LIATRIS SPICATA - velhos remédios











LIATRIS SPICATA





               Uma estrela esquecida




Sim, podemos chama-la assim, até porque ela faz parte da lista de medicações homeopatas que foram esquecidas e não se vê mais falar delas. As últimas relações que tive com essa homeopatia foi num catálogo de medicações do Canadá – são feitos em glóbulos.


Ela também pode ser chamada de Estrela Ardente – bom, dá pra entender. Ela resiste muito ao calor, é densa, sobrevive a margens de pântanos e prados. Nessas regiões as águas são poucas e turvas. ... Pensou?




Pois é, isso diz muito sobre ela. Ela limpa a sujeira do fígado e do rim. Foi largamente usada nos casos de nefrose. Enfim, seu maior trunfo é sem dúvida a capacidade de ser um Estimulante Vascular. Comumente pode ser encontrado em tinturas [tintura mãe] e isso facilita como já sabemos o uso contínuo de copos de água.





Aumenta a capacidade urinária e fortalece as mucosas e membranas.

Muita gente o chama hoje de drops renal, porque aumenta a capacidade de limpeza do órgão.

Segue a matéria abaixo que é bastante relevante; pois pode nos ajudar com a Hidropsia. Levanta-se também a observação de que ao ler sobre Digitalis e Arsenicum.

Pathogénésies de l'an 1900 
novos, velhos e remédios esquecidos
por Edward Pollock Anshutz
apresentado pelo Dr. Robert Seror
Liatris Spicata
                                        http://www.homeoint.org/seror/patho1900/liatris.htm


Homeopatas dos Pés Descalços

MOSCHUS; E A PERSONALIDADE HISTÉRICA



MOSCHUS

Almíscar ou Moschus moschiferus, M. Tibetanus.

O vocábulo muská que vem do sânscrito significa testículo.




Óleo aromático de odor penetrante, almíscar ou musk era originalmente extraído de uma glândula - muskpod da região abdominal, próxima a cauda do cervo almiscarado.



Nem mais e nem menos, essa é a personalidade do Desmaio histérico e tem uma razão para isso. Trousseau emprega este remédio para cólicas nervosas com palidez, suor frio, e perda súbita de força, causados ​​por emoções, gelando os pés, etc Também para amenorréia, com timpanismo doloroso, o sangue menstrual, devido a tenesmo uterina, escapa apenas em gotas. Teste concorda com ele, na principal.

Segundo Farrington “Em nossa escola, a prescrição precisa teve sua influência na definição mais clara dos poderes de Musk, e limitando assim sua ação dentro de limites razoáveis”. Os experimentos de Joerg e Sunderlin, que Allen achou por bem incorporar na enciclopédia, são considerados por alguns como contraditórios. Ainda que não se opõem a outras experimentações obtidas com potências ou por inalação, é por isso que são de valor e merecem ser mantidas.


Mas ninguém tem dúvida sobre esse líquido precioso e tão questionado. O ataque histérico com desmaio é o ponto forte dessa medicação e dessa personalidade. Indiscutivelmente a sua aplicabilidade vai para essa definição. Entretanto tem muita história pela frente. Coisas que muitas vezes deixamos pra lá, mas que aqui vamos fazer um pequeno alerta:


A variedade que é comercializada, ou seja, o que conhecemos por Moschus é a secreção do cervo-almiscarado, porém o odor se encontra também no boi-almiscarado, no rato-almiscarado (Ondatra zibethicus) da América do Norte, na ratazana-almiscarada da Índia e Europa, no pato-almiscarado        ( Biziura lobata ) do sul da Austrália, no musaranho-almiscarado, no escaravelho-almiscarado ( Calichroma moschata ), e no aligátor da América Central, entre outros animais. Mas não termina por aí. Para obter-se o perfume do cervo-almiscarado, mata-se o animal e se extrai completamente a glândula, que é secada ao sol, sobre uma pedra quente ou submergindo-a em azeite quente. É comercializada sob duas formas: a glândula inteira (muito comum ver na China) ou o perfume extraído do seu receptáculo.


Mas como nome conhecido, vem a ser apresentado como: Almíscar, que é o nome dado originalmente a um perfume obtido a partir de uma substância de forte odor, secretada por uma glândula do cervo-almiscarado (aqui o nosso amigo moschus), de outros animais e também de algumas plantas de odor similar.




Para que se retire essa glândula, os animais são mortos de forma brutal e absolutamente desumana, sendo assim, fica aqui a nossa preferência para adquirir o produto vegetal, com responsabilidade social, é claro.


Mentalmente pode ser responsável por crises histéricas de entrar na história e inclusive vivê-las com um realismo absurdo. Isso mesmo gente. Doenças imaginárias e desdobramentos absurdos advindos da imaginação e do nervoso; fazem parte dessa personalidade egoísta e obstinada.


Pois bem, sabe aquela pessoa que é capaz de absolutamente tudo para conseguir o que quer? Para ter seus caprichos e desejos feitos e atendidos? Essa é Almíscar. A mentira sobre doenças, a raiva violenta, as tapeações, as irritabilidades e a ansiedade seguida de palpitação são características da personalidade. São fortes características, por esse motivo quando se tem uma crise histérica e uma palpitação por “doença inexistente” ou sem motivo, segue-se sempre a Moschus ou Almíscar.


Vale prestar atenção em reações como o riso e o choro incontroláveis, alternados e fortes, que nem consegue segurar um objeto nas mãos e que pode ser considerada hipocondríaca sexual.


Segue mais uma dica: caso acredite que pode morrer deitado e por esse motivo evita dormir, comece a prestar atenção, esse é um sinal emocional muito forte, o medo da morte.

No geral, Moschus é frio (a), - tem doenças estranhas que ninguem sabe ao certo como se segue, desmaia com facilidade, mesmo comendo ou no meio da menstruação.  A coisa é tão difícil que chega a sentir uma súbita cegueira ou visão turva. Indo e vindo. Pode ficar surdo também. Além disso podem ocorrer:


*garganta apertada com sensação de estrangulamento,


*soluços e vômitos por nervoso, na verdade ele vomita só de pensar em comer


*espasmos e dores abdominais por completo nervoso e flatos com odor muito forte.


*pode urinar e sentir dor de cabeça ao mesmo tempo e com forte odor. O cheiro da urina parece amônia.


*espasmos da glote e a DISPNÉIA HISTÉRICA são comuns, mas nada se compara a possibilidade de uma crise Asmática com intensa ansiedade.


* Espasmo histérico do peito. Palpitação histérica. Tremor no peito e sensação de que o próprio coração treme.


* Quando falamos de extremidades; uma reação nos chama a atenção: ela acontece de forma diferente: uma mão quente e pálida e a outra fria e vermelha. O frio pode ser uma observação de pele bastante importante no caso do Moschus.


* Herpes, uma observação pontual, mesmo que seja bastante genérica.


Enfim, essa personalidade nos reserva algumas surpresas, então vamos a elas. Algumas situações podem nos levar a confundir essa matéria homeopática, mas se pudermos fechar o pacote com algumas informações relacionadas ao sexo e ao aparelho reprodutor, fechamos o cerco e poderemos acertar mais.  


O desejo pelo sexo é considerado violento e não se pode deixar de tocá-lo, quando no auge da excitação, a novidade fica por conta das cócegas que sente, não impedindo risos. O desejo de que falamos aqui é bastante aumentado e não é difícil saber disso pela enorme importância que essa personalidade dá a esse fato. Muitos estudiosos ligaram a impotência masculina seguida de diabetes a essa homeopatia.  


Na menstruação podem ser observados seguidos desmaios e nas grávidas crises absurdas de histeria.


Para melhor diferencia-la, deve observar as seguintes matérias: Asafétida, Croc, Ignatia Amara, Lil-t, Lob, Palladium, Platina, Plb, Sumbul, Valeriana.


ALMISCAR E O REINO VEGETAL:

Nessa descoberta das plantas a China, O Nepal, a Índia e Os países Árabes possuem desenhos que reforçam a fama do produto:

 


Onde encontrar: No reino vegetal se encontra no "almíscar comum" ( Mimulus inoschalus ), na madeira-almiscarada , e nas "semente de almíscar" do Hibiscus abelmoschus.

Denomina-se muscone o composto odorífero, que até o século IX era obtido apenas das secreções animais. Atualmente, além de similares botânicos, existem inúmeros sintéticos disponíveis. Relatos diversos apontam para a Índia e para o Império Bizantino, como sendo o foco de propagação do uso de almíscar como afrodisíaco, o que foi incorporado na cultura árabe mais tarde.


 Mimulus


 Hibiscus


Entretanto, podem ser consideradas várias denominações que identificam a espécie vegetal Angelica Archangelica: as raízes e frutos desta planta fornecem o óleo aromático e almiscarado:





Angelica - Inglês

India Angelique - Francês

Hierba de Los Angeles - Espanhol

Angelica arcangelica - Italiano

Ch lien-tu - Chinês

Arcangelica, Erva-do-espírito santo, Jacinto da Índia - Português.



Bastante conhecida pelas propriedades anti inflamatórias, antissépticas, antitóxicas, antiácida e depurativa, eis uma planta que precisa de cuidados quanto ao uso:



*altas concentrações podem induzir paralisia do Sistema Nervoso

* hipersensibilidade à luz.

* dermatites de contato.



Das raízes se obtém óleo essencial de odor ambarino, intensidade mediana, ligeiramente incensado ou especialmente perfumado, cremoso, herbáceo e almiscarado.



Hibiscus ou Musk Seeds é classificado na nomenclatura botânica como Abelmoschus moschatus ou Hibiscus abelmoschus L.que a literaura relaciona como Ambrette seeds, musk mallow, musk okra, ornamental okra, annual hibiscus, yorka okra, galu gasturi, bamia moschata, rose mallow seeds, seeds ambarillo, ambarina, abelmoscho, semilla de Santa helena, algalia, grana moscada, almíscar negro entre outros.



Planta aromática da família Malvaceae, nativa da Índia e que possui sementes de odor floral, doce, levemente ambarado e similar ao almíscar animal, produzindo excelente óleo essencial.

Homeopatas dos Pés Descalços

COISAS SOBRE A HANSENÍASE - PONTOS DE VISTA



A hanseníase, conhecida oficialmente por este nome desde 1976, é uma das doenças mais antigas na história da medicina. É causada pelo bacilo de Hansen, o Mycobacterium leprae: um parasita que ataca a pele e nervos periféricos, mas pode afetar outros órgãos como o fígado, os testículos e os olhos. Não é, portanto, hereditária.
Com período de incubação que varia entre três e cinco anos, sua primeira manifestação consiste no aparecimento de manchas dormentes, de cor avermelhada ou esbranquiçada, em qualquer região do corpo. Placas, caroços, inchaço, fraqueza muscular e dor nas articulações podem ser outros sintomas.

Com o avanço da doença, o número de manchas ou o tamanho das já existentes aumenta e os nervos ficam comprometidos, podendo causar deformações em regiões, como nariz e dedos, e impedir determinados movimentos, como abrir e fechar as mãos. Além disso, pode permitir que determinados acidentes ocorram em razão da falta de sensibilidade nessas regiões.


O diagnóstico consiste, principalmente, na avaliação clínica: aplicação de testes de sensibilidade, força motora e palpação dos nervos dos braços, pernas e olhos. Exames laboratoriais, como biópsia, podem ser necessários.


Esta doença é capaz de contaminar outras pessoas pelas vias respiratórias, caso o portador não esteja sendo tratado. Entretanto, segundo a Organização Mundial de Saúde, a maioria das pessoas é resistente ao bacilo e não a desenvolve. Aproximadamente 95% dos parasitas são eliminados na primeira dose do tratamento, já sendo incapaz de transmiti-los a outras pessoas. Este dura até aproximadamente um ano e o paciente pode ser completamente curado, desde que siga corretamente os cuidados necessários. Assim, buscar auxílio médico é a melhor forma de evitar a evolução da doença e a contaminação de outras pessoas.


O tratamento e distribuição de remédios são gratuitos e, ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, em face do estigma que esta doença tem, não é necessário o isolamento do paciente. Aliás, a presença de amigos e familiares é fundamental para sua cura.

Durante este tempo, o hanseniano pode desenvolver suas atividades normais, sem restrições. Entretanto, reações adversas ao medicamento podem ocorrer e, nestes casos, é necessário buscar auxílio médico.


Importante saber:

Segundo a OMS, nosso país é líder mundial em prevalência da hanseníase. Em 1991, foi assinado pelo governo brasileiro um termo de compromisso mundial, comprometendo-se a eliminar esta doença até 2010. Entretanto, a cada ano, há mais de quarenta mil novos casos tendo, entre eles, vários indivíduos em situação de deformidade irreversível.


Nos dias 24, 26 e 27 de janeiro são comemorados, respectivamente, o Dia do Hanseniano, o Dia Mundial de Combate à Hanseníase e o Dia Estadual de Combate à Hanseníase.

“Lepra”, designação antiga desta doença, era o nome dado a doenças da pele em geral, como psoríase, eczema e a própria hanseníase. Devido ao estigma dado a esta denominação e também ao fato de que hoje, com o avanço da medicina, há nomes apropriados para cada uma destas dermatoses, este termo deixou de ser utilizado (ou, pelo menos, deveria ter sido).

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.
 

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola


Vitor Manoel Silva dos Reis é médico dermatologista do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e membro permanente do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Existem referências à hanseníase em livros muito antigos, escritos na Índia e na China, séculos antes de Cristo. Provavelmente foi o exército de Alexandre, o Grande, que disseminou a doença pelo continente europeu, quando regressou das campanhas da Ásia.

Na Bíblia, são descritos casos dessa doença infectocontagiosa que atacava principalmente a pele, os olhos e os nervos. As deformidades que provocava eram motivo para seus portadores serem excluídos do convívio social. Considerada castigo dos deuses, os doentes eram recolhidos em leprosários, onde ficavam até morrer. Ou, sem socorro nem tratamento, perambulavam pelas ruas com o rosto e o corpo cobertos por andrajos, pedindo esmolas com uma latinha amarrada na ponta de uma vara para esconder as mãos deformadas pela doença.

Ao longo dos tempos, a hanseníase foi uma moléstia estigmatizante. Na história da humanidade, poucas doenças foram cobertas por manto de ignorância tão espesso. O preconceito era tanto que o nome lepra (lepros em grego não quer dizer nada além do que manchas na pele), utilizado no passado, assustava as pessoas e as mantinha à distância dos pacientes.

Mais tarde, quando Hansen descobriu o bacilo que causava a doença, ela passou a ser conhecida como hanseníase, uma doença como tantas outras provocadas por bactérias e que, graças ao avanço da ciência, hoje tem cura.


Vitor Manoel Silva dos dos Reis – A hanseníase é basicamente uma doença cutânea, mas que pode afetar também os olhos, os nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos. Embora se pudesse imaginar que a bactéria penetrasse através da pele, o provável é que a transmissão se dê pela secreção e pelo ar que saem das vias aéreas superiores e por gotículas de saliva.


Ao penetrar no organismo, a bactéria desencadeia uma luta com o sistema de defesa. Dependendo do resultado dessa batalha, após um período de incubação prolongado, que pode variar de seis meses a seis anos, o indivíduo poderá desenvolver uma doença, a hanseníase, que apresenta várias formas clínicas e diversos tipos de manifestações na pele.
(material coletado, relativo a informações simples e diretas sobre a hanseníase)

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