SOLANUM Oleraceum




Juquerioba para os íntimos.

Em sua mente essa espécie guarda a tristeza e a irritabilidade, não deixando de ser acompanhada de um sintoma físico muito importante: a sonolência. Aqui a dor de cabeça costuma seguir a sonolência.
Outro detalhe no mínimo bonito é a tradução do seu nome, ela poderia ser conhecida pelo nome de Cereja Jerusalém (Jerusalém Cherry).

Fisicamente falando os olhos da Solanum Oleraceum marcam a dor e os detalhes:

1. dor no canto direito do olho,
2. Inchaço da pálpebra superior esquerda,
3. inflamação na pálpebra inferior direita. Essa inflamação é fétida, guarde bem isso.

Todo esse quadro acontece em sintonia com um sintoma delicado e que envolve o rosto, a face da pessoa adoecida. O rosto continuamente vermelho, a garganta e a face ficam inchadas, dói a bochecha esquerda violentamente, se espalhando pelo rosto todo.

A anorexia e as dores gástricas estão em link direto com essa personalidade.
A urticária vem com febre e a herpes de tornozelo encontra aqui uma medicação eficaz.
Pegando carona com um mestre da homeopatia, vejamos a compilação de dados dessa matéria, vejamos o que diz Clark.

Um DICIONÁRIO DE PRÁTICO
Farmacopéia
Por John Henry Clarke, MD
Apresentado por Médi-T ®
Sintomas. 

1. Mente. triste. Irritável.
2. Cabeça. Drowsy com dor de cabeça.
3. Olhos. Chiqueiro em r. pálpebra inferior. Dor no canto interno dos olhos. Inflamação l. superior da tampa.
5. Nariz. descarga de muco, fétido amarelo l. narina. catarro aguda.
6. Face. A dor na face. Dor e inchaço da face e da garganta com inflamação. vermelhidão contínua do rosto. dor violenta no l. rosto, espalhando pelo rosto todo.
7. Dentes. dor de dente. Dor de dente à noite.
8. Boca. Língua revestido branco. ptialismo.
9. Garganta. garganta.
10. Apetite. Não apetite.
11. Estômago. digestão difícil. Não dor lancinante no estômago de longa duração.
14. Órgãos urinários. urina escassa.
16. Órgãos sexuais femininos. curta duração da menstruação. descarga de muco branco da vagina. inchaço das glândulas mamárias com derrame abundante de leite, no segundo dia. Pouco depois de tomar o medicamento nos seios de uma mulher negra de 60 anos começou a inchar e descarregada uma quantidade de leite.
17. Aparelho Respiratório. Sufocando tosse.
18. Peito. Senso de frieza em l. lado do peito, depois de beber.
20. Pescoço. inchaço das glândulas cervicais.
23. Membros inferiores. Cócegas nos membros inferiores. erupção herpética no tornozelo.
25. Pele. pústulas todo, primeiro branco, depois vermelho, com uma coceira insuportável agora e depois. urticária com febre. Coceira ─.
26. Dormir. Não sono por duas noites. Drowsy por quatro horas no meio do dia. Drowsy todo o dia. Drowsy com dor de cabeça.
Copyright © Médi-T ® 2000
 
Caso clínico

Solanum Oleraceum. 

Solanum oleraceum. Juquerioba. NO Solanaceae. Tintura de flores.
 
Clínicos. Peitos, inchaço. Catarro. Glândulas, inchaço. Herpes. Amamentando, profusa. Leucorréia. Pústulas. Sono excessivo. Chiqueiro. Urticária. 


Características. Esta planta, diz Mure, é herbácea, caule pouco lenhoso, os ramos superiores sendo coberta com espinhos curtos e tortos. Ela cresce na rodada margens do Rio Janeiro, em lugares úmidos e sombreados. O sintoma mais notável a prova foi "O inchaço da glândula mamária com derrame abundante de leite", que ocorre em uma mulher negra de 60 anos. Outros sintomas foram: "A dor e o inchaço da face e garganta com inflamação." "Sensação de frio no lado esquerdo do peito depois de beber." Houve sonolência com dor de cabeça, e geralmente o sono perturbado do outro Solanaceae. (casos clínicos/net)

Homeopatas dos Pés Descalços

SOLANUM NIGRUM


SOLANUM NIGRUM 
ou Erva Tostão
ou Arrebenta Cavalo ... e não é sem motivo.


Aqui podemos dizer que se observar os espasmos causados pelo tétano, suas convulsões e sua rigidez em todo o corpo, vamos compreender melhor essa personalidade. É claro que já sabemos que se juntarmos os sintomas físicos mais presentes teremos um mapa daquilo que a pessoa sente. 

Sendo assim, Solanum Nigrum passa por terrores noturnos – o que acompanha os tremores. Grita e seus gritos são agudos, não consegue sair da cama, delira e com isso se evidencia a gagueira que por sua vez se apresenta nessa hora. Faz sentido, devido o tremor no corpo.


Irritabilidade, calafrios alternados por todo o corpo, delírio furioso e fúria. O indivíduo dessa personalidade quer fugir do terror, das vozes que ouve, que escapar. Chega ao seu limite e daí a convulsão.
Estupor ou coma, sem relaxamento muscular algum, rosto avermelhado e tremores irregulares, é como se sacudisse todo o corpo. Leva tudo a boca porque acha que se mastigar e engolir qualquer coisa, as coisas passarão – mania.

 Extremamente ansioso, mantém seu pulso fraco, irregular e lento. A melhora se dá através da regulação da circulação periférica (Vijnovsky homeopathic Materia Medica). Deficiências como Esclerose Cerebral, Demência Senil, Desorientação, Meningismo, Irritação Cerebral, Tétano, Convulsões e outros, fazem parte de toda a gama de sofrimento que essa personalidade pode carregar.


Em algumas regiões do Brasil ela é popularmente conhecida como "mata-cavalo" ou arrebenta cavalo, devido ao seu potencial altamente tóxico. Assim encontramos o pensamento que guia Solanum Nigrum. Tóxico e aterrorizante.

Homeopatas dos pés descalços

8 de Março - Dia Internacional da Mulher - Celebrar e Refletir


Em 1977, a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou o 8 de Março – Dia Internacional da Mulher. Muito se fala sobre os acontecimentos que deram origem a esta data. Mulheres russas que no início do século XX realizaram manifestações por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada de seu país na Primeira Guerra Mundial. Mulheres estadunidenses que, no final do século XIX, realizaram uma greve por condições dignas de trabalho e pela igualdade de remuneração com os trabalhadores homens, tendo sido violentamente reprimidas pela polícia.

A idéia de se definir uma data para dar ampla visibilidade às lutas das mulheres por seus direitos remonta a mais de um século, tendo surgido na alvorada do século XX, momento no qual as mulheres lutavam pelo direito ao trabalho e o direito ao voto. Porém, quando pensamos nas lutas das mulheres, nossa memória viaja para momentos ainda mais distantes na história, e nos lembramos também da resistência das mulheres negras ao processo de escravidão no Brasil e às perseguições sofridas por parteiras, curandeiras e benzedeiras, em razão de seus conhecimentos tradicionais sobre a arte de curar.

Independente dos fatos históricos que inspiraram a data, o Dia Internacional da Mulher é um momento de celebração pelas conquistas alcançadas até aqui – todas, fruto de muita luta... 

É também um dia para reflexão sobre os desafios que ainda se colocam a nossa frente, e com os quais nos deparamos todos os dias...

Hoje, no Brasil, segundo dados do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres são pouco mais de 50% da população e representam cerca de 49% da População Economicamente Ativa. São, em média, mais escolarizadas que os homens e ocupam, cada vez mais, posições de poder e decisão. Apesar destes avanços, continuam sendo discriminadas no mercado de trabalho: recebem remunerações inferiores às dos trabalhadores homens e estão em maior número nas ocupações informais e precárias, além de serem vítimas do assédio sexual e moral nos locais de trabalho. Seguem sendo vítimas da violência doméstica e de violência sexual. Sofrem severos agravos a sua saúde em razão da forte pressão que vivenciam na busca por conciliar suas responsabilidades no mercado de trabalho e as atividades domésticas e de cuidado, sem que uma atenção devida seja dada a este aspecto fundamental da vida em termos de políticas públicas. Amortecem diretamente o impacto da falta de creches, de escolas públicas com jornadas integrais, da falta de saneamento. Realizam todo este trabalho de reprodução da vida de forma invisível e não valorizada. Cuidam das crianças, da casa, da educação e da alimentação das pessoas, na qualidade de mães, donas de casa, trabalhadoras domésticas e professoras primárias. Cuidam dos doentes e idosos na qualidade de filhas, cuidadoras, enfermeiras. Com este trabalho, garantem que o chamado “mundo produtivo” funcione, tornam possível a reposição da força de trabalho e o aumento do PIB.

Os obstáculos enfrentados pelas mulheres para terem uma vida digna se tornam ainda mais profundos quando consideramos as desigualdades baseadas nas questões étnicas e raciais. Se as mulheres brancas enfrentam enormes desafios para superar a dinâmica da discriminação de gênero, mulheres negras, mulheres indígenas e mulheres ciganas enfrentam o desafio adicional de lidarem também e ao mesmo tempo com a lógica da discriminação racial e étnica. Hoje, no Brasil, as mulheres ciganas oscilam entre a total invisibilidade e os estereótipos mais discriminatórios. Sua imagem é divulgada ora de forma extremamente sexualizada, ora como pessoas manipuladoras e não confiáveis. Temos atualmente neste país um dos mais respeitados sistemas de estatísticas nacionais da América Latina e não sabemos dizer quantas mulheres de etnia cigana fazem parte de nossa população. Pouco se sabe sobre suas necessidades em termos de acesso à educação e formação profissional, aos documentos de identificação, aos cuidados a sua saúde. Os dicionários de língua portuguesa de maior circulação no Brasil continuam divulgando definições pejorativas no verbete cigano, como: pessoa que faz negócio para burlar; pessoa que tem a arte e graça para captar as vontades. A partir de pesquisa realizada em uma comunidade de ciganos no estado da Paraíba, em 1993, um dos mais respeitados pesquisadores sobre a realidade dos povos ciganos no Brasil, o antropólogo Franz Moonen, levanta a possibilidade de ocorrência de esterelizações de mulheres ciganas sem o devido consentimento.

Neste dia tão simbólico e importante para as mulheres, fazemos um convite à reflexão. Somos mulheres, somos muitas, somos diversas. Somos de diferentes raças e etnias, de diferentes idades e classes sociais. Temos uma contribuição enorme a dar para o crescimento e o desenvolvimento de nosso país. Não aproveitar isso, significa, além de desperdício, falta de visão política e de estratégia econômica. Significa, de fato, retardar os avanços em direção a um desenvolvimento sustentável. Para que possamos contribuir para o desenvolvimento, precisamos ter oportunidades iguais, precisamos ter os nossos direitos respeitados. Como afirma a filósofa Hannah Arendt, “a essência dos direitos humanos é o direito de ter direitos”. Para que isso se concretize, é necessário ter olhos para essa diversidade, visibilizá-la, considerá-la, reconhecê-la, respeitá-la. Apenas assim poderemos viver em um mundo mais justo e igualitário.

Celebrar e refletir...
Homeopatas dos Pés Descalços homenageia
todas as mulheres.
Homenageia também 
todos os homens que lutam pelos direitos das mulheres     

PESQUISAS SOBRE A SAÚDE DOS CIGANOS



 No dia 16 de fevereiro de 2012, nos chega a notícia que abaixo transcrevemos na integra. Salvo dizer que em se tratando dessa etnia, quase tudo referente a saúde e sua forma de vida é de muito pouco estudo. Multiplicam-se as pesquisas sem base, ou as não pesquisas sobre a saúde de minorias. No Brasil não é diferente. As pesquisas feitas por um acadêmico deveria constar primeiro de bom senso. Como vivem, como se alimentão? quais as doenças prementes e de que forma podem ser beneficiados com os programas sociais, assistenciais e médicos de cada país? Quem são os ciganos do nosso país para os médicos e os agentes de saúde? Questões essas já sugeridas pelo pesquisador Frans Moonem em 2008. Estamos começando a caminhar com ações tímidas em postos de saúde (Campinas), mas que fazem a diferença.

Essas e outras questões permanecem sem respostas no mundo todo. Pouco se fez e muito pouco se faz, a fim de que se instrua um membro do corpo docente para que tenha a devida condição humanitária de entendimento, para que não se cometam aberrações como esta pesquisa.

Eis mais um braço do preconceito e da discriminação. No momento em que tantos se juntam para que se deem ouvidos e voz as políticas públicas de nossos países, não podemos concordar com o estereótipo plantado de forma científica em pleno ano de 2012.

A população cigana é composta de pessoas que na sua grande maioria precisam de saúde e atenção, do sistema básico ao mais complexo, como qualquer outro cidadão, como qualquer outro ser humano.

E como não poderia deixar de ser: deixamos aqui a nossa solidariedade e total concordância com a fala do Prof. Dr. Juan Herédia. Que o dinheiro da pesquisa seja mais bem aproveitado, tanto em Espanha e Brasil, quanto em todos os países nos quais os direitos humanos se achem respeitados.

Homeopatas dos Pés Descalços - um projeto da AMSK/Brasil


Los gitanos somos obesos porque asociamos gordura con "poderío"

Por Juan de Dios Ramírez-Heredia

Acabo de leer la noticia difundida ampliamente por las agencias informativas. La mitad de los gitanos españoles somos gordos, muy gordos, porque de esta manera demostramos que somos poderosos. Dios mío, ¡que barbaridad! Lo ha dicho una bióloga de la Universidad del País Vasco que ha catalogado este afán que tenemos los gitanos y las gitanas por estar gordos como una consecuencia de nuestra “cultura obesogénica”. ¡Chúpate esa! Y para que no quede la más mínima duda de que para nosotros la obesidad es un símbolo de poder, concentramos todas nuestras grasas y michelines en el abdomen. De tal manera que tener delgadas las piernas o los brazos da igual. Lo verdaderamente importante es tener una prominente barriga que infunda respeto y sumisión a los gitanos y gitanas que, para desgracia de ellos, estén delgados.

La investigadora ha realizado su estudio analizando los comportamientos de 50 familias gitanas que agrupan a unos 380 individuos. Y como consecuencia de ello ha puesto de manifiesto las graves consecuencias que para la salud comporta la obesidad. Así dice que los niños de familias gitanas que participan en su estudio son ya hipertensos y muchas mujeres podrían tener problemas de diabetes o de corazón en la época posmenopáusica. Y añade que la obesidad de tipo abdominal es especialmente peligrosa en los hombres ya que está ligada a la enfermedad cardiovascular y a la diabetes.

Lo dicho hasta aquí, bromas a parte, me sugiere algunas reflexiones. Aunque debo manifestar por adelantado mi respeto por cualquier tipo de investigación que en el ámbito de la salud contribuya a que llevemos una vida más sana y por ende más optimista y agradable. No podría ser de otra forma teniendo, como tengo, una hija que es médico.

La primera reflexión me lleva a concluir que tienen razón los gitanos que dicen “¡Basta ya de tantos estudios sobre nosotros! ¡Parecemos conejillos de indias!" Y llevan razón. Somos el grupo de población que concita el mayor interés científico de todos los investigadores. Tengo en mi poder muchos estudios de antropólogos, de todas las ramas, que nos han estudiado hasta la saciedad. Recuerdo que en mi juventud acompañé a una investigadora de la Universidad Complutense de Madrid para que realizara una investigación en el Campo de la Bota barcelonés. Ella tomaba nota de la medida perimetral de nuestras cabezas, anotaba detalladamente el color del iris de nuestros ojos y hasta se llevaba un manojito de pelo que cortaba de la cabellera de los pacientes gitanos después que éstos me miraran insistentemente recabando mi consentimiento. Fracasó rotundamente nuestra investigadora cuando pretendió extraer una gota de sangre de aquellos gitanos. Ni yo lo autoricé, ni ellos se dejaron. 

No caben en una de mis estanterías los estudios realizados por los sociólogos en el ámbito de nuestra vida urbana. Son volúmenes de todo tipo, especialmente hechos en el ámbito sociográfico. Allí están desde el pionero del Instituto de Sociología Aplicada realizado por los jesuitas durante el franquismo, hasta la última tesis doctoral elaborada por cualquiera de los discípulos de la gran investigadora, catedrática en la Universidad Autónoma de Barcelona, Teresa San Román.

Igualmente en el campo de la medicina, -que posiblemente sea el primero en el que los científicos empezaron a estudiarnos-, tenemos muchos e importantes estudios. Debo señalar aquí las investigaciones realizadas en el siglo XIX por el doctor B. Ely, holandés, que descubrió en nuestra sangre elementos coincidentes con la de los habitantes del Punjab para determinar el origen indio de nuestro pueblo, hasta el proyecto que me presentaron recientemente unos ilustres profesores del Hospital Clínico de Barcelona destinado a descubrir una nueva y extraña enfermedad que se da solo en algunos niños gitanos.

Podría hacer esta lista interminable y algún día lo haré. Por el momento déjenme que transcriba lo que ha escrito Judith Okely, que es una investigadora, autora de un estudio sobre los gitanos ingleses: “Los estereotipos de los gitanos y las explicaciones sobre ellos, sean mentiras o verdades, pueden ser invenciones o artimañas para confundir en vez de reflexiones sobre la realidad. La imagen de los gitanos y la información sobre ellos transmitidas a los payos por los gitanos pueden dar más información sobre los payos que sobre los gitanos”.

La segunda reflexión, mucho más puntual, está en línea con los resultados que en ocasiones se extraen de estos estudios y que suelen ser pasto luego de informaciones que poco o nada nos benefician. Como esta que comentamos. El resultado final será que los gitanos somos un pueblo de gordos autoritarios y primitivos a quienes, según la autora del estudio, nos gustan las mujeres hermosas porque nos parece un símbolo de fertilidad. Tal vez en esto último lleve razón la señora bióloga: reconocemos que a los gitanos nos gustan más las mujeres hermosas (que no es sinónimo de obesas) que las flacas o esqueléticas. Pero mucho me temo que ese gusto lo debemos compartir con el 99 por ciento de los hombres “payos” del planeta.

Cuando yo era niño y vivía en el Cádiz de la posguerra la gente del pueblo solía decir cuando se encontraban con algún amigo o conocido:
- Ayer vi a tu hijo. ¡Está tan guapo y tan gordito que es una bendición!

Naturalmente. Estar gordito era la expresión máxima de la belleza que no consistía en otra cosa más que en no pasar hambre en una época en la que los españoles tenían los alimentos racionados. Los gitanos de hoy estamos gordos porque comemos mucho o porque comemos mal. Exactamente igual que los “payos”, sean de aquí o de Nueva York.

Tercera reflexión. Alguna vez he oído decir a más de un gitano que si el dinero que se gastan las administraciones en subvencionar tantos estudios e investigaciones sobren nosotros lo emplearan en remediar alguna de nuestras más perentorias necesidades, mejor nos irían las cosas. Y tal vez lleven algo de razón. Se han escrito y publicado informes absurdos, muchos innecesarios, buena parte de ellos falsos porque los gitanos han respondido con falsedad a las preguntas impertinentes de los encuestadores, y casi todos se han realizado al margen de la voluntad de los propios gitanos. 

Hace tres o cuatro años se celebró en Bruselas la Primera Cumbre Gitana Europea. A ella asistieron la mayoría de los líderes gitanos del viejo continente. Y junto a nosotros un conjunto de autoridades de primer orden de los Estrados miembro de la Unión  Europea. En el programa estaba previsto que interviniera Rudko Kawzinski, líder de los gitanos alemanes y actual presidente del Foro Europeo de los Rromà que depende del Consejo de Europa. En el  momento de su intervención le escuchaban varios ministros de diferentes países, al menos tres Comisarios del Gobierno Europeo y posiblemente un par de docenas de Directores Generales y Secretarios de Estado entre los que estaban también los altos representantes del Gobierno Español. Rudko, que es un hombre avezado en viejas luchas se refirió a los estudios e investigaciones que de forma permanente se realizan sobre nuestra cultura, nuestro idioma, nuestras costumbres, nuestras tradiciones, nuestro folklore, nuestra gastronomía, nuestra manera de vestir y hasta sobre nuestra forma de andar. Y en aquel momento, con evidente irritación, levantó la voz para decir ante tan insigne auditorio:

- Señores ministros, señores directores generales, basta ya de subvencionar tantas investigaciones innecesarias que a los gitanos en nada nos favorecen. ¿Saben que deben hacer ustedes? Traigan todos esos estudios a la plaza en las duras noches del frío invierno y préndanle fuego. Al menos servirán para que los gitanos nos calentemos.

Es evidente que yo no suscribo esas palabras como tampoco lo haría en su literalidad el mismo Rudko, que es un hombre inteligente. Jamás hay que prender fuego a los libros, pero no es menos cierto que alguien debería reflexionar sobre la utilidad que tienen algunas investigaciones de las que luego los medios de comunicación van a destacar lo más llamativo: que los gitanos estamos gordos porque de esa manera reafirmamos nuestra fuerza y nuestro dominio sobre los demás. Realmente penoso.
                      
* Juan de Dios Ramírez-Heredia es abogado y periodista.

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