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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

MEDICINA E HOLOCAUSTO - PARTE II

Os presos foram coagidos a participar: 
não sendo voluntários de boa vontade. 

Eis o que chamaram de medicina naqueles tempos de guerra. Fica aqui a opção de pensarmos: aonde morre a parte humana e sobrevive o monstro, onde acaba a vocação de salvar vidas e entra o desejo de se tornar Deus?
 
Normalmente, as experiências resultaram em morte, desfiguração ou incapacidade permanente. Em Auschwitz e outros campos, sob a direção do Dr. Eduard Wirths, os detidos eram submetidos a diversas experiências que supostamente ajudariam na guerra, desenvolvendo novas armas, ajudando na recuperação dos militares que haviam sido feridos, e para o avanço da ideologia racial apoiada pelo Terceiro Reich.
Experimentos envolvendo crianças e particularmente gêmeos, tinham como principal responsável o médico Josef Mengele, que realizou experiências em mais de 1500 gêmeos, dos quais apenas cerca de 200 sobreviveram aos experimentos. Depois da guerra, os crimes foram julgados pelo que ficou conhecido como o Julgamento dos Médicos, a revolta dos abusos perpetrados levou ao desenvolvimento do código de ética médica em Nuremberga.

 Fonte:
  1. Nazi Medical Experimentation. Museo norteamericano conmemorativo del Holocausto.
  2.  Josef Mengele and Experimentation on Human Twins at Auschwitz, Children of the Flames; Dr. Josef Mengele and the Untold Story of the Twins of Auschwitz, Lucette Matalon Lagnado and Sheila Cohn Dekel, and Mengele: the Complete Story by Gerald Posner and John Ware.

Em suas experiências com seres humanos em Auschwitz, ele injetou tinta azul em olhos de crianças, uniu as veias de gêmeos, deixou pessoas em tanques de água gelada para testar suas resistências, amputou membros de prisioneiros e coletou milhares de órgãos em seu laboratório.


A partir de 1943, os gémeos eram seleccionados e colocados em barracões especiais. Quando na rampa de seleção localizava gêmeos, os irmãos eram colocados num recinto especial e eram tratados melhor que os restantes internos. Praticamente todas as experiências de Mengele careciam de valor científico, mas foram financiadas pelo governo nazista. Incluíam, por exemplo, tentativas de mudar a cor dos olhos mediante injeções de substâncias químicas nos olhos de crianças, amputações diversas e outras cirurgias brutais e, pelo menos numa ocasião, uma tentativa de criar siameses artificialmente mediante a união de veias de irmãos gémeos (a operação foi um fracasso e o único resultado foi que as mãos dos pacientes se infectaram gravemente). As pessoas objeto de experiências de Mengele, no caso de sobreviverem, foram quase sempre assassinadas depois para dissecação.
Em cooperação com outros médicos, Mengele tentou também encontrar um método de esterilização em massa; muitas das vítimas foram mulheres a quem injectava diversas substâncias, sucumbindo muitas delas ou ficando estéreis noutros casos.


Mengele fez experiências com ciganos e judeus que tinham doenças hereditárias como nanismo, síndrome de Down, irmãos siameses e outras afeções e dissecou vivas algumas pessoas mestiças, submergindo depois os seus cadáveres numa tina com um líquido que consumia as carnes, deixando livres os ossos. Os esqueletos eram enviados para Berlim como macabro mostruário da degeneração física dos judeus ou outros.

 
Assinatura de Josef Mengele.
Por vezes realizava sessões de submersão em água gelada de prisioneiros fortes para observar as suas reações ante a hipotermia. Também cooperou com o seu equivalente da Força Aérea, o médico Sigmund Rascher da Luftwaffe, em algumas experiências em que submetia pessoas a mudanças de pressão extremas, e os indivíduos morriam com horrorosas convulsões por excessiva pressão intracraniana. Rascher foi o equivalente de Mengele na experimentação em seres humanos, mas com fins militares. A sua perversidade andava a par da de Mengele, mas a sua história e final foram muito distintos.


Devido as atrocidades cometidas por ele durante a guerra, seu título de Doutor foi revogado pelas Universidades de Frankfurt e Munique.

Mengele fez numa ocasião carregar um vagão de trem com caixões que os prisioneiros notaram "demasiado pesados para o seu volume". Os caixões iam com destino a Günzburg e alguns prisioneiros deduziram correctamente que continham lingotes de ouro, provenientes das extrações dentárias das vítimas do campo. Este foi um dos primeiros indícios de que Mengele tinha pressentido o fim da Alemanha Nazista.

 De oficial e médico a anjo da morte.

Mengele morre em Bertioga, cidade praiana no Estado de São Paulo, Brasil - morre afogado em  1979 com 67 anos.

Fonte:  "Scientists Decide Brazil Skeleton Is Josef Mengele.", New York Times, July 22, 1985. Página visitada em 2008-03-21. “American, Brazilian and West German scientists announced jointly today that a skeleton recently exhumed from a graveyard near here was unquestionably that of Dr. Josef Mengele.”
Fotos retiradas da net e Wikipédia/Pt.

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