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Ainda não consegui verter uma única lágrima.


 Ainda não  consegui  verter uma única lágrima.


 Ainda não  consegui  verter uma única lágrima.

 Ontem antes de sair, conforme o pedido de minha mãe, levei 2 dúzias de rosas brancas, sem espinhos  e soltas.

Na hora de sair, lembrei e tive vontade de levar um terço  em especial: de pérolas azuis. Voltei e peguei o terço de pérolas azuis. (a cor de Sara).



Na impossibilidade de sair, pedi a todos que comprassem um pombinha branca.
Ninguém trouxe, ou porque esqueceram, não  tiveram tempo, etc.
Fui com meu irmão caçula, o que está  com as 2 filhas com câncer  também: Clarinha (16 anos) e Marianne (22). ...

Preferi ir de vestido longo preto e apenas o  lenço  era colorido,  sem o vermelho.
 Estava em pé  na entrada doa e cemitério esperando meu irmão estacionar.
Foi quando avistei  um homem  grisalho, magrinho, de rabo de cavalo, com um blusão escuro aberto até o peito, com um cordão dourado  com um exagerado crucifixo pendurado.

O blusão  estava por dentro de uma calça  social  bege  clarinha, um cinto de verniz e aquelas fivelas que parecem  uma  bandeja.
Os sapatos também de verniz preto, dourado e creme.
Desde  que  ele começou  atravessar a rua, ele olhava com muita insistência na minha direção. 

O que naturalmente chamou minha atenção, mas mesmo sem corresponder o olhar insistente do senhor. 
No entanto, quando ele começou a escada,  ele começou  a falar:
- Boa tarde minha senhora! Sua bênção por favor!
Tirando  o chapéu  e colocando na altura do peito.
Apenas balancei a cabeça  em sinal  positivo. 
Pelo Boa tarde e pela bênção.

E o mais incrível foi a revoada de pombos, logo após as orações.
É inegável, inexplicável a nossa sintonia com a espiritualidade. Meu irmão se virou pra mim e disse: Você não queria uma pomba? Del/Deula te mandou um pombal inteiro.

Brasil - 26 de fevereiro de 2021
EMK

Assim vamos enterrando os nossos...um de cada vez. Alguns, o descanso. A outros a dor. É preciso falar desse luto que não fecha. Dessa angústia do despreza pela vida.
Daquela dor no corpo, que você se sente moída...quebrada dos ossos. Meio febril. Quieta e murcha. Falta um pedaço.

Não tem remédio para desprezo e nem para ignorância...A duas semanas atrás estávamos felizes com os nossos idosos tomando a vacina. Hoje, enterramos alguém de 34 anos.

É preciso falar dos rituais que se somam a essas mortes e onde eles estão localizados dentro de nós. Olha os pombos...ritual familiar nas passagens/mortes e acabou acontecendo, mesmo que nenhum de nós tivéssemos participado diretamente dele.

Daqui a uns dias a Pomana - coisa nossa. Nem sei se ainda temos as moedas de ouro ou se irá valer as mais antigas. De ferro ou de bronze...não sei.

Sei que até hoje, ainda não consegui verter uma lágrima.

EMK é membro da equipe dos Homeopatas dos Pés Descalços

a equipe


EM DEFESA DO POVO E DA PROFISSÃO - ABMMD


Nota Pública sobre o pronunciamento do Sr. presidente do Conselho Federal de Medicina sobre o Mais Médicos
por Associação de Médicas e Médicos pela Democracia
A Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia – ABMMD por meio da Coordenação Executiva Nacional – CEN, face pronunciamento do senhor Presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Dr. Mauro Ribeiro, ocorrida através de vídeo no dia 21/12/2019, vem por meio desta Nota Pública contestar suas afirmações e esclarecer a população brasileira.
O pronunciamento explicita a opção do CFM por uma postura insensível à desassistência do povo, criticando os governos anteriores nos quais, pela primeira vez, a universalização do acesso à saúde foi buscada, esta que é a missão mais nobre da nossa profissão.
Afirma que a medicina vive a sua pior crise e que esta foi criada pelos governos populares por meio da abertura de novas faculdades de medicina.
Ele esquece de dizer, entretanto, que a criação de vagas para os cursos médicos seguiu num ritmo acelerado em diversas universidades privadas, mesmo após o golpe jurídico parlamentar de 2016, movimento que lamentavelmente contou com o apoio das entidades médicas, inclusive no que concerne ao congelamento orçamentário do SUS por longos vinte anos.
Continua em sua narrativa deturpando fatos conhecidos publicamente que se referem ao Programa Mais Médicos, quando diz que os profissionais foram lotados em sua maioria no litoral brasileiro, quando na verdade o que caracterizou o programa foi levar a atenção primária aos rincões do Brasil e a áreas isoladas como as quilombolas e indígenas.
Esquece também o Dr. Mauro Ribeiro que o Programa Mais Médicos instituiu uma avaliação bianual para os alunos das escolas médicas brasileiras e o resultado desta avaliação poderia levar inclusive ao fechamento de cursos que não oferecessem formação satisfatória.
Hoje o MEC afrouxou o controle sobre as universidades privadas e o CFM silencia frente a demissões de profissionais médicos mestres e doutores utilizados apenas para aprovação dos seus projetos.
Esquece mais uma vez que a criação de vagas nos cursos de medicina estava atrelada a abertura do mesmo número de vagas de Residência, o que teria assegurado qualificação profissional e postos de trabalho para os jovens médicos. E ignora que o período de maior ampliação e valorização da residência médica ocorreu entre 2014 e 2016.
E continua esquecendo o Dr. Mauro Ribeiro que quem propôs que o Revalida fosse realizado por escolas privadas foi o Ministro da Educação do presidente que eles tanto apoiam e elogiam.
Foram os deputados de oposição que conseguiram reduzir a gravidade da medida prevendo a participação das universidades privadas apenas na segunda fase da avaliação e que a supervisão fosse realizada pelo MEC com obrigatório acompanhamento do CFM.
É ainda inverossímil que o CFM se contente com a Carreira Médica proposta pelo governo, que é muito diferente da que foi proposta pelo próprio CFM nos governos anteriores.
Perante essa, nenhuma crítica, o que demonstra uma triste submissão a um governo que é o principal responsável pela crise que se abate sobre o mercado médico e pela piora significativa dos indicadores de saúde como a mortalidade infantil e pelo aumento da miséria e da população em situação de rua.
No final o vídeo explicita um júbilo por ter sido recebido por um presidente que envergonha o Brasil perante o mundo e caracteriza um adesismo imperdoável a um governo desastroso para a maioria da população brasileira, o que inclui também os médicos brasileiros, que reduz o orçamento do SUS (maior empregador de médicos do Brasil) e reduz o contingente de usuários de planos de saúde devido a uma taxa de desemprego jamais vista.
Não falam em nosso nome.
Fortaleza, 04 de janeiro de 2020
CEN – Coordenação Executiva Nacional – ABMMD (Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia)


#NEVOBERSH2020




AMSK/Brasil

#NevoBersh2020

Desejamos a todos que nos acompanham, que leem nossas páginas, que lutam conosco pelos mesmos ideias, uma entrada repleta de empatia com a humanidade, esperançosa das capacidade de construir e edificar e cheia de atitude.

#Dosta
#Basta

Desejamos que em 2020, possamos construir juntos, sistemas de resistência na saúde que não rompam com a dignidade humana, pesquisas que sejam implementadas e que ajudem a combater as graves e constantes doenças que roubam, a saúde, a liberdade, a felicidade e por fim a vida de muitas crianças;

#Sastipen

Desejamos empoderar e garantir a cada mulher ou menina um olhar de esperança e um caminho a seguir longe do preconceito, da discriminação, dos crimes de ódio e dos feminicídios; 


#Paremdenosmatar

Desejamos que haja comida no mundo, para tod@s, sem distinção de raça e etnia;
Desejamos que a humanidade faça a opção por ela mesma, e vamos lutar por isso a cada dia do novo ano;

#Romafobia

Desejamos que as guerras, visíveis e invisíveis, sejam discutidas no âmbito da saúde mental, dos acordos e das construções sólidas, humanas.
Sendo assim, nos congratulamos com aqueles que estarão dançando a alegria, guardando nossos rios e oceanos, preservando nossas matas, rezando pela humanidade, trabalhando pela saúde e construindo caminhos de liberdade, com todos os nossos irmão e irmãs que lutam neste exato momento pela dignidade humana, pelo direito a moradia condigna, o direito de andar e caminhar livremente, sem que a sua cor ou sua etnia sejam motivos de desconfiança e de morte.

#Mastipen

A nossa faísca de liberdade se ancora hoje e sempre,
Na justiça humana,
Nas bandeiras de paz,
Num mundo que respeite as diferenças.
Num mundo que reconheça #BrasilRomani

Não viemos a passeio e convidamos a tod@s na caminhada de mais uma década.

Juntos, podemos fazer toda a diferença





Manifesto contrário ao Decreto 10.134, de 26 de novembro de 2019



Manifesto contrário ao Decreto 10.134, de 26 de novembro de 2019

A Rede Nacional Primeira Infância - articulação apartidária composta por 240 instituições, entre organizações da sociedade civil, do governo, do setor privado, de outras redes e de organizações multilaterais que atuam, direta ou indiretamente, na promoção, defesa e garantia dos direitos da Primeira Infância– crianças de até seis anos de idade - e outras entidades signatárias que atuam na defesa dos direitos das crianças vêm a público manifestar sua indignação e total inconformidade com o Decreto 10.134 de 26 de novembro de 2019, pelo qual o Governo Federal transfere para a iniciativa privada a definição e realização de projetos de construção, reforma, ampliação e operação de estabelecimentos públicos de educação infantil com recursos públicos. Operação significa, na prática, gestão técnica e pedagógica.
O referido Decreto fere o preceito constitucional (art. 30, VI e art. 211) que, desde 1988, confere aos municípios, em regime de colaboração com os Estados e a União, a responsabilidade de regulamentar, gerir e ofertar vagas de educação infantil, processo que compreende desde a construção de equipamentos públicos destinados à educação e aos cuidados direcionados à população de zero a cinco anos e onze meses,  até a criação de políticas de regulamentação da carreira profissional de acordo com a especificidade social, econômica e cultural  dos territórios que compõem o Estado brasileiro.
A Carta Constitucional de 1988 incorporou ao ordenamento jurídico nacional algo que há muito estava persente na compreensão da sociedade acerca da importância social atribuída à educação infantil. Dentre outras provisões, ela consagrou a educação infantil como direito da criança, alterando a concepção anteriormente vigente de serviço sob a ótica da assistência social – o que é ratificado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Mais ainda: é a partir desse preceito que a Lei de Diretrizes e Bases reconhece a creche e a pré-escola como as instituições que oferecem a primeira etapa da Educação Básica. Desse modo, ao entregar para o setor privado a definição de projetos de construção e também a sua operação, o governo federal evidencia a intenção de entregar a gestão pública da educação ao mercado e à classe empresarial, isentando o Estado de seu dever de ofertar educação pública, gratuita, laica e com responsabilidade social.
Trata-se de uma tentativa nefasta de desmonte da política pública de educação infantil  brasileira, que resulta de lutas históricas, e coloca em risco avanços importantes da política nacional de educação.
Ao transferir a grupos privados a possibilidade de definir os projetos de construção e manutenção de equipamentos públicos de educação infantil, bem como sua operacionalização – o que compreende também  o trabalho pedagógico nessas instituições – o governo Bolsonaro desfigura o Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (PROINFÂNCIA) que, desde 2007, possibilita aos municípios, por meio de repasse de recursos públicos, a construção, ampliação e reforma de instituições de educação infantil, e estabelece parâmetros de qualidade e de infraestrutura que visam a qualidade da educação infantil..
 O Decreto 10.134/2019 surgiu sem que houvesse diálogo com entidades representativas e articuladas em prol dos direitos das crianças, como o Conselho Nacional de Educação, os movimentos sociais, os profissionais, gestores e representantes dos municípios, especialistas e pesquisadores da área. Declaramos, portanto, rechaço a esse Decreto, conclamando todas as entidades da área da educação a que se manifestem contrárias a esta medida retrógrada e antidemocrática. Nossa manifestação soma-se às de outras entidades e sinaliza para a construção de ações conjuntas em defesa dos direitos das crianças de nosso país.

Brasília, 02 de dezembro de 2019.
REDE NACIONAL PRIMEIRA INFÂNCIA

Rede Nacional Primeira Infância

ANDI – Comunicação e Direitos

PORTARIA Nº 2.979 DE 12 DE NOVEMBRO DE 2019


"Ministério da Saúde oficialmente extingue o financiamento para os NASFs.”

E foi exatamente o que aconteceu. Podemos seguramente chamar de ataque ao modelo de atenção primária, que apesar de sofrido ... estava sendo construído nos últimos anos de forma coletiva, com participação social.  O fim do financiamento para Equipes de NASF encerra um ciclo de conquistas rumo a construção da integralidade na saúde. Não se trata de alterar a política para aprimorar, se trata de financiamento – o dinheiro acima da pessoa. Chamamos a atenção para as mulheres, crianças e idosos ... só para variar. Os municípios mais pobres (que já correm o risco de extinção – muitos) não vão conseguir arcar sozinhos com o financiamento das equipes de NASF (Núcleos de atendimento a saúde das famílias) e inclusive, alguns já estão informando que terão de suspender o funcionamento dessas equipe.

Perde o SUS, perde os trabalhadores, perde a saúde como um todo e principalmente perdem os mais pobres e necessitados desse país. Para as chamadas minorias étnicas, essas perderam muito mais.
Quando será que iremos ter um Humanista na cadeira de ministro da saúde? Por hora, sem vacinas, sem repasse e sem respeito as participações sociais, sem cumprimento da constituição que alerta para o direito constitucional a saúde, não conseguimos imaginar o que mais virá.

AMSK/Brasil



DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

Publicado em: 13/11/2019 | Edição: 220 | Seção: 1 | Página: 97
Órgão: Ministério da Saúde/Gabinete do Ministro
PORTARIA Nº 2.979, DE 12 DE NOVEMBRO DE 2019
Institui o Programa Previne Brasil, que estabelece novo modelo de financiamento de custeio da Atenção Primária à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde, por meio da alteração da Portaria de Consolidação nº 6/GM/MS, de 28 de setembro de 2017.






Carta aberta aos parlamentares, prefeitos e secretários municipais de saúde  


Saúde é um direito social e um dever do Estado 


As entidades do movimento da reforma sanitária brasileira, signatárias desta carta, reconhecendo a gravidade da crise fiscal e do fraco desempenho da economia, que estrangulam as políticas sociais nos municípios, vêm externar suas preocupações aos parlamentares, prefeitos e secretários municipais de saúde no que diz respeito à proposta de portaria do Ministério da Saúde, que muda os critérios de rateio de recursos federais destinados ao financiamento da atenção primária em saúde. 

Tal proposta está alinhada com a política de austeridade fiscal, que, a partir de 2016, introduziu um teto para as despesas primárias, por meio da Emenda Constitucional 95, que vem reduzindo o piso do governo federal em termos reais per capita das ações e serviços públicos de saúde. Esse arrocho se torna mais grave com as recentes propostas apresentadas pelo poder executivo, que visam, a um só tempo, reduzir o teto dos gastos, eliminar o mínimo da saúde na união, estados e municípios e colocar a saúde e a educação numa disputa fratricida – que certamente agravam as condições epidemiológicas, ampliam a desigualdade de acesso e não corrigem os vazios assistenciais. 

Neste quadro, sendo a atenção primária uma pedra fundamental da arquitetura da universalidade, integralidade, equidade e participação social do Sistema Único de Saúde (SUS), qualquer alteração no seu financiamento e na sua organização, em especial se ameaça sua sustentabilidade econômica no curto prazo, deve ser submetida para aprovação do Conselho Nacional de Saúde nos termos da Lei complementar 141/2012, mas antes amplamente discutida com o Congresso Nacional e com os conselhos municipais, estaduais e nacional de saúde – que contam com a presença de gestores, prestadores, trabalhadores e usuários –, garantindo a participação da comunidade e de seus representantes no poder legislativo, dentro do espírito democrático que deve prevalecer e orientar o funcionamento de sociedades que tem os direitos de cidadania como valor. 

Até recentemente, sem uma proposta objetiva e transparente, o debate foi insuficiente e limitado aos círculos da burocracia nas três esferas de governo, impedindo o exame e a crítica do controle social e da comunidade científica. As mudanças propostas podem, de forma silenciosa, romper com o pacto de solidariedade que fundamentou o modelo de proteção social à saúde, criado na Constituição de 1988. Três aspectos, em especial, podem afetar negativamente as condições de vida e saúde do povo brasileiro, que já enfrenta o retorno de doenças evitáveis e a proliferação das arboviroses, no contexto da tripla carga das doenças (infecciosas, crônicas e causas externas): 

(I) a definição do rateio de recursos federais a partir da “pessoa cadastrada” rompe com o princípio da saúde como direito de todas as pessoas e inviabiliza a aplicação de recursos públicos segundo as necessidades de saúde da população nos territórios, o que permitiria dimensionar melhor as desigualdades relativas às condições demográficas, epidemiológicas, socioeconômicas e geográficas dos municípios, conforme preconiza a Lei 141/2012. Essa Lei reforça a norma constitucional que consagra a política de saúde enquanto direito social, em sentido oposto a proposta de focalização do Banco Mundial, que norteará as mudanças na atenção primária, produzindo consequências indesejáveis sobre a desigualdade de acesso, sobretudo, nas principais regiões metropolitanas;   

(II) considerando que o SUS é subfinanciado e por isso sua gestão encontra dificuldade para se aperfeiçoar, apesar da política de austeridade fiscal, não se pode pensar em diminuição de recursos, seja o ano que for e em qualquer área do Ministério da Saúde. Os “incentivos” econômicos oferecidos para 2020 aos gestores comprometidos com a construção do SUS na fase de transição para implantar as mudanças no financiamento da atenção primária são ilusórios. Há mais de uma década, os municípios estão sobrecarregados e não suportarão nenhuma restrição financeira, fato que violaria o princípio do não retrocesso no custeio dos direitos fundamentais. Além disto, o pacto federativo brasileiro requer ação solidária entre os três entes do governo para o cumprimento das responsabilidades do Estado com a saúde da população. Às vésperas das eleições municipais de 2020, não é justo impor aos profissionais do SUS nos municípios sobrecarga ainda maior de trabalho para operacionalizar as mudanças da portaria, sem que os problemas reais da gestão sejam de fato considerados e equacionados. Considerando a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, o teto dos gastos sociais e a portaria 233 da Secretaria do Tesouro Nacional – STN, que incorpora das despesas com pessoal das organizações sociais desreguladas, o repasse do Piso da Atenção Básica – PAB fixo torna-se fundamental e inegociável, atacando brutalmente os cuidados primários na base e a organização do sistema universal; 

(III) essa proposta descaracteriza completamente a Estratégia de Saúde Família – ESF, cuja resolutividade garantiu a redução das taxas de mortalidade infantil, das internações por condições sensíveis à atenção primária à saúde e dos gastos 
hospitalares, além de aumentar da cobertura pré-natal. O Ministério da Saúde prioriza o Programa Saúde na Hora, que reduz a equipe multiprofissional da ESF e valoriza o modelo biomédico de cuidado fragmentado, correndo-se o risco de organizar as unidades básicas de saúde a partir da lógica das unidades de pronto atendimento. Na mesma linha, prioriza a delimitação de uma carteira de serviços, que transforma a atenção primária em atenção focalizada, uma infâmia que legitima um “SUS para pobres”, um retrocesso em relação ao princípio de integralidade e aos avanços decorrentes da ESF adotada no Brasil, documentados pelos estudos já realizados por organizações internacionais e nacionais sobre o tema. 

Nesse sentido, estamos alertando, em caráter de urgência, parlamentares, prefeitos e secretários municipais de saúde sobre os efeitos deletérios dessa nova modalidade de financiamento da APS e conclamamos todos a garantir a discussão desta portaria no Congresso Nacional e nos conselhos de saúde do todo o país, para que a sociedade possa se expressar legitimamente, fortalecendo o diálogo democrático entre o Estado e a sociedade, na perspectiva de defender um SUS público e de qualidade para todos os brasileiros. 


Salvador, 8 de novembro de 2019 


Associação Brasileira de Economia da Saúde – ABrES Associação Brasileira de Enfermagem – ABEN Associação Brasileira de Médicas e Médicos pela Democracia – ABMMD Associação Brasileira da Rede Unida – REDE UNIDA Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO Associação Nacional de Pós-Graduandos – ANPG Associação Paulista de Saúde Pública – APSP Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – CEBES Federação Nacional dos Farmacêuticos - FENAFAR Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares – RNMMP Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz – ASFOC-SN Sociedade Brasileira de Bioética – SBB 



DIGA NÃO AO CÂNCER DE MAMA

POR MIM                         
POR NÓS,
                          POR ELAS,
POR TODAS NÓS...
POR NOSSAS MÃES,
                                         POR NOSSAS FILHAS,
POR NOSSAS IRMÃS, 
                                       POR NOSSAS AVÓS, 
                                        POR NOSSAS NETAS,
                                                                               POR NOSSAS AMIGAS,
POR NOSSAS COLEGAS,
POR NOSSAS PRIMAS,                                                
POR NOSSAS TIAS,                          
POR NOSSAS VIZINHAS...

POR TODAS NÓS

DIGA NÃO

AO CÂNCER DE MAMA



HOMEOPATAS DOS PÉS DESCALÇOS

PONTO DE VISTA com Maria Nicoliche


Falando das coisas...



   Passamos constantemente por situações desagradáveis que geram tensão, ansiedade e estresse.  E essas emoções acabam refletindo em nosso organismo, em forma de doenças “psicossomáticas”.
   Na realidade, as doenças ou sintomas não servem apenas para nos alertar que algo não está bem em nosso físico, mas também que algo não está bem em nossa própria vida!  É uma questão de compreensão, conscientização e mudança. Afinal, mente sã...corpo são!
   Como sou formada em Psicologia, Acupuntura Energética, Medicina Tradicional Chinesa e Naturopatia Holística, tenho um foco bem voltado para os aspectos energéticos e emocionais.   
   No meu ponto de vista, não basta apenas tratar as doenças, é preciso rever a causa emocional... a fonte desencadeadora dos sintomas!

   De acordo com a Medicina Tradicional Chinesa, as emoções negativas afetam nossos órgãos e vísceras, comprometendo o bom funcionamento do organismo. Por exemplo:

. A Raiva à afeta o Fígado e a Vesícula Biliar;
. A Tristeza à afeta o Pulmão;
. O Medo à afeta os Rins;
. A Preocupação à afeta o Estômago, o Baço e o Pâncreas;
. A Euforia, excitação à afeta o coração.

   Uma boa dica para tratar as emoções é a Terapia Floral, que é de fácil acesso, de baixo custo e não tem contra indicação.
   Vale ressaltar que por tratar dos aspectos emocionais, os Florais deve preferencialmente, ser indicados por um profissional qualificado! Mas, em caso de emergência, a pessoa pode utilizá-los por conta própria, seguindo alguns critérios básicos, que descreverei a seguir.
   Lembrando que a terapia floral não deve substituir os tratamentos convencionais, mas auxiliá-los!

   A essência floral foi elaborada pelo Dr. Edward Bach na década de 1930, na Inglaterra, para equilibrar o estado emocional, atingir o autoconhecimento e a autocura. O conceito principal é o de automedicação.
   Os florais, (Aprovado pela OMS - Organização Mundial de Saúde) além de corrigir o equilíbrio emocional no campo energético, traz uma nova consciência, curando a alma.   
   Segundo Dr. Bach, o importante é tratar a personalidade da pessoa e não a doença. A doença é o resultado do conflito da alma e da personalidade ("O sofrimento é mensageiro de uma lição, a alma manda a doença para nos corrigir, nos botar no caminho de novo. O mal nada mais é do que o bem fora do lugar."). 

   Há vários Florais, mas eu vou listar apenas alguns, específicos para determinadas situações:

. RESCUE: Composto por cinco Florais, indicado para situações de emergência, como, choque, traumas, tensão mental ou perturbações familiares.
OBS: Deve-se tomar no máximo um vidro e depois parar!
. MEDO:
- MIMULUS (para medos conhecidos, como pegar elevador, dirigir, etc);
- ROCK ROSE (para pânico e medo aterrorizante);
- ASPEN (para medos indefinidos e desconhecidos, que não tem explicação nem razão de ser). 

. INSEGURANÇA: LARCH / MIMULUS.

. RAIVA: CHERRY PLUM / HOLLY / BEECH / VINE.

. PREOCUPAÇÃO: WHITE CHESTNUT / RED CHESTNUT.

. INSÔNIA:  WHITE CHESTNUT / CHAMOMILLE.

. DEPRESSÃO: GENTIAN / GORSE / MUSTARD.

. ANSIEDADE: IMPATIENS / CHAMOMILLE.

. TENSÃO: ROCK WATER / CHAMOMILLE.

. POSOLOGIA:
- Tomar quatro gotas quatro vezes ao dia: assim que acordar, antes do almoço antes do jantar e antes de dormir.

Recomendações:
- Não misturar com bebida alcoólica. 
- Não tomar logo em seguida ou logo antes das refeições e perto de escovar os dentes. 
- Pingar em baixo da língua, reter na boca um pouco antes de engolir. 
- Não deixar o frasco na claridade, no calor, perto de equipamentos elétricos, de perfumes ou medicamentos.

   A duração do tratamento varia de acordo com a situação: emergente, crônica ou circunstancial.

NOTA: Eu citei os Florais de Bach por serem os mais conhecidos e utilizados, mas há também os de Minas, Californiano, de Saint Germain e outros, também eficazes.

                                                                                                                    
 Maria S. Nicoliche / São Paulo 02/2018                                                                      

ESCOLA DE KUNG FU SHAO LIN NORTE DE BRASÍLIA





ESCOLA DE KUNG FU SHAO LIN NORTE DE BRASÍLIA

A Escola de Kung Fu Shao Lin Norte Brasília é uma iniciativa que nasceu em 2016 com o objetivo de institucionalizar e consolidar atividades de ensino e pesquisa sobre o Kung Fu Shao Lin Norte que já vêm sendo realizadas na cidade há mais de 20 anos.

Os conteúdos ensinados no âmbito da Escola são aqueles que compõem o estilo Shao Lin Norte. Porém, outros estilos também são ensinados, considerando sua importância para o desenvolvimento e pleno aproveitamento do potencial dos alunos e alunas, sendo eles: Tan Tui, Tai Chi Chuan e Xing Yi. A aprendizagem do estilo também inclui a introdução gradual de técnicas de respiração (Chi Kung), além da utilização de rotinas e exercícios de Wu Shu (rotinas de demonstração), visando o aprimoramento técnico. O processo de aprendizagem ocorre de forma gradual, a partir de um programa básico definido semestralmente, que sofre variações de acordo com as capacidades e dedicação dos alunos e alunas. O programa inclui o aprendizado de chutes, socos, katis (formas) de mãos livres e com armas, além de aplicações, técnicas de sanda (boxe chinês) e de defesa pessoal.

O ciclo de aprendizagem do estilo inclui, ainda, a participação dos alunos e alunas nos Exames de Graduação que são realizados ao final de cada semestre. Nestes eventos, os/as praticantes apresentam os conteúdos aprendidos até o momento, e são avaliados/as em sua capacidade de concentração e domínio das técnicas. A programação do Exame de Graduação sempre inclui apresentações de caráter demonstrativo depois de encerrado o momento de avaliação. O objetivo destes eventos é promover um momento de encerramento do ciclo de aprendizagem e de confraternização entre praticantes, seus familiares e amigos/as. Cumpre também o objetivo de divulgar o estilo, na medida em que se constitui como uma oportunidade para que alunos/as, instrutores/as e professores/as apresentem suas habilidades, evidenciando os benefícios da prática do Kung Fu.

CURRÍCULOS DOS PROFESSORES E PROFESSORAS

André Assis é graduado pela Universidade de Brasília (UnB) em Educação Física e Especializado em Educação Continuada e à Distância pela FE/UnB, iniciou seus treinamentos em Kung Fu no ano de 1992. Em sua trajetória como atleta, conquistou diversos títulos nacionais e mundiais. Como professor da modalidade formou vários alunos graduados e atletas com títulos nacionais e internacionais. Renomado no cenário das Artes Marciais, atualmente é o representante do estilo Shao Lin Norte em Brasília. Em suas aulas são ensinadas diversas técnicas do Kung Fu tradicional e Lutas Modernas.
Contato: andregomesbsb2002@yahoo.com.br

Marcia Vasconcelos é praticante de Kung Fu - Shao Lin Norte desde 2009 e graduada como como Professora do estilo em 2015. Mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB) e com uma atuação de mais de 15 anos em Organizações Não-Governamentais e Internacionais, hoje é professora do estilo com turmas para crianças, adolescentes e adultos.
Contato: marcia@shaolinbsb.com.br

Seguem os links:




Projeto Transformação:
A prática do Kung Fu como instrumento de inclusão social

A proteção à infância e à juventude é considerada uma prioridade no âmbito internacional e ocupa um lugar central na agenda política de muitos países. O reconhecimento da centralidade dos direitos de crianças e adolescentes pela comunidade internacional ocorreu de forma clara em 1989, com a adoção, pela Organização das Nações Unidas (ONU) da Convenção dos Direitos da Criança. Recentemente,  centralidade da proteção à crianças e adolescentes foi reafirmada no documento Transformando nosso mundo: a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, composto por 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas que abordam as dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável.

O Brasil, além de ser signatário desses instrumentos internacionais, estabeleceu, a partir da Constituição Federal de 1988, importantes marcos de proteção às crianças e adolescentes que se coadunam com o princípio de proteção integral, consagrado no Artigo 227 da Carta Magna:
Art. 227 – É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

O Projeto Transformação: a prática do Kung Fu como instrumento de inclusão social tem como objetivo ampliar o acesso de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social ao Kung Fu Shao Lin Norte, como instrumento de inclusão social, fortalecimento do protagonismo juvenil e disseminação da cultura da paz.

O Kung Fu é um sistema de defesa pessoal baseado em princípios filosóficos fortemente associados aos temas do desenvolvimento integral, da saúde e do bem-estar, além da promoção da cultura da paz e não-violência. Sua prática deve estar sempre direcionada à busca do equilíbrio e da saúde física e mental; da auto-observação, do auto aperfeiçoamento e auto superação constantes; da disciplina, da adoção de condutas baseadas no respeito, na ética, na solidariedade e na compaixão. Como instrumento educativo, tem, portanto, uma importante contribuição a oferecer no desenvolvimento de comportamento e habilidades baseados nesses princípios.
Os objetivos e atividades propostos pelo Projeto se ancoram no conceito de educação como um conjunto de processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais, conforme disposto na Lei n° 9.394/1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação. Neste sentido, a Escola de Kung Fu Shao Lin Norte de Brasília busca, por meio do ensino e aprendizagem da referida arte marcial, trabalhar a saúde individual, a convivência coletiva harmônica e os valores sociais que colaboram na conquista da cidadania.
Sua implementação relaciona-se à concepção de Educação Integral, conforme disposto na Portaria n° 01/2009, da Secretaria de Extraordinária de Educação Integral do Distrito Federal, que concebe o processo educativo como um processo comprometido com a realização plena dos sujeitos nele engajados, contribuindo, portanto, não apenas para a instrução, mas também para a socialização e para o pleno desenvolvimento das diversas dimensões humanas. O Kung Fu Shao Lin Norte colabora na educação orientada para a formação contínua e integral dos indivíduos, possibilitando o desenvolvimento pleno e em todas as suas dimensões, isto é, espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, associando o conhecimento ao desenvolvimento de habilidades que possibilitem aos alunos e alunas protagonizarem seus próprios saberes.

O Projeto vem sendo executado desde março de 2017 a partir de parceria estabelecida entre a Escola de Kung Fu Shao Lin Norte de Brasília e a Sociedade Espírita de Educação “Semente de Luz” (SELUZ) – instituição que atua em Samambaia desde 1988. A SELUZ realiza o acolhimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, e busca desenvolver atividades que contribuam para que elas possam atuar como seres críticos e participativos, que usufruam plenamente de suas possibilidades de apropriação do conhecimento sistematizado e historicamente produzido, em articulação com os diversos saberes, construindo e reconstruindo os significados do mundo, da natureza e da cultura e apoiando-as em seu desenvolvimento ético e moral. A instituição busca garantir e promover a educação pública, inclusiva, democrática e laica, promovendo o protagonismo infantil e a formação para e na cidadania.

As atividades de ensino do Kung Fu são realizadas com 20 crianças de 8 a 13 anos. Em novembro de 2017, 5 crianças atendidas pelo projeto participaram do Exame de Graduação de Kung Fu Saho Lin Norte, organizado pela Escola de Kung Fu Shao Lin Norte de Brasília.


A AMSK é parceira desta iniciativa, considerando sua importância para o pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes.