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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

MEDICINA E HOLOCAUSTO


                         MALÁRIA E TIFO NO CAMPO DE DACHAU

Em torno de fevereiro de 1942 e abril de 1945, experimentos foram realizados no Campo de concentração de Dachau, a fim de investigar imunização para o tratamento da malária. Detentos saudáveis foram infectados pelo mosquito ou por injeções de extratos de glândulas mucosas das fêmeas de mosquitos infectados. Depois de contraírem a doença, estas pessoas foram tratadas com várias drogas para testar sua relativa eficiência. Mais de 1.000 pessoas foram utilizadas nesses experimentos, e desses, mais da metade morreu como resultado.
Fonte: Distel, Barbara (1972). Text of Museum booklet about Dachau Concentration Camp.


 Uma experiência de imersão em água fria conduzida no campo de concentração de Dachau, na Alemanha. (foto: reprodução)

O Campo de concentração de Dachau foi construído em 1933 pelos nazistas em uma antiga fábrica de pólvora próxima a cidade de Dachau, cerca de cinco quilômetros ao norte de Munique, no sul da Alemanha.

O projeto deste campo de concentração, o primeiro dos nazistas e projetado pelo Kommandant Theodor Eicke, foi o modelo para os outros campos construídos. 

Dachau chegou a abrigar mais de duzentos mil prisioneiros de mais de trinta países e, a partir de 1941, foi usado para o extermínio de cerca de trinta mil pessoas. 29 de abril de 1945, a 42ª Divisão de Infantaria do Exército dos Estados Unidos (EUA) foi encarregada de libertar o campo de concentração. A primeira visão que os soldados tiverem, ao chegar ao campo, foi de centenas de mortos, empilhados, junto a um comboio de 39 carruagens. Segundo consta, os mortos estavam lá havia dias (alguns já em avançado estado de decomposição). Tinham sido retirados apressadamente de outro campo de concentração, Buchenwald, e a maioria morrera de fome durante a viagem.




Os soldados, totalmente em estado de choque com a visão, tomaram para eles o lema "Take no Prisoners" (Não fazer prisoneiros) e começaram a executar os primeiros SS que encontraram. Há vários registos de execuções, na maioria actos de vingança individuais de soldados e até de alguns prisoneiros, que atacaram os seus antigos opressores.
Após a libertação do campo, os 32 000 prisoneiros que lá se encontravam saíram num espaço de seis semanas. Durante essa altura, formou-se um Comité de prisoneiros, que funcionando como um governo, se encarregou de evitar fugas de prisioneiros e melhorar as condições dos campos.

A libertação dos prisoneiros foi morosa: além dos habituais problemas de desnutrição e dificuldades em arranjar transporte dos presos para o seu país natal, havia uma epidemia de Febre Tifóide que dizimou milhares de presos. Como tal, de modo a evitar uma pandemia européia, foram curados e vacinados todos os presos.
A partir de 1948, o campo de Dachau foi usado como campo de refugiados, situação que perdurou até cerca da década de 1960, onde se erigiu o Memorial que hoje existe.

Nota: Dachau é célebre não só por ter sido um dos maiores campos de concentração nazis, mas também por ter sido o primeiro a ser construído no regime hitleriano (foi construído cerca de seis semanas após Hitler ascender ao poder).

•    1940 - 1515
•    1941 - 2576
•    1942 - 2470
•    1943 - 1100
•    1944 - 4794
•    1945 - 15384 (Houve o reaparecimento da epidemia de Tifo o que elevou a taxa de mortalidade).

Fonte: http://www.kz-gedenkstaette-dachau.de/fotos da Net e da Wikipédia.

EXPERIMENTOS COM TIFO - A FEBRE TIFOIDE




 Buchenwald em Abril de 1945, fotografia tirada após a libertação do campo pelas
tropas norte-americanas.

Em dezembro de 1941 até fevereiro de 1945, experimentos foram conduzidos para investigar a ineficácia dos pontos com febre e outras vacinas. Em Buchenwald, uma grande quantidade de detentos saudáveis foram deliberadamente infectados com a bactéria do tifo para manter as bactérias vivas; Mais de 90% das vítimas morreram. Outros detentos saudáveis foram usados para determinar a ineficácia das vacinas e um número de diferentes produtos químicos. No decorrer desses experimentos, 75% dos detentos foram vacinados ou alimentados com uma das substâncias químicas e, após um período de três a quatro semanas, foram infectados com germes de febre com pontos. Os restantes 25% foram infectados, sem qualquer proteção prévia para comparar a ineficácia das vacinas e produtos químicos. Centenas de indivíduos morreram. Foi também realizado experimentos com a febre amarela, a varíola, tifo, paratifo A e B, cólera e difteria. Similar experimentos foram realizados com resultados semelhantes em Natzweiler.
fonte: Experimentos médicos en Natzweiler-Struthof.

 Campo de concentração de Buchenwald

The horrors of Buchenwald. guardian.co.uk (1945-04-18).
Harvard Law Library, Nuremberg Trials Project: A Digital Document Collection.
 



Devido à resistência que resultou das experiências em barracões onde os prisioneiros viviam lado a lado em pouco espaço, o vírus que se desenvolveu no Bloco matou mais pessoas e infectou mais longamente do que o tifo normal.

O relógio na sua torre mostra aos visitantes o horário das 15:15h, momento da libertação pelas tropas norte-americanas, quando se iniciou o resgate de 21 mil pessoas, entre as quais 900 crianças.

Homeopatas dos Pés Descalços

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