POVOS CIGANOS: UMA NAÇÃO SEM FRONTEIRAS"

Publicação na Revista da saúde da família, onde cada dia mais, a realidade desses homens e mulheres, esquecidos pelo tempo, pela discriminação e pelo abandono, começa a escrever e ensaiar seus passos.

A foto foi tirada na região sul do país, dando nos a certeza da distribuição das ações, o cartaz foi lançado pelo MS no ano de 2015. 

Segue o link para baixar a revista 38:
na página 49 tem a matéria com o título : “Povos Ciganos: uma nação sem fronteiras”.

Caso o link não abra, vocês podem acessar pela página da revista

Homeopatas dos Pés Descalços
Um projeto da AMSK/Brasil

Latchim Sastipen (Boa Saúde)

Latchim Sastipen (Boa Saúde)

O trabalho desenvolvido por ciganos e ciganas em Portugal; falando aqui da Associação Letras Nômadas, nas pessoas de sua Presidente Olga Mariano e Bruno Gonçalves – vice presidente, nos enche de alegria, esperança e renova nossas forças. Portugal está em boas mãos com sua pesquisa.
Sabemos de pronto que a saúde de nossos ciganos e ciganas no mundo todo é bastante precária e debilitada, com a exceção dos que podem pagar por um plano de saúde, dos que possuem a consciência da prevenção e serviços oferecidos e dos riscos que se corre pelos anos e anos de negação e preconceito com o Povo Cigano e sua aceitação nos programas de governo.

Em Portugal esse processo já começou a andar e seguem dois vídeos sobre o assunto.

Segue o vídeo da romed saúde.


No Brasil, seguimos avançando em pontos primordiais, como a Portaria 940 do MS e também alguns assuntos relacionados que começam a voltar suas atenções para esse recorte chamado Minoria étnica no Brasil: O Povo Romani – os assim chamados ciganos.
Por cá fazemos referência a alguns trabalhos como:
*Saúde e Cidadania dos Povos de etnia Romani no Brasil – Os assim chamados ciganos. Mimeo 2015.

* COSTA, Elisa. Redução das Desigualdades em Saúde nas Comunidades Ciganas no Brasil: subsídios para discussão. ISBN: 978-85-67708-01-0; Brasília: AMSK/Brasil, 2014.
* GUIMARÃES, José Ribeiro Sousa. Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um olhar sobre as Unidades da Federação. Brasília: OIT, 2012.
* OMS. Constituición de la Organización Mundial de Salud. Documentos Básicos, suplemento da 45ª Sessão, octubre, 2006. Disponível em: http://www.who.int/governance/eb/who_constitution_sp.pdf
* MOTA, Ático Frota Vilas-Boas. Ciganos: antologia de ensaios. Brasília: Ed. Thesauros, 2004
* AMSK/BRASIL. Relatório SASTIPEN – SAÚDE II. Brasília: mimeo, 2012.
*GOLDFARB, Maria Patrícia Lopes; LEANDRO, Suderlan Sabino; DIAS, Maria Djair. O “cuidar” entre as calins: concepções de gestação, parto e nascimento entre as ciganas residentes em Sousa-PB. Revista Brasileira de Sociologia da Emoção, v. 11, n. 33, dez. 2012, pp. 851-877.
*LEANDRO, Suderlan Sabino. Práticas do enfermeiro em uma comunidade cigana: relato de experiência. Revista Temas em Saúde, ano 6, n. 8, 2006.

Dentre outros trabalhos dos quais já citamos.Bom, o que falamos aqui, se refere a uma constatação ainda precária no Brasil, das reais condições de saúde desse povo, de como isso se relaciona com toda uma forma cultural e educacional.
De qualquer forma, temos de de nos alinhar nesse trabalho como forma de uma possível ajuda. Temos a condição quantitativa; bastante diferente dos ciganos de Portugal, os braços dessa etnia também e pra completar, temos um SUS, que na teoria é fantástico, mas na prática ainda sofre com inúmeros pontos a serem seguidos e implementados.

Um deles está diretamente relacionado a esse trabalho de Portugal, por aqui a média de vida dos ciganos é visivelmente menor, mas ainda não conseguimos quantificar isso. Outro fator é que a falta de identificação ou d coleta dessa identificação nos hospitais e atendimentos, nos impossibilita saber quantos procuram, onde procuram e porquais motivos.
Ainda nos falta dar números assertivos para uma política pública direta e pontual. Enquanto isso, a AMSK começou um trabalho com as mulheres de etnia rromani e as conclusões ainda demorem um pouco pra sair, mas esse estudo já nos revela alguns dados muito interessantes:

MULHERES DE ETNIA RROMANI
A MULHER “CIGANA” NO CONTEXTO BRASIL
Rostos e identidades (MIMEO).
(Parcial)

No Brasil ainda não existem dados específicos sobre o tema, por isso trouxemos um estudo da AMSK/Brasil em andamento desde agosto de 2013. No Brasil (em andamento em 9 estados, mais o Distrito Federal) e com seus correspondentes em Portugal – por área de pesquisa e migração.

Neste estudo, levamos em conta cerca de 20 pontos norteadores (pergunta e resposta), busca ativa, abordagem direta e indireta, denúncias, visitas in locuo, pedidos de escuta e rodas de conversa.

Para esse estudo também foram observados:
1] o direito de se identificarem de forma legítima, (sem folclore ou estereótipo)
2] de manterem o segredo de sua identificação,
3] e de se colocarem livremente como sujeitos de direito.
As áreas pesquisadas foram SAÚDE, EDUCAÇÃO e GENERALIDADES. Aqui um pequeno esboço sobre SAÚDE dessas mulheres.

Saúde
a)     Geralmente estão afastadas do sistema de saúde convencional (seja por não alcançarem o SUS, ou por não estarem dentro do sistema “preventivo de cuidados “)
b)    O câncer de mama ou de colo de útero, o câncer de pele e a depressão (com seus desdobramentos), são os itens mais assinalados. Pressão alta, doenças circulatórias, tabagismo e alcoolismo/droga, seguem a lista.
c)     Geralmente trabalham os três turnos – (acumulando as funções de esposa, da casa e do trabalho).

De 2013 á 2015, a AMSK/Brasil conseguiu com que vários Homens / chefes de comunidade, líderes de núcleos familiares; que começassem uma conversa para a não violência contra a Mulher dentro dos seus núcleos, acampamentos e casas.
Os casos de violência vem sido analisados com cautela, visto as inúmeras e falsa relatorias, analisadas por nossa equipe, que chegam de mulheres que não pertencem a etnia, mas que encontraram nesse modo de vida uma forma vantajosa de sobrevivência. Isso pode ser analisado pela total falta de conteúdo, quando comparado a entrevista com mulheres que pertencem a grandes comunidades e que independentemente de onde estão, são sempre similares ou se encontram dentro de uma mesma análise de pensamento comunitário.
Pretendemos alcançar o número de mil mulheres e com isso, ampliarmos e catalogarmos as principais queixas e necessidades dessas mulheres, a fim de construirmos políticas públicas que venham a beneficiar verdadeiramente esse recorte étnico.
HOMEOPATAS DOS PÉS DESCALÇOS, um programa da AMSK/Brasil.


2016 PARA O BRASIL


O ano de 2015 foi repleto de sinais, cheio de sentimentos, os mais variáveis possíveis.
Foi também um ano de perplexidade, de descobertas e de perdas.

Em 2015, vimos muitas atitudes e muitas reações que com certeza vão ficar na memória de todos e de todas nós.

Em 2015 os DIREITOS HUMANOS sofreram um dos seus maiores golpes, perdemos pra política desqualificada, perdemos para recalques e perdemos para a arrogância e o egoísmo. Nossos meninos e meninas ficaram em terceiro plano, nossas referencias de dignidade e de ética quase sumiram e assim foi esse triste pedaço de nossa história, que se desmoronou tal qual a cidade de Mariana – MG.

Nossas barreiras do bom senso se romperam, a educação e o respeito sumiram dos plenários, justamente da casa que deveria resguardá-los.

Hoje, voltamos a dizer que o nosso preconceito desfilou nas avenidas do Brasil, vestido de hipocrisia e arrogância e matamos, matamos muitas crianças de balas perdidas, muitos adolescentes de descaso e descuido e muitos jovens, pelo maldito PRECONCEITO.
Num ano recheado de doenças pessoais, esperamos que cada um possa descobrir em sí mesmo a cura. E não é tão difícil assim, basta querer olhar.

Basta sorrir de manhã e pensar que as pessoas que você ama, fizeram e fazem parte da sua vida e desse mundo;

Basta imaginar que a cor da pele de uma pessoa é a forma carinhosa com que Deus ou uma força maior, ou a criação divina, resolveu colorir o mundo, para que ele ficasse mais alegre, mas que se alguém se ferir, o sangue que jorra como rio caudaloso é exatamente igual, assim como todos nós voltaremos a ser pó.

Que as religiões servem para unir pessoas e não para afastá-las, em conceitos de destruição e de separatismo;

Que todos os grandes homens e mulheres, estejam eles retratados em livros sagrados ou não, jamais pregaram o egoísmo, o estrelismo, a arrogância, a ganância, o preconceito e a superioridade, ridículos e medíocres na sua essência. Todos eles.

Um 2016 de saúde real, de saúde emocional, de saúde verdadeira.
Um 2016 recheado de gente, do sentido de ser gente, pessoa humana.
Um 2016 de coragem, princípios, humanidade e muita, mas muita vergonha na cara. A vergonha nos faz repensar, nos faz calar antes de falar e fazer besteira. Uma pitada de olhar, de caráter e de sobriedade.

Se cada brasileiro e brasileira tirar a lama dos pés e começar a desejar aos filhos dos outros, o mesmo que deseja aos seus, a compreender que a fome e a miséria são responsabilidade sim, de cada um de nós que nega e sonega as mínimas coisas do dia a dia; se cada um for pra escola defender seu direito de estudar e o direito de existir como pessoa humana; teremos começado a abandonar o velho hábito da mediocridade.
Remédio amargoso sempre fez efeito, tá aí o boldo pra provar isso. Façamos nós o nosso remédio. Chega de acudirmos chacinas, chega de estatística deprimentes, chega de colocar a culpa nos outros. Em 2016 vamos dar um basta nessa doença que assola nossas casas, ruas e campos;

Não é a DENGUE, é a sujeira, o descaso, a falta de educação coletiva e SANEAMENTO BÁSICO. Hoje já estamos matando as futuras gerações e essa não pode ser a herança que deixaremos aos nossos meninos e meninas. Hoje as CHACINAS nas periferias, nas ruas e dentro das casas, e nas TRIBOS, já  é uma realidade e corre o risco de virar paisagem. Hoje já matamos e enterramos nosso passado, com a forma que tratamos nossos IDOSOS e encarceramos nossas crianças.



QUE AMANHÃ, EM 2016, POSSAMOS ACORDAR DESSE PESADELO PARA CONSTRUIRMOS UM BRASIL MELHOR.

LUCIDEZ, SANIDADE, COERÊNCIA E PRINCÍPIOS É O QUE DESEJAMOS A TODOS E A TODAS;

E QUE DEUS NOS DÊ FORÇA, PORQUE CORAGEM, OS BRASILEIROS E BRASILEIROS NASCERAM COM ELA.

Homeopatas dos Pés Descalços

Brasil é o segundo maior mercado consumidor de Ritalina do mundo.

Brasil é o segundo maior mercado consumidor de Ritalina do mundo.
As Coordenações Gerais de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, Saúde dos Adolescentes e dos Jovens e a Coordenação de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde divulgaram nesta quinta-feira (01/10) uma recomendação para que Estados e Municípios publiquem protocolos de dispensação de metilfenidato, cujo nome comercial é Ritalina ou Concerta, seguindo recomendações nacionais e internacionais para prevenir a excessiva medicalização de crianças e adolescentes.
A medida foi tomada diante da tendência de compreensão de dificuldades de aprendizagem como transtornos biológicos a serem medicados, do aumento intenso no consumo de metilfenidato e dos riscos associados ao consumo desse medicamento.
Segundo manifesto do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, articulação de entidades acadêmicas e da sociedade civil, o Brasil vive um processo crescente de medicalização, entendido como o processo que transforma, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos.
Dados expostos na recomendação do Ministério da Saúde indicam que o Brasil se tornou o segundo mercado mundial no consumo do metilfenidato, com cerca de 2.000.000 de caixas vendidas no ano de 2010, e apontam para um aumento de consumo de 775% nos últimos 10 anos no Brasil.
Segundo o documento, as estimativas de prevalência de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças e adolescentes no Brasil são bastante discordantes, com valores de 0,9% a 26,8%. O TDAH não pode ser confirmado por nenhum exame laboratorial ou de imagem, o que gera, inclusive, questionamentos quanto a sua existência enquanto diagnóstico clínico. Os custos anuais de tratamento, segundo estudo publicado em 2014, variam de R$ 375,40 até R$4.955,38.
Experiências das Prefeituras de São Paulo (Portaria nº 986/2014) e Campinas/SP mostram como a publicação de protocolos pode contribuir para a diminuição da prescrição excessiva do medicamento.
Por fim, a medida segue orientação da 26ª Reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos (RAADH) do MERCOSUL, realizada em 6 de julho, em Brasília, que afirmou a importância de garantir o direito de crianças e adolescentes a não serem excessivamente medicados e recomendou o estabelecimento de diretrizes e protocolos clínicos.
Do site:
O conteúdo completo pode ser acessado no link:




E quando o assunto é Homeopatia?

Bom, na defesa da Homeopatia Clássica, o ideal é resolver o problema, atingir a causa. Em tempos de rapidez e diagnósticos equivocados, aplaudimos a decisão do MS em divulgar e se posicionar contra o uso abusivo da Ritalina, usado no Brasil como água.

Sabemos que existe uma brecha da qual muitos não querem falar e nem se posicionar e que leva em conta o porque desse TDAH ser usado de forma tão indiscriminada.

Vale a pena procurar as causas, que dentre outras, podemos encontrar desde o possível uso indiscriminado de medicações por parte dos pais (afetando a gestação), como transtornos e deficiências ligadas a saúde pública e questões de abandono social.

HPD


SAÚDE X SUS X CIGANOS



Sabemos que a coisa não é fácil, mas temos que continuar na luta. 
Esse cartaz foi distribuído pela Maristela, nossa irmãzinha da Pastoral da Criança.

É assim, aos poucos vamos juntando irmãos nessa caminhada.


Homeopatas dos Pés Descalços

EDUCAÇÃO E SAÚDE = DIREITO E RESPEITO

23 de jan de 2019 03:38         CIGANOS/AS CURSARÃO  DIREITO, MEDICINA, FIS...