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segunda-feira, 21 de março de 2011

CH'A E SAÚDE - UMA QUESTÃO DE ARTE

A Cerimônia do "Chá o Chadô" / Arte Japonesa 

"Ha tempos o homem sabe que para manter a saúde, precisa de equilíbrio, paz, harmonia e beleza. A Cerimônia do chá traduz tudo isso e muito mais. Nos mostra um caminho para a saúde interior em décadas tão turbulentas".

Beber chá é um costume introduzido no Japão, no século IX, na forma de chá de infusão (団茶, dancha) por um Monge Budista Eichu (永忠), quando retornava da China ao Japão, aonde conheceu a Erva, de acordo com a lenda, após 200 anos. O chá tornou-se a bebida mais consumida no Japão, e cultivada em seu próprio território.


O costume de beber chá, iniciou-se de forma medicinal, e por razão de luxo, uma vez que era importada da China. No século IX, O Autor Chinês Lu Yu escreveu o Ch'a Ching , um manual sobre o cultivo e preparação do chá. A vida de Lu Yu foi influenciada pelo budismo. A idéia dele foi crucial para a criação e aprimoramento da cerimônia.


Chamada em japonês de sadô, chadô ou chanoyu – é muito mais do que um ritual estilizado de servir chá verde em pó numa atmosfera serena, é uma filosofia de vida que há séculos vem influenciando muitos aspectos da vida dos japoneses.

No século XII, um novo tipo de chá surge, o matcha, foi trazido por Eisai, outro monje japonês retornando da China. Considerado um chá verde mais forte, retirado da mesma planta de chá preto , foi inicialmente utilizado em rituais em Templos Budistas. Já no século XIII, samurais já consumiam a bebida matcha, como uma adaptação do Budismo, com isso o futuro do chá, estava traçado.

Por volta do século XVI, beber o chá se popularizou, chegando a atingir todas as camadas sociais do Japão. Sen no Rikyu, um dos maiores destaques na história da cerimônia do chá, seguido pelo seu mestre, Takeno Jōō, de acordo com a filosofia ichi-go ichi-e, cada cerimônia do chá é única, e nunca poderá ser reproduzida. Seus ensinamentos foram responsáveis pelo desenvolvimento de novos estilos arquitetônicos japoneses, como Jardins, Arte e todo o desenvolvimento e criação da cerimônia do chá. E os ensinamentos resistem até hoje. A Cerimônia Japonesa do Chá, Cha-no-yu, exige um padrão de comportamento que tem por  finalidade criar um intervalo de quietude durante o qual tanto o hospedeiro como os convidados tentam atingir paz espiritual e harmonia com o universo.


 “O ritual do chá é um culto fundamentado na adoração do belo entre os fatos sórdidos da existência diária. Transmite pureza e harmonia, o mistério da caridade mútua, o romantismo da ordem social.” Okakura Kakuzo – 1906/Livro do Chá.

A Cerimônia do Chá junta os elementos essenciais da filosofia japonesa e os quatro princípios: a harmonia (pessoas e natureza), o respeito (pelos outros), a pureza (coração e espírito), e a tranqüilidade (paz que fortalece).



“O chá é mais do que uma idealização da forma de beber; é uma religião da arte da vida.” Kakuzo
 
A cerimônia costuma ter a duração máxima de quatro horas.




O chá é tradicionalmente classificado em quatro grupos principais baseados no grau de oxidação:



Chá branco: folhas jovens (novos botões que cresceram) que não sofreram efeitos de oxidação; os botões podem estar escudados da luz do sol para prevenir a formação de clorofila.
Chá verde: a oxidação é parada pela aplicação de calor, que através de vapor, um método tradicional japonês, ou em bandejas quentes — o método tradicional chinês).
Oolong (烏龍茶): cuja oxidação é parada alguns entre o chá verde e o chá preto.
Chá preto: oxidação substancial. A tradução literal da palavra chinesa é chá vermelho, o que pode ser usado entre os fãs de chá.

Variações pouco comuns: estão disponíveis várias preparações de chá que não se enquadram na nomenclatura usual. 

 Pu-erh (普洱茶): erroneamente considerado como uma subclasse de chá preto, pu-erh é um produto muito invulgar. O Pu-erh é um chá fermentado e envelhecido (pode ter mais de 50 anos), por vezes, descrito como duplamente fermentado, sendo a segunda "fermentação" resultado da ação de bactérias. Existe um método moderno de acelerar o envelhecimento natural que produz pu-erh de menor qualidade, chamado pu-erh cozinhado, que é vendido frequentemente em saquinhos. O pu-erh tradicional é conservado em forma de "tijolo" ou outras formas (as folhas de chá depois de tratadas são prensadas em moldes). Este é o mais apreciado de todos os chás na China, sendo catalogado em função da qualidade das folhas e do ano de produção, tal como um bom vinho no ocidente, e é o chá normalmente utilizado para a cerimônia de chá chinesa (Kung Fu Cha). Para preparar a infusão usa-se água muito quente ou até mesmo a ferver (os tibetanos são conhecidos por deixá-los a ferver durante a noite). O Pu-erh é considerado como um chá medicinal na China.
Chá amarelo: é usado como um nome de chá de alta qualidade servido na corte imperial, ou de um chá especial processado similarmente ao chá verde, mas com uma fase de secagem mais demorada.
Chong Cha (虫茶): literalmente "chá quente", esta espécie é feita a partir de sementes de botões de chá em vez de folhas. É usado na medicina chinesa para lidar com o calor do verão bem como para tratar sintomas de gripe.
Kukicha ou chá de inverno: feita de galhos e folhas velhas twig podadas da planta de chá durante a época dormente e tostado a seco sob o fogo. É popular na medicina tradicional japonesa e na dieta macrobiótica.
Lapsang souchong (正山小 ou 烟小) de Fujian, China, é um chá preto fumado, isto é, secado usando fogueiras de pinho.
Chá Rize: chá preto forte, produzido na Turquia, com um sabor distinto e preparação específica, incluindo pré-aquecimento, servido com açúcar.

Chá (um histórico geral), por Cristiane A. Sato — Cultura Japonesa (2006).



Trecho do Romance "Casa de Chá" 

“Aos 9 anos, na cidade hoje conhecida como Kyoto, eu mudei o meu destino. Entrei no santuário pelo arco vermelho e toquei o sino. Inclinei-me em reverência duas vezes. Bati palmas duas vezes. Sussurrei algo para a deusa estrangeira e fiz outra reverência. E então ouvi os gritos e o fogo. Qual fora o meu pedido? Qualquer vida exceto esta.”








Existem vários livros retratando essa cerimônia e tudo o que ela representa na história e no cotidiano desse povo, separamos um romance, uma fantástica visão feminina e um livro que detalha o início dessa cerimônia, seus princípios e sua filosofia.
"Chadô" - introdução ao caminho da cerimônia do chá. 

E-mail: iumi@hotmail.com Tel (11) 5571-3117





Tsukubai é o nome da fonte encontrada nos jardins Chaniwa, criada para ser um dos elementos da tradicional cerimônia do chá no Japão. Essas fontes de água corrente, tem a função da purificação dos convidados que chegam na casa onde irá se realizar a cerimônia. 

 Bonsai - a arte que cultiva, equilíbrio, paciência e harmonia.

 Para alcançarmos uma maior compreenção no ocidente, precisamos entender mais um pouquinho sobre nosso funcionamento e nossos sentimentos, do que somos capazes para alcançar saúde em meio a turbulência. Muitas técnicas existem. Que possamos encontrar um tempo para uma xícara de chá e quem sabe isso possa contribuir de alguma forma para que em paz, enxerguemos melhor a nós mesmos. Deixamos com vocês duas matérias do blog teliga.net, vale a pena começar a entender de forma clara e objetiva que paz e harmonia, tem a ver com biologia, genética e outras coisinhas mais.
Viver é sintonizar freqüências
http://www.teliga.net/2007/11/viver-sintonizar-frequncias.html
Formatações
http://www.teliga.net/2007/11/formataes.html

 Quando buscamos o conhecimento de nós mesmos,
nos tornamos mais que gente, damos sentido a nossa existencia.

Homeopatas dos Pés Descalços


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