdaFonsecaSilva.pdf 

 Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do Título de Mestre em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade de Brasília

CONSIDERAÇÕES FINAIS O povo cigano/Romani foi inserido nos debates governamentais e suas demandas expressas nos documentos estatais nos últimos 20 anos, tempo não suficiente para a superação do anticiganismo, mas inquestionavelmente importante à organização política de ciganos no Brasil, além do considerável aumento da participação feminina na educação, na mobilização e na representação. Via de regra, os debates políticos foram influenciados por tratados e convenções internacionais, mas não se pode deixar de evidenciar o papel das associações brasileiras para as conquistas obtidas e para o fortalecimento da perspectiva de direito. No entanto, finaliza-se este trabalho com a sensação de que, apesar dos inúmeros esforços empreendidos com vistas a avançar na atenção em saúde ao povo cigano/Romani, as ações até agora elaboradas são pontuais, com exceção da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Povo Cigano/Romani, que, inegavelmente, é uma política com um escopo muito bem estruturado e fundamentado. De outra sorte, não há instrumentos efetivamente disponíveis para monitoramento e fiscalização da Política, haja vista que não se conhece nem mesmo o quantitativo de usuários ciganos do SUS, o que, não à toa, enfraquece os mecanismos e os espaços de controle social. A política de saúde sofre, nos últimos seis anos, as mais nefastas consequências dos interesses econômicos capitalistas desde a sua estruturação, em 1988. A crise social e sanitária decorrente da pandemia de COVID-19 escancarou as desigualdades latentes na sociedade brasileira e a precarização da saúde pública no Brasil. Vê-se cada vez mais distante a consolidação de uma política de saúde intercultural, verdadeiramente equânime e condizente com a diversidade de povos e culturas no País. Mas esta não é, todavia, uma carta de condescendência e de despedida ao SUS, ao contrário, entende-se que este momento urge como um chamamento de defesa ao sistema público, gratuito e universal de saúde, contra os empreendimentos que visam a sua privatização. Com efeito, as participantes da pesquisa possuem uma interpretação crítica da realidade e dos fenômenos sociais. Esta não é, porém, a realidade de muitas pessoas ciganas/Romani Brasil afora, especialmente de meninas e mulheres que não possuem oportunidades de acesso à educação e isto também repercute nas condições de saúde e adoecimento. Com a revisão das perspectivas temáticas das interlocutoras, a partir dos lugares que elas ocupam na sociedade, foi possível uma análise sobre sua compreensão dos desafios do 106 presente e as aspirações para o futuro. Considerou-se potencialmente rico o debate travado com as mulheres ciganas/Romani entrevistas, portanto, sendo possível identificar categorias objetivas e eixos estruturantes indispensáveis às lutas sociais. Foi possível estabelecer uma relação entre aspectos históricos e as principais barreiras de acesso ao sistema de saúde com qualidade na contemporaneidade, mas também as estratégias de mobilização e articulação para enfrentamento das iniquidades em saúde. Por fim, sustenta-se que a contraposição a uma imposição de uma identidade cigana forjada sobre relações de poder não significa o intento de uma homogeneização do povo cigano/Romani face à sociedade nacional. Sabe-se, como exposto, que o seu reconhecimento como povo culturalmente diferenciado e, ao mesmo tempo, pertencente à sociedade brasileira, não deve se restringir ao seu lugar historicamente determinado por diferenciações sociais, étnicas e raciais pautadas pelo controle. A identidade, como já explicitado, pressupõe a diferença e as fronteiras étnicas são, também, diversas. Trata-se, portanto, de combater os preconceitos, sem, contudo, caminhar em direção à descaracterização de um povo.

Nota: Leiam. Vale muito a pena conhecer um pouco mais sobre tudo isso, sobre essa luta e essa conquista que precisam ser vistos com olhos de humanidade. A AMSK/Brasil e o Coletivo "Dosta" recomendam a leitura. Consciente e realista. Olhar atento e claro. Sem nuvens, sem ódio, sem fantasias.

Homeopatas dos Pés Descalços



MULHERIDADES - CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE

 Assunto: 341ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde.

Mulheridades: Somos muitas, somos múltiplas.

Joana e Ludmila estavam na mesa e assim, nos três falamos um pouco, cada qual do seu jeito, sobre saúde, doença e esquecimento. Uma agenda que atravessa  a vida de muitas mulheres em todas as suas fases geracionais. A realidade dessas mulheres são uma fotografia de um país que não respeita a nossa existência. Melheres em situação de rua e mulheres trans, lutam todos os dias, muitas vezes, apenas para continuar respirando. 

A AMSK/Brasil apresentou pontos de reflexão sobre a saúde da mulher de etnia romani - não baseada em opinião, mas, em fatos, pesquisa e anos de trabalho. A vida dessas mulheres, jovens e crianças não é brincadeira e nem em repetições desinformadas. A escuta qualificada respeita trabalhos sérios e é tempo de trazer a paz e afastar o ódio...

... essa é uma pequena parte de um trabalho de resistência e respeito pela vida. 

http://conselho.saude.gov.br/ultimas-noticias-cns/2961-mulheridades-somos-muitas-somos-multiplas-foi-destaque-nos-debates-da-341-reuniao-ordinaria-do-cns

Mulher em movimento: História, memória e saúde das mulheres de etnia romani.

No ano de 2000 a verificação ou constatação de que cuidar da expressão corporal, da loucura do cotidiano e de suas múltiplas formas de adoecimento, especialmente entre as mulheres e os idosos se tornou uma preocupação. Pelos olhos de uma parteira, na época com seus 70 e poucos anos, nasce a ideia e os relatos de observação cotidiana com as mulheres, suas vidas e suas existências.

Há época, começamos a pensar e como já tínhamos a experiencia de campo de muitas dessas dificuldades, começamos as pesquisas. Somente em 2004 nasce o grupo Sara Kali de danças romani. O objetivo era contar a história e as tantas memórias através da dança, combater misticismos e estereótipos. Em 2009 nasce a face jurídica da organização e com ela o olhar dessas mulheres que “ousaram pensar nas memórias”.

O tema “Saúde dessas muitas mulheres” nasce aí – e as coletas de informação também.

Esse é um pequeno trecho atual dessa caminhada. O Mee Seem Rromí – O Dosta, nasce na sua concretude em 2016 e desafia pensar essas mulheres dentro dos seus territórios e suas várias formas de ser mulher. Mulheres de etnia romani.

Objetivo:

Ampliar o conhecimento sobre as diversas formas de ser uma mulher de etnia romani, seus múltiplos recortes étnicos raciais e garantir o direito humano e a existência digna em todas as suas fases geracionais; combater o estereótipo; agregar novas formas de investigação e construir nossas próprias referencias.

Metodologia:

Escuta qualificada de várias mulheres e suas realidades in lócuo; Chamamento dos troncos ou braços familiares/étnicos; Conceito de experiencia de Schutz; Conceito Maylê de escuta (consiste em abraçar e acolher todas as especificidades).

Especificidades:

ü  Coleta ampla de material de pesquisa, leituras diversas de mídia, análise das correlações históricas sobre violências – No Brasil, análise de micro dados (IBGE – 2009, 2011, 2014), CadÙnico (desde o lançamento), Ouvidoria dos SUS (2011, 2012, 2014) Disque 100 até 2018), denúncias recebidas pela AMSK/Brasil e parceiras (contínuo).

ü  Construção de um grupo de estudos dessas mulheres.

ü  Estudo e formação continuada, ampliação do Conceito de controle e participação social.

 

#Dosta   #OpréRomiale  #FeminismoRomani   #NuncaMaisSilenciadas  #BrasilRomani

Dados X políticas públicas

          Números mágicos                                                                      imediatismo


acolhimento                                           rromafobia/anticiganismo

*racismo estrutural e institucional (racismo epistemológico)                                         

 Estereótipo

              Aculturamento                                    Educação

 

Chegam as escutas e a Política – de 2013 à 2018 e a ideia é clara: “Somos muitas, somos diferentes, somos mulheres.”

Objetivo principal da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Povo Cigano/Romani – PORTARIA Nº 4.384, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2018, é garantir que sejam respeitadas as diferenças de território e as necessidades que cada estado e município tem para atender as diferentes formas de se organizar, de morar e de viver.

Quando a gente respeita o estado e o município em que aquelas comunidades vivem, fica mais fácil se ocupar das vacinas, dos acompanhamentos para as crianças e idosos, as campanhas de saúde do governo federal e dos estados. Além de garantir a vigilância sanitária e a segurança alimentar. O senso de dar o direito de ser e ocupar seu espaço, a partir da sua realidade.


Qualquer um que leia a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Povo Cigano/Romani, goste dela ou não, poderá ver o respeito pelo território e pela realidade vivida. Equidade e humanidade. Não há copia e cola, há o exercício de enxergar o outro e se enxergar dentro do direito de viver com dignidade, respeitando as imensas lacunas e desafios, previstos, inclusive no próprio texto da portaria.

A COVID 19 – CORONAVIRUS

Em 19 de março de 2020, várias organizações entraram no Ministério Público Federal, solicitando que fosse visto e preparado uma ação emergencial, um protocolo para o atendimento dessa parcela da população brasileira. Nesse ofício, solicitamos também que o Ministério da Mulher, Direitos Humanos e família, além da Secretaria da Criança e do adolescente ajudassem a construir essas saídas. A resposta foi tardia e assim sendo em 20 de abril, essas mesmas organizações fizemos um apelo ao Conselho Nacional de Saúde e eles prontamente nos responderam, com a RECOMENDAÇÃO Nº 035, DE 11 DE MAIO DE 2020.

Ou seja, nós temos todos os protocolos, portarias, reconhecimentos necessários. Temos uma política de saúde para aplicar nos estados e municípios.

Precisamos agora de coerência e responsabilidade dos estados e municípios. Precisamos de vontade política para colocar em práticas. Precisamos vencer o racismo estrutural, o racismo institucional, a Rromafobia e o anticiganismo.

 

A AMSK/Brasil, agradece e reconhece publicamente o apoio do Conselho Nacional de Saúde – CNS, em todos os momentos de luta e reafirma que espaços de controle e participação social são espaços de dignidade humana e de profundo esforço de escuta política e social. Sempre o nosso muito obrigada.

 Protocolo atual – 2016...contínuo

(compreendendo um território transnacional): DF, Alagoas, Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Pará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte. Portugal, Espanha, Suécia, Alemanha, Argentina, Uruguai.

2016 ...

ü mulheres na coordenação da agenda (13)

2016 e 2017...

ü 2 projetos que viram programas (2018): o Dosta e o Sal da Terra (publicado)

                                   2019 ...

ü Nascem as parcerias internacionais para análise de texto e publicação sobre o tema.

                                                     2020 e 2021 ...

ü Relatórios publicados – www.amsk.org.br

                                                                                2022 e 2023 ...

ü Média de 4 denúncias semanais

ü Escuta qualificada – 12 casos em andamento – novos olhares;

ü Publicação do Mãe em Movimento (Saúde da mãe e a Primeira Infância).

 

Pensar na atenção primária é começar pela porta de entrada: (nas duas vias)

ü
Conhecer – acolher/escutar – respeitar

Pensar em atenção secundária é combater as Fake News: (nas duas vias)

ü Informar – respeitar – participar/educação

 

Muito provavelmente, as críticas ganham em larga escala tudo o que se pretende fazer em termos de saúde. Não está errado, entretanto, se ela vier acompanhada de ódio ao diferente, controle de massa (aculturamento) e desinformação, vamos pagar um preço alto por isso.

Os séculos de preconceito e desinformação, construíram uma visão de que saúde é apenas a ausência da doença em si e impediram a visão de que o direito e a dignidade humana fazem parte dessa mesma saúde.

 

Água Potável                 Cirurgias eletivas              Especialidades Médicas                 viver sem violência

              Moradia digna                    trabalho decente          educação e respeito         planejamento familiar

Informação de qualidade                    Alimentação de qualidade                  Dados, informação e pesquisa

 

Se não compreendermos que lutar pela saúde é garantir a soberania e a existência dos Povos Romani/Ciganos, vamos continuar afastados de políticas públicas assertivas e fadados a ampliar a cada dia que passa, o abismo que já existe e que condena, homens, mulheres e crianças ao desaparecimento lento pela desigualdade.



“2023 ... 2030 – sem números não existimos, porque detrás de cada número existe uma pessoa.” AMSK/Brasil

Registro civil nas maternidades;

Direito a identificação e autodeclaração nos postos de atendimentos, emergências e hospitais;

Pesquisas sérias, avaliações e investigações clínicas;

Estudo sobre a média de vida dessas mulheres e o combate à violência étnica obstétrica;

Uma ampla campanha para combater a desinformação e humanizar os centros de atendimento.

 

Para além das Carmens e Esmeraldas, para muito além do mundo mágico de sais de sete metro e mulheres sedutoras, atravessando os contos das infindáveis caravanas, mulheres reais vêm rompendo ventos e dizendo “Dosta” – basta. Existimos e somos reais. Problemas como suicídio, saúde mental – em todos os seus agravos, maternidade e violência patrimonial, familiar e institucional são reais. A cada ano, mais e mais mulheres estão sustentando suas famílias e não podemos fechar os olhos para uma realidade que fere de morte a todas nós.

Se querem saber sobre nossa religião, nossos ritos de vida e de morte, nossa língua e nossos casamentos, primeiro nos enxerguem como pessoas humanas e caminhem conosco para que possamos honrar nossa existência.

 

Elisa Costa – Presidenta da AMSK/Brasil

AMSK/Brasil 14/04/2023 – Pleno do CNS                                                                            


 



Controle e Participação Social: Projeto Sal da Terra com a Profª Elisabete Martinho


Apresenta o projeto: "Sal da Terra" - AMSK/RJ

Controle e Participação Social traz Assistência Social, Saúde, Educação, acolhimento, respeito, direito e muito carinho.
Ele traz na prática o respeito a saúde integral, respeitando o lugar de fala, o lugar de vida e o sofrimento de cada pessoas. O território é esse, distinto e enriquecedor. São mulheres e crianças com seus recortes étnico/racial, são na grande maioria meninas e mulheres e conta com a dedicação, o empenho e a força para lutar por necessidades reais.

No Sal da Terra, não nos cabe fotografia de quantidade, visa mudar as perspectivas de cada mulher e criança a partir da sua realidade. Não é folclore é realidade. 

"Sal demais faz mal, sal de menos, perde o gosto. É o tempero certo para a vida de cada um. Isso é o Sal da Terra. Isso somos nós. Um dia de cada vez."





Realização:



Apoio:




A PERSONALIDADE HOMEOPÁTICA DE UM VIRUS...OU DO UNIVERSO QUE ELE REPRESENTA?

 O VIRUS


De tudo o que nos foi dito,

De tudo o que pudemos ver,

Diante da morte e de um inimigo, sorrateiro, silencioso, mortal e que nos retira o ar,

Nos rouba o sonho,

Preenche os vazios,

Voa acima de todos os nossos ideais,

E coloca nações de joelho.


Não respeita as idades,

Nem os mais velhos e nem os que acabaram de nascer.

Não respeita amores,

nem crianças.

Não tem apreço pela vida.


Traz consigo o confinamento,

o desprezo pela liberdade,

e desperta a desconfiança daqueles que querem viver.

Traz consigo a solidão, a dúvida sobre a lucidez e a loucura.


O HOSPEDEIRO


O frágil ser humano,

seja homem ou mulher,

de qualquer idade ou natureza,

sadio ou doente.


Rico ou pobre,

arrogante ou despretensioso.

Suave ou denso,

Confuso ou metódico.

De covardes á valentes...Tod@s.


Frágil como um papel de seda,

busca suas possíveis armaduras,

esquecidas ou até subjugadas a tempos, 

de tantos livros queimados,

de tantas lendas não ditas,

de tantas ausências de todos.


A CURA


Não se sabe de onde vem,

e nem porque faz suas escolhas.

Tem pouso incerto,

mas, sabemos que atende pelo nome,

muitas vezes sem nenhuma lógica,

outras com precisão a laser.


Traz consigo o vento e as forças das águas,

Devolve o sopro,

Vento e ventania.

E resgata o universo em cada corpo.


Alimenta as águas e de límpida, traz consigo de volta o sorriso.

Quebra como onda de esperança,

limpando o barro,

devolvendo a força,

a mesma que arrebenta paredões,

que desbanca ditaduras,

que ergue a vida, no grito, na raça e no sangue.


A RESISTENCIA


Nela repousa os que insistem em existir,

quase como uma vingança a vida.

Teimosia pura.

Sem nenhuma intencionalidade de julgamento,

distribui sentenças,

cada qual a seu preço,

Onde a vida é juiz.


Da persistência silenciosa,

ou da insistência dos dias,

não há quem possa definir,

em uma ou em milhares de palavras,

em qual universo solitário irá repousar.


A PERSONALIDADE

DO VIRUS E DO HOSPEDEIRO

Do medo da morte a senhor da morte,

de Platina, Aconitum ou Arsenicum Album,

basta escolher o domínio, 

Arrogância, egoísmo e com mortal veneno.


De autor a sujeito...

O MEDO

A primeira pergunta da Homeopatia.

Do que você tem medo?


Não sei vocês...

Nós temos medo de não lutar.


AMSK/Brasil