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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Latchim Sastipen (Boa Saúde)

Latchim Sastipen (Boa Saúde)

O trabalho desenvolvido por ciganos e ciganas em Portugal; falando aqui da Associação Letras Nômadas, nas pessoas de sua Presidente Olga Mariano e Bruno Gonçalves – vice presidente, nos enche de alegria, esperança e renova nossas forças. Portugal está em boas mãos com sua pesquisa.
Sabemos de pronto que a saúde de nossos ciganos e ciganas no mundo todo é bastante precária e debilitada, com a exceção dos que podem pagar por um plano de saúde, dos que possuem a consciência da prevenção e serviços oferecidos e dos riscos que se corre pelos anos e anos de negação e preconceito com o Povo Cigano e sua aceitação nos programas de governo.

Em Portugal esse processo já começou a andar e seguem dois vídeos sobre o assunto.

Segue o vídeo da romed saúde.


No Brasil, seguimos avançando em pontos primordiais, como a Portaria 940 do MS e também alguns assuntos relacionados que começam a voltar suas atenções para esse recorte chamado Minoria étnica no Brasil: O Povo Romani – os assim chamados ciganos.
Por cá fazemos referência a alguns trabalhos como:
*Saúde e Cidadania dos Povos de etnia Romani no Brasil – Os assim chamados ciganos. Mimeo 2015.

* COSTA, Elisa. Redução das Desigualdades em Saúde nas Comunidades Ciganas no Brasil: subsídios para discussão. ISBN: 978-85-67708-01-0; Brasília: AMSK/Brasil, 2014.
* GUIMARÃES, José Ribeiro Sousa. Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um olhar sobre as Unidades da Federação. Brasília: OIT, 2012.
* OMS. Constituición de la Organización Mundial de Salud. Documentos Básicos, suplemento da 45ª Sessão, octubre, 2006. Disponível em: http://www.who.int/governance/eb/who_constitution_sp.pdf
* MOTA, Ático Frota Vilas-Boas. Ciganos: antologia de ensaios. Brasília: Ed. Thesauros, 2004
* AMSK/BRASIL. Relatório SASTIPEN – SAÚDE II. Brasília: mimeo, 2012.
*GOLDFARB, Maria Patrícia Lopes; LEANDRO, Suderlan Sabino; DIAS, Maria Djair. O “cuidar” entre as calins: concepções de gestação, parto e nascimento entre as ciganas residentes em Sousa-PB. Revista Brasileira de Sociologia da Emoção, v. 11, n. 33, dez. 2012, pp. 851-877.
*LEANDRO, Suderlan Sabino. Práticas do enfermeiro em uma comunidade cigana: relato de experiência. Revista Temas em Saúde, ano 6, n. 8, 2006.

Dentre outros trabalhos dos quais já citamos.Bom, o que falamos aqui, se refere a uma constatação ainda precária no Brasil, das reais condições de saúde desse povo, de como isso se relaciona com toda uma forma cultural e educacional.
De qualquer forma, temos de de nos alinhar nesse trabalho como forma de uma possível ajuda. Temos a condição quantitativa; bastante diferente dos ciganos de Portugal, os braços dessa etnia também e pra completar, temos um SUS, que na teoria é fantástico, mas na prática ainda sofre com inúmeros pontos a serem seguidos e implementados.

Um deles está diretamente relacionado a esse trabalho de Portugal, por aqui a média de vida dos ciganos é visivelmente menor, mas ainda não conseguimos quantificar isso. Outro fator é que a falta de identificação ou d coleta dessa identificação nos hospitais e atendimentos, nos impossibilita saber quantos procuram, onde procuram e porquais motivos.
Ainda nos falta dar números assertivos para uma política pública direta e pontual. Enquanto isso, a AMSK começou um trabalho com as mulheres de etnia rromani e as conclusões ainda demorem um pouco pra sair, mas esse estudo já nos revela alguns dados muito interessantes:

MULHERES DE ETNIA RROMANI
A MULHER “CIGANA” NO CONTEXTO BRASIL
Rostos e identidades (MIMEO).
(Parcial)

No Brasil ainda não existem dados específicos sobre o tema, por isso trouxemos um estudo da AMSK/Brasil em andamento desde agosto de 2013. No Brasil (em andamento em 9 estados, mais o Distrito Federal) e com seus correspondentes em Portugal – por área de pesquisa e migração.

Neste estudo, levamos em conta cerca de 20 pontos norteadores (pergunta e resposta), busca ativa, abordagem direta e indireta, denúncias, visitas in locuo, pedidos de escuta e rodas de conversa.

Para esse estudo também foram observados:
1] o direito de se identificarem de forma legítima, (sem folclore ou estereótipo)
2] de manterem o segredo de sua identificação,
3] e de se colocarem livremente como sujeitos de direito.
As áreas pesquisadas foram SAÚDE, EDUCAÇÃO e GENERALIDADES. Aqui um pequeno esboço sobre SAÚDE dessas mulheres.

Saúde
a)     Geralmente estão afastadas do sistema de saúde convencional (seja por não alcançarem o SUS, ou por não estarem dentro do sistema “preventivo de cuidados “)
b)    O câncer de mama ou de colo de útero, o câncer de pele e a depressão (com seus desdobramentos), são os itens mais assinalados. Pressão alta, doenças circulatórias, tabagismo e alcoolismo/droga, seguem a lista.
c)     Geralmente trabalham os três turnos – (acumulando as funções de esposa, da casa e do trabalho).

De 2013 á 2015, a AMSK/Brasil conseguiu com que vários Homens / chefes de comunidade, líderes de núcleos familiares; que começassem uma conversa para a não violência contra a Mulher dentro dos seus núcleos, acampamentos e casas.
Os casos de violência vem sido analisados com cautela, visto as inúmeras e falsa relatorias, analisadas por nossa equipe, que chegam de mulheres que não pertencem a etnia, mas que encontraram nesse modo de vida uma forma vantajosa de sobrevivência. Isso pode ser analisado pela total falta de conteúdo, quando comparado a entrevista com mulheres que pertencem a grandes comunidades e que independentemente de onde estão, são sempre similares ou se encontram dentro de uma mesma análise de pensamento comunitário.
Pretendemos alcançar o número de mil mulheres e com isso, ampliarmos e catalogarmos as principais queixas e necessidades dessas mulheres, a fim de construirmos políticas públicas que venham a beneficiar verdadeiramente esse recorte étnico.
HOMEOPATAS DOS PÉS DESCALÇOS, um programa da AMSK/Brasil.


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