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PRECISAMOS FALAR DO ÓDIO, PARA A SAÚDE DO AMOR


PERSONALIDADES HOMEOPÁTICAS
O ÓDIO

“Precisamos falar do Ódio, para a Saúde do Amor”



Elisa Costa

Nos últimos anos, o Brasil tem experimentado muitas sensações coletivas. Sentimentos que mexem com cada um, na sua identidade coletiva. Dentre elas o ódio. Um sentimento, uma sensação e uma realidade, seja nas construções pessoais, seja nas coletivas.

Durante os últimos anos, para ser mais precisa, desde 2014, algumas expressões como indignação, receio, tristeza, angústia e temor pelo futuro, foram ditas incessantemente sobre as condições de vida. Para justificar a própria frustração e o próprio medo, explode a raiva coletiva. Sentimentos e realizações pessoais, tais como amor, alegria, sentimento de segurança, confiança e estabilidade passaram a ser o segundo assunto, nas ruas, nas festas, nos bares e igrejas.

Na contramão, alguns sentimentos coletivos passaram a circular em todos os lugares, padarias, transporte, igrejas, trabalho, bares e restaurantes e junto com eles uma enorme instabilidade emocional explodiu de forma individual e coletiva, mas, tudo isso alimentado e nutrido pela mídia televisiva, pelos jornais e pela mais nova arma de “controle de massa”: as redes sociais.

Um sentimento dúbio: amor e ódio começam a escrever, mais uma etapa, dessa velha e conhecida odisseia. Só que desta vez, no Brasil. Tão surpreendente como a cor dos olhos de uma criança quando acaba de abri-los, tão surpreendentemente avassalador, tal qual uma tempestade tropical, trazendo aquelas memórias que por não termos tido a coragem necessária de ensina-las através dos anos e lidar com todos os sentimentos que a história acumulou, acordamos e nos deparamos com uma enorme sensação de espanto, enquanto atônitos, assistimos uma exploração de valores, conceitos, supremacias e achismos.

Tivemos que lidar com isso, cada qual ao seu modo e assim o amor ficou machucado.



Já repararam que em toda a história, temos fleches luminosos de amor e odes inteiras de rancor e ódio? Não sei se já viram uma taça de cristal ser feita, com sua exuberância e temperança, assim como não sei se sabem o quão pequeno espaço de tempo se precisa para quebrá-la.

Podem se lembrar daquele segundo de alegria infinita e de prazer imenso, que nasce meio que de repente e da repentina explosão de raiva que acontece quando somos contrariados? Sim, são sensações da adolescência. Mas muitos de nós cultuamos essas sensações e as chamamos de memória.

Assim foram os dias... rápidos, diferentes e surpreendentes.

Nunca conheci tantos especialistas em política.

Já nos últimos 2 anos tudo isso se intensificou. As diferenças de pensamento, ideias, ideais, posturas sociais, gostos e vontades receberam uma dose extra de amor e de ódio. Sim...porque no fundo temos uma linha que começa no amor (a natureza brota, nasce e explode exuberante), daí vem tudo aquilo que os adultos acumulam e não sabem onde colocar. Começamos a odiar.

Hoje, o amor está ferido de ódio, de morte.
Amar é natural, ódio é aprendido. Ok ... se você pensar que isso não é novidade nenhuma; mas o que você talvez não tenha se atentado é que o ódio adoece. Uma pessoa, uma nação. E sabe de uma coisa, nosso país adoeceu.

Pensem comigo: depois do ódio, existe a fuga e o desespero, porque ele sabe que destruiu algo que não pertencia a ele. Depois do amor, existe aconchego, carinho, sorrisos e presença. Não há porque fugir.


Penso que essa seja uma doença/desequilíbrio bem marcante em relação aos sintomas apresentados.

Sintomas principais:

Se manifesta de forma abrupta e violenta,
Incapacidade de raciocínio claro e objetivo,
Força física desmedida, sem controle de se mesmo,
Cansaço extremo, dores musculares severas,
Câimbras, pressão arterial descontrolada, irracionalidade,
Sono perturbador, pensamento repetitivo de destruição,
Incapacidade de reconhecer a necessidade de ajuda,
Necessidade de aprovação que respaldem a sua atitude,
Covardia, desprezo pela humanidade e por todos que se opõem as suas ações,
Dificuldade de relacionar no coletivo social, isolamento,
Busca firmar laços de ação com outros que pensam e agem igual, mas não criam laços afetivos,
Gosto ácido, infecção urinária,
Tendência ao alcoolismo,
Incapacidade de controlar suas expressões: fala e audição,
Dificuldade nos relacionamentos afetivos,
Embotamento cerebral com extrema dificuldade de interpretação de fatos e de lidar com memórias e sentimentos na relação espaço/tempo.


Enquanto isso no reino da Dinamarca...Alguns apostaram que era apenas uma virose passageira – mal-estar, um pouco de febre, coisa leve, uma leve diarreia e tudo bem. Vai passar. Outros acreditaram que era necessária uma pequena análise e que logo o cenário se estabeleceria com novos exames, algumas mexidas na alimentação e uma dieta severa. Tiveram também os que desenharam um futuro tenebroso, mas seria melhor esperar e tratar de forma a reduzir qualquer chance de contágio (chamo isso de matar barata com um canhão). Só que o ódio já tinha dado sequelas e graves.

Em pouco tempo a tampa da panela explodiu e feriu muita gente. As queimaduras foram sérias, graves e como tal, irá demorar muitos anos para cicatrizar. Não adianta fazer plástica. Eis uma doença com a qual a humanidade terá de trabalhar nas bases.

Pensaram que a doença poderia ser curada através de crenças religiosas, mas precisamos de fé no amor e isso não se compra em farmácias, isso se aprende e se vive. Resolveram tratar as consequências da doença e não a causa.

Por fim a imprensa noticiou e espalhou o pânico, reproduzindo e dando alertas de epidemias que nunca aconteceram e arrematando tudo isso, os diagnósticos falsos fecharam e anunciaram a morte prematura de democracia.

Precisamos aprender com nossos próprios erros. Mas não podemos adoecer nosso país. Precisamos salvar o amor, precisamos urgentemente parar de contaminar nossas crianças, a nós mesmos e ao país.  

O ódio dói – quando achamos que acertamos o alvo, fruto da nossa impotência, no fundo estamos produzindo efeitos colaterais,
O ódio extermina – nos retira a humanidade, nos coloca imóveis e sem atividade cerebral,
O ódio machuca – fere de morte pessoas inocentes que sequer conhecemos, simplesmente porque ficamos cegos.
O ódio nasce da insegurança e do medo de não sermos aceitos. O ódio nos torna feios, porque não há forma, há deformidade. O medo nos inferioriza, então a saída é o ódio e com aquela sensação de soberania diante da vida (ou seja, do amor).

Por isso mesmo não existe remédio para o amor, não há homeopatia para ele, ele não é uma doença, não precisa ser curado, não adoece, não morre, não corrói e nem precisa se afirmar acima de nada.

Desde que a Medicina começou a ser escrita, vemos os sentimentos sendo nomeados, os humores, as paixões e não é do nada que atualmente, as condições de depressão/solidão são descritas como a doença do século no Planeta. Ex. a depressão se segue após o ódio.



Assim sendo, quais seriam as homeopatias aplicadas? E como poderíamos classifica-las: causa ou efeito?


Vale a pena lembrar, que a cultura do ódio, portanto a cultura desse adoecimento violento, pode ser e é contagioso.

Estabelece padrões destorcidos de uma realidade vista através imagens e sensações imprecisas.

Em tempos de afetos tristes, de tanto medo, de tanta violência, cuidemos uns dos outros, sejamos Doutores da Alegria, sejamos, Médicos sem Fronteiras, sejamos parte de um Brasil que desnuda essa pretensa cegueira e amplia a visão para além do caos.

Ainda somos um país que precisa combater o zika vírus e a malária, a diarreia e a gravidez precoce. Somos um país que ainda luta na fila do SUS contra racismos institucionais, que vê chegar o Sarampo de novo pela porta da frente. Ainda precisamos aprender a ser gente.

Precisamos sim falar de como vencer essa doença a qual chamamos de ódio, precisamos discutir isso a nível de Ministério e de Estado brasileiro, precisamos falar de Saúde Mental e de como não negligenciar suas consequências quando tratarmos da Saúde Coletiva. Precisamos falar disso nas Universidades e nas escolas.

A medicina sempre avançou com desastres naturais, na luta e no combate as epidemias, coisas que chegam do nada e assolam a humanidade, não precisamos aprender mais sobre a medicina de guerra com a qual todos nós tivemos que lidar no Holocausto. Medicina foi feita para salvar vidas, não para ceifar a dignidade humana. Quem pensa que as duas são distintas, se enganaram, são irmãs de trajetória e não podem se odiar jamais.


Tancredo Neves, após sua eleição à Presidência da República no Colégio Eleitoral, no plenário da Câmara dos Deputados, Brasília (15/01/1985)

#Ódionão




A PERSONALIDADE HOMEOPÁTICA DA PENICILINA - O MOFO

A PERSONALIDADE HOMEOPÁTICA DA PENICILINA - O MOFO

Ou

Quando decidimos construir nossa vida, na periferia de nós mesmos.



Isso mesmo, vamos falar do Mofo.
Vilão e herói, eis aqui um sujeito estranho, admirado por muitos e um vilão desde sempre.
Sorrateiro e imprevisível, ele faz parte da vida de todos aqueles que não estão em redoma de vidro .... Ou seja, não adianta fugir dele. Mais dia, menos dia, ele vai bater a sua porta, cruzar as paredes, subir pelos muros ou mesmo, chegar com a chuva.

O curioso de tudo isso, é que o mofo traz uma estranha semelhança com o mundo já vivido em outras eras e em outros séculos, pertence a toda indicação feita a lugares languidos e por fim, não há nada, mas nada mesmo que o tire dos dias atuais.



Física e emocionalmente falando.

Ele está de volta, ou melhor, ele jamais foi embora.

Há uns 30 anos atrás, mais ou menos, ouvi de um professor, as portas de sua aposentadoria, já com 76 anos, a seguinte advertência: “Cuidem das doenças ditas: já erradicadas. Cuidem de que a miséria e a pobreza sempre trarão consigo novas formas dessas doenças. Cuidem do excesso do medo e dos remédios milagrosos. Cuidem de viverem de olhos abertos, direto no nascedouro do problema, o resto ou é estética, ou cinema. ”

É claro que a coisa ficou feia, teve até bate boca. Mas ele estava certo. Não foi previsão do futuro, foi observação e cuidado com a vida alheia. Hoje andamos novamente de volta com a sífilis, com os carrapatos, com a leptospirose, com o mofo e com a lepra (hanseníase) e a tuberculose.
Não sei se hoje aos 52 anos, posso dizer algo diferente dele. Creio que não.

Somos semente e como semente contemos tudo do que precisamos dentro de nós. Somos a semente, o tronco, as folhas e o fruto. Pena que essa capacidade de percepção ficou fragilizada, dentro de um cotidiano vazio e devastador. O mofo não está nas coisas, está em nós.

Onde ele está?

Em tudo.

Simples assim. Esse fungo também chamado de bolor, pode estar tanto nas paredes da sua casa, no chão da rua, no pão que está no seu armário de mantimentos, no seu cabelo, nas suas unhas e até nas frutas da geladeira.
Gosto de mofo. Todo mundo sabe como é.
A toxicidade por mofo é considerada difícil de detectar e entra no hall das alergias. Daqueles testes que fazemos e que dá a tudo.
Umidade e calor, esses são dois aspectos físicos e internos aos quais precisamos observar. O mofo cresce exatamente aí. Como eles não andam sozinhos, precisamos nos ater as bactérias, um prato cheio para as infecções que jamais vão embora.

Sintomas mentais de PENICILLINUM

1 Depressão psíquica que piora pela manhã; tudo é triste.

2 Atividade cerebral incrementada, seguida rapidamente de considerável astenia e obscurantismo intelectual.

Exemplos: Usados e fabricados fora do Brasil, 
Penicillium Candidum 4CH 5CH 7CH 9CH 15CH 30CH
Penicillium Roquefortii – nosódio/D4 até D200 – C3 até 1MK

Penicillium notatum – D9 até D200/C5 até 10MK

Penicillinum Isoterapico -  benzilpenicilina sodica.

Alguma biografia:

Penicillium glaucum. Whiting, A. Br Homeopath J; 34(4): 180, dec. 1944. Artigo em Inglês | HomeoIndex (homeopatia) | ID: hom-2954 




Problemas de memória, confusão mental, falta de foco. Esses são os sintomas emocionais dessa personalidade homeopática. São espelho. Corpo e mente estão frente a frente, sem meio termo. É claro que pode ocorrer contaminação externa e os sintomas estão lá, mas, na gravidez, essa estrutura pode se estabelecer. Na velhice também, quando vemos as pessoas retornarem para os ambientes onde nasceram, sem se dar conta das estruturas as quais lhe parecem familiar.

Fadiga, fraqueza, mal-estar – antes de qualquer outro sintoma, entretanto é aí que podemos nos ater as infecções. Sabe aquela frase: Parece que vou gripar.

Cãibras, dor nas articulações, dores pelo corpo   - o mofo faz isso, estagna, paralisa e contamina. Retira a vida dos processos.

Dormência e formigamento – Consequências comuns, difíceis de ligar uma coisa com a outra. Assim como a dor de cabeça, se manifesta mais pela manhã ao acordar.

Dor de cabeça – um sintoma comum, mas sempre seguido do cheiro do mofo. Ela é chata e persistente.

A sensibilidade à luz, com olhos vermelhos e a visão turva ou embaçada, podem vir juntos – bem comum para quem trabalha nesses locais e se acostuma com o mofo.
Olhos embasados com a sensação de frio interno – dentro deles – isso é próprio das alergias, mas segue um alerta para a contaminação por mofo.

Rinite, sinusite, tosse, asma – para quem já sofre desses desequilíbrios, fica complicado diferenciar os sintomas, mas, eles podem ser a própria deficiência em questão. Muitas vezes se ignora o mofo e apenas se identifica essas questões, fazendo referencias como: todo ano nesse período me ataca a rinite.

Tremores, Vertigem, Sede excessiva, Aumento do volume da urina são secundários, acompanham esse desequilíbrio, raramente se dão a partir deles. Quando eles se fazem notar, você já está com o processo estabelecido.

Dor, náuseas, diarreia, alterações do apetite (especialmente pelo gosto do alimento) e incômodos abdominais, podendo chegar a cólicas.

Tem as variações do clima. Você sente muito calor e lá fora o tempo fecha e cai aquela chuva. Calor e umidade podem ser sintomas físicos, assim como ocorre no período com maior expansão do mofo – relacionado ao tempo.

Gosto metálico – frequentemente notado, após contato respiratório.

Você imagina que está ganhando peso – é inchaço. O mofo estagna a circulação, assim como contamina o ar.

Suores noturnos ou outros problemas com a regulação da temperatura especialmente quando achamos que nosso corpo está sempre quente – isso é um super sintoma para investigação.

Uma ajuda possível:


Melaleuca – informações gerais

Problemas respiratórios: resfriados, gripes, infecções de garganta, dos brônquios, sinusite, dor de ouvido, asma, bronquite, catarro, tosse, tuberculose.
Cuidados íntimos: candidíase, herpes (labialis, genitalis e zoster), infecções vaginais, urinárias, leucorréia. Por suas propriedades fungicidas, ajuda a tratar inflamações vaginais causadas por fungos, além de ser útil no tratamento de infecções genitais em geral. Também é um anti-séptico do aparelho urinário, que alivia problemas como a cistite.
A Melaleuca alternifolia é usada para aliviar os sintomas próprios do pé-de-atleta e para eliminar verrugas, úlceras, acne, eritemas solares, piolhos e candidíase vaginal. A Melaleuca leucadrendron é recomendável em casos de sinusite, bronquite, infeções estomacais, lombrigas, reumatismo, nevralgias, contrações musculares, gota e diversas infeções cutâneas. O óleo da Melaleuca cajuputi usado como analgésico e anti-séptico, como da M. leucadrendron.


Alimentação – uma ajuda mais que possível



Líquido – além de seguir a regra dos 2l de água por dia, segue-se também a ideia geral da limpeza de uma casa contaminada por mofo.
Limão, laranja e tangerina caem super bem. O chá da casaca da laranja pode ajudar, assim como o chá do alecrim seco e da maçã seca. Pode ser gelado.

Cortar o leite e derivados, segue aquela atenção a agilidade do corpo. Coma menos e mais vezes ao dia. Alimentos com conservantes, podem e devem ser eliminados da sua vida: radicalmente mesmo, não servem para nada, só pioram.

Lavar bem, todo e qualquer alimento, além de comprar pouco, mas alimentos frescos, resolve muito. Troque bolachas recheadas por biscoitos de polvilho, petas, cuscuz e tapioca.
Se você não gosta de comidas amargas e costuma dizer que de amargo basta a vida, saia disso rápido. Ative e estimule os sabores. Faça uma farofa de jiló, misturada com azeitona e ovo. Fica ótima, sem gosto amargo e ajuda no estímulo.

Verifique se está evacuando normalmente e se não estiver, trate de cuidar disso. Suco de mamão com ameixa ajuda bastante, assim como aveia e banana.
Limpe o que está a sua volta, senão pode colocar mofo na boca sem se dar conta disso. Lave a tampa do chuveiro por exemplo, aquela sujeirinha .... é mofo.
Vá tirando o plástico dos potes e substituindo por vidro, é mais higiênico.
1 colher de sopa de vinagre de maçã, num copo de água toda manhã faz muito bem, assim como temperar as saladas com limão ou azeite.

Prefira torradas, pães na chapa, esquentados e assados com alho.
Alimentos como cenoura cozida ou refogada, abobrinhas e morangas, são uma boa dica.
Nas saladas cruas – super bem lavadas e deixadas de molho no vinagre ou na gotinha da água sanitária, tempere com limão.


O sol faz toda a diferença, portanto, capsulas de vitamina D são essenciais para essa personalidade homeopática. Para além disso, cuide se morar perto da praia: madeiras, carpetes e tapetes são simplesmente seu maior inimigo. Deixe o ar entrar na sua casa. Nenhum mofo resiste ao sol, ao sal, ao vento e ao espaço limpo.

Homeopatas Dos Pés Descalços

AS PERSONALIDADES HOMEOPÁTICAS DO ÓDIO

O ÓDIO


ódio é um sentimento de profunda antipatia, desgosto, aversão, raiva, rancor profundo, horror, inimizade ou repulsa contra uma pessoa ou algo, assim como o desejo de evitar, limitar ou destruir o seu objetivo.
Tanto quanto o amor, o ódio nasce de representações e desejos conscientes e inconscientes
"Tenho visto demasiado ódio para querer odiar." (Martin Luther King)

Ódio
Substantivo masculino

1.    1.
Aversão intensa ger. motivada por medo, raiva ou injúria sofrida; odiosidade.
2.    2.
p.met. A pessoa ou a coisa odiada.


*******


Prestem atenção que o ódio é relacionado na sua tradução e ou indicação de significado, em MEDO, palavra chave para a primeira identificação da Homeopatia Clássica.
DO QUE VOCÊ TEM MEDO?
QUAL O SEU MAIOR MEDO?

Mas quando falamos em ódio, falamos de Ancardium, Cicuta e Natrum Muriático, esse último com um toque de rancor e por isso mesmo o elegemos também como ódio coletivo, cólera, ira.

O que também nos chama a atenção, acaba sendo o fato de que odiar alguém, acaba se tornando um vício, uma dependência e algo que agrega muitas outras coisas.
 “A personalidade odiosa, frustrada, distorcida e deformada está fora de sintonia com o Universo. Inveja os que têm paz, são felizes, generosos e alegres. Geralmente critica, condena e difama aqueles que lhe demonstraram generosidade, bondade e compaixão. Assume a seguinte atitude: ‘Por que ele deve ser tão feliz se eu sou tão desgraçado?’ Deseja atrair a todos para o seu próprio padrão de vida. O seu infortúnio necessita companhia.” Joseph Murphy (1898-1981).

Mas também podemos ver o ódio como comparativo do uso e da dependência química:
A compulsão para odiar, assim como a compulsão para usar drogas, se caracteriza por umestado de obsessividade e submissão que escraviza a vontade e submete o desejo da pessoa. Em alguns indivíduos, a compulsão para odiar é mais forte que sua vontade de amar, perdoar e até de viver - o ódio é que comanda sua vontade e seu corpo. Fernando Vieira Filho.


Há quem não faça a ligação de primeira, mas o ódio leva uma grande porção de inveja e como sabemos, a inveja dói. http://homeopatiaparamulheres.blogspot.com.br/2013/08/6-edicao-traduzido-por-boericke.html

Sugiro aqui a leitura abaixo:
Homeopatia e psicologia junguiana: condução de um caso com base em série onírica. Homeopathy and Jung psychology: case management based on a dream series


ANÁLISE

Vejamos Anacardium e seus complementares - Lycopodium, Pulsatilla, Platinum.

O Lycopodium vai ajudar a controlar o conflito, a Pulsatilla vai trabalhar na frustação, na sensação de abandono e o Platinum vai mexer com sua vaidade.

Pensemos aqui ... o ódio faz isso, isso tudo, para além de sua própria prerrogativa. Vamos sinalizar o rancor extremo e a mágoa, aquela sensação de sangue nos olhos. Qualquer homeopata sabe quando vê um, sendo que muitas vezes nos faz confundir com outras homeopatias.

Mas, voltando ao assunto, o medo faz essa diferença ainda maior.
Medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.
Eis um exemplo na prática;

Todo indivíduo é dotado de vaidade, como  todo  o   fígado de secreção biliar, mais quando essa vaidade ou essa secreção biliar e excedem, tornam-se estados mórbidos que devem   ser  curados, então o Chelidonium ou a Bryônia podem resolver o problema  da secreção e dominar o fígado como o   Palladium   pode   trazer    a vaidade aos seus justos limites.

*Acanhamento: Anacardium. Or, Ambra e Gelsemium.
*Orgulhoso e arrogante: Platina,
*Vingativo e rancoroso: Chamomilla, Sépia, Nitri acid., Nux Vômica e Cocculus. Aqui acrescentamos Conium a ser observado.
*Perverso: Belladonna e Cocculus.
*Espírito de crueldade, violência e desumanidade: Platina, Stramonium, Veratrum Album, Belladonna, Cantharis, Nitri acid, Anacardium.
*Impertinência: Chamomilla.
*Rabugento: Antimonium Crudum.
*Egoísta e Misantropo: Sulphor, Arsenicum Album, Lycopodium.
*Espírito de contradição: Antimonium Crudum.
*Teimoso: Platina, Calcárea Carbônica, Lycopodium, Silicea, Nitricum AC.
*Desejo de matar as pessoas que ama: Nux Vômica;
*Leviano: Fluoris Acid,
*Tendência suicida ao ver faca ou sangue: Alumina,
*Remorso: Cyclamen,
*Indeciso e irresoluto: Baryta Carbônica, Ignátia, Pulsatilla, Graphites e Croccus,
*Desconfiado: Anacardium or., Apis, Hyosciamus, Lachesis, Mercurius sol.
*Volúvel: Ignátia, Pulsatilla, Nux Moschata,
*Desanimado e triste - Stannum, Iodum, Aurum met.
*Riso descontrolado – Nux Moschata, Cannabis Indica, Hyosciamus.
*Fala excessiva: Lachesis, Agaricus, Stramonium.
*Covarde: Agnus Castus, Conium.
*Medroso: Aconitum, Scutellaria.
*Aversão a água e a falta de asseio: Ammonium carbo e Sulphor.
*Desmazelado e porco: Capsicum, Sulphor, Tarântula Hispânica.
*Desespero: Natrum Muriáticum.
*Carola e Beato: Stramonium.

***



Natrum Muriaticum se pontua da mesma forma: mágoa e depressão.
Já a Cicuta Virosa, apresenta a sua grande aversão aos homens. Mas também podemos atribuir a Belladonna, a Conium e a Mercurio uma boa ponta de ódio e talvez vamos conseguir entender um pouco, apenas um pouco a onda de ódio e de fascismo que assola boa parte do mundo.

O que vem depois a isso é uma embriaguez, um torpor e um vazio. Coisas que acabam sendo pontuadas e repetidas no pessoal, no grupo familiar ou no coletivo.

A herança comportamental no caso de grupos familiares, pode expressar a onda de violência que crianças muito pequenas, vem repetindo nas redes sociais. Um discurso adulto de ódio. Em contra partida, algumas crianças vem sendo ameaçadas pela cor da roupa ou pela opção política dos pais. Temos também o exemplo dos pais que assustaram por ter de cuidar do enterro da filha assassinada por um grupo nazista e além de tudo, descobrir que ela e o namorado pertenciam a um grupo com a mesma ideologia, entretanto rival. O ódio coletivo, o ódio do mesmo idealismo, resultou na morte do casal. A construção de uma ideologia nem sempre tem traços familiares, mas de convivência com a sociedade em que o indivíduo escolheu para viver.

A voracidade em que um animal defende seu território, sem o raciocínio humano, o qual deveríamos ter serve de exemplo para pensarmos:
O que move essa onda de ódio que vemos pelo mundo afora?
Porque é tão difícil a convivência lógica de sobrevivência?


A ganância e a soberba também entram nessa análise e levam em conta toda a grade homeopática que se segue a esses sentimentos.

Será que o mundo passa por uma crise de valores?

Ou será a famosa crise dos espelhos? Atribuo a outro os defeitos que tenho? Popularmente chamamos de inveja.

Nessa onda pegamos carona com o abusivo tratamento dado as mulheres no nosso Congresso e para além disso, em muitos outros países, um ódio gratuito, direcionado, marcado, pontual.

O olhar que se tem aos imigrantes, fugidos da guerra, encontram um murro de resistência humana.

O ódio jamais será matéria vencida para estudo, jamais será totalmente contido ou resolvido. O feio disso também é o belo, pois a escolha de governantes e chefes de estado, da imprensa e todo local que congrega pessoas, poderá escolher a natureza a seguir. Isso se chama capacidade de decisão, livre arbítrio e por aí vai.
Novamente não adianta culpar ninguém, nem tão pouco jogar a responsabilidade para o outro. Essa pequena parcela que separa a ação da reação, sempre será de cada um de nós e temos a homeopatia para nos ajudar a entender e a viver melhor conosco e com o mundo a nossa volta.



Homeopatas dos Pés Descalços

CAPSICUM ANNUM - QUANDO A DOR TEM CASA E COR

Capsicum annum




Capsicum
Em termos de tipologia, é próprio para pessoas gordas, fracas, acomodadas, indolentes, avessas ao exercício físico e por vezes ao asseio corporal, pensativas, desinteressadas, deprimidas e melancólicas. Mais indicado para pessoas claras e de olhos também claros. Sensação de aperto com ardor na garganta ou em qualquer mucosa, em especial na amigdalite aguda. A sensação de ardor de Capsicum é de queimação, como a provocada por pimenta. Usado contra a dispepsia ou acidez excessivas do estômago com forte queimação. Serve também para os distúrbios digestivos provocados pelo excesso de álcool, desde que exista a queimação característica. Otite média crônica, febres intermitentes, bronquite com emissões fétidas. Um dado importante na seleção deste remédio é a dor em partes distantes ao tossir (ouvidos, pernas, bexiga, abdome, etc.).


Mas sabemos que podemos tirar mais dessa medicação. Essa é uma personalidade que marca sua face, ela define realmente a tipologia. Como vistas, o nome vem da família dos pimentos e pimentões. A forma pode nos dar uma pista do que vem por aí.

Sua personalidade nos revela que:

·         Tem saudades de casa, com insônia e pode passar muito tempo recordando e falando de saudade.

·          É clara a disposição para suicídio, visto ser essa nostalgia muito clara, específica para si mesmo e de si mesmo. De sua casa e de suas coisas.

·         É apegado ao passado e sempre se coloca como aquela pessoa de sentimentos/sofrimentos nobres.

·         " Delirium tremens ", delírio alcoólico  e depressão andam juntas. Mas atenção, a sua nostalgia é daquelas que consomem, como em tuberculinum, ela se alimenta de si mesmo.

A impertinência pode entrar aí. Ofende-se facilmente, mesmo tendo a impertinência como traço forte e preferir o isolamento, ele pode recorrer a estimulantes.


Sua obesidade é bastante débil, lenta, dolorida e entristecida. Não há força de vontade.
Seu medo, como palavra chave pode ser confundido com Mercurius, mas basta prestar um pouco mais de atenção e verá que não é: Medo de meter-se em apuros, ser criticado/censurado, polícia (Merc).

Pimenta, álcool e café são seus preferidos, entretanto todos fazem muito mal a Herpes labial, as úlceras.


Kent e outros autores costumam fazer referencias específicas quanto ao órgão reprodutor masculino:

- Friagem no escroto, com impotência, mas ele reclama disso, fala desse frio e com isso não tem muito apetite sexual,

- Testículos atrofiados,

- Perda da sensibilidade nos testículos, com amolecimento e encolhimento.

- Gonorreia, com pênis semi-lunar (Chordee), ardendo muito, dor na próstata.

- Escroto frio pela manhã ao despertar.

Entretanto o medo do ar frio e da friagem, a dor e a tosse, podem ser sinais claros de problemas a vista. Assim a tosse é profunda, forte e acentuada, mas são nos seus reflexos que podemos atestar essa personalidade. Quando tosse, dói o pé, o braço, qualquer parte do corpo distante da garganta.

Por falar nisso, a dor pode ser um retrato louro de olhos claros viu!

Suas dores clássicas são: dor e queimação na língua, dor nos quadris, dor no joelho, dor nos testículos, ciático, dor quando tosse, úlceras doloridas, herpes extremamente dolorida, dor nas costelas, Fisgadas na região do ovário esquerdo, no testículo, dor quando evacua, dor de ouvido, dor ... dor ... dor ... mialgias.

Garganta e Pulmão, calor e frio, isso pode definir a personalidade de Capsinum

Natrum mur e Enxofre são seus complementares, entretanto Bell. Calcárea Carb e Mercurius pode se confundir com ele, fisicamente falando.

Homeopatas dos Pés Descalços

PRECISAMOS FALAR DO ÓDIO, PARA A SAÚDE DO AMOR

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