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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

FUTEBOL E HOMEOPATIA



Nessa sempre espera de achar mecanismos de ajuda, nos deparamos com este estudo de grande valia, para estudantes e profissionais da área de homeopatia.
Num país onde o futebol é a paixão nacional, vale a pena ler.
O trabalho em questão, traz um estudo sério e muito bem alicerçado. É disso que a homeopatia Brasileira precisa, entrar em contato com provas reais do seu valor e da sua aplicabilidade.

Buscar o equilíbrio e dentro dele as ajudas possíveis é simplesmente encantador.

Homeopatas dos Pés descalços



O valor da homeopatia para auxiliar no 

tratamento de lesões de atletas de futebol


Aplicação da Homeopatia nas lesões do futebol

    Segundo Dias (2003), Samuel Hahnemann explicava que doenças agudas apresentam a tendência de transcorrer seu curso de modo mais ou menos rápido, porém sempre em um determinado intervalo de tempo moderado. Estes tipos de doença são processos mórbidos rápidos que envolvem a força vital em geral anormalmente perturbada.
    O autor classifica as doenças agudas em coletivas e individuais. Dentre as coletivas, especifica as esporádicas e as epidêmicas. Já as individuais, são diferenciadas em indisposições, exacerbações e traumatismos.
    Convém ressaltar que a utilização da homeopatia pode ser estendida aos traumatismos. E, segundo Vernieri (1973), a Arnica montana é o principal medicamento homeopático utilizado nos traumatismos em geral. Esta é uma planta herbácea que possui cerca de 70 cm de altura, nativa das montanhas da Sibéria e da Europa Central, perene, pertencente à família das Asteraceae.
    Na atualidade, é rara sua ocorrência espontânea, sendo, então, cultivada em diversos países, com a finalidade de utilização terapêutica. Isto se deve à presença de atividade regeneradora tecidual, conhecida desde tempos remotos e cuja utilização, até hoje, é amplamente difundida para novos fins terapêuticos (AMATO, 2007).

    Em linhas gerais, Amato (2007) postula para a Arnica diferentes peculiaridades de atuação:
  • Ação analgésica pela atuação de efeitos sobre o sistema nervoso central, provavelmente decorrentes da elevação do limiar da dor.
  • Ação anti-inflamatória por bloqueio da liberação de taxas histamínicas, o que compromete a permeabilidade vascular aumentada.
  • Ação anti-edematosa devido à aceleração do tempo de reabsorção do edema, sendo, portanto, útil nos traumatismos de forma geral.
    Kent (1980), porém, afirma que o medicamento homeopático utilizado no tratamento de traumatismos deve seguir o princípio básico da Homeopatia: a Lei da semelhança. Além disso, um remédio único deve ser indicado de acordo com as características específicas de cada forma de traumatismo.
    Já a Arnica montana deve ser indicada para pacientes que apresentem traumatismos de fácil sangramento e na presença de uma dor que aumente progressivamente, obrigando o indivíduo a mexer-se. A fragilidade capilar é notável nesses indivíduos.
    Conforme Voisin (1987), outros medicamentos homeopáticos podem atuar de forma eficiente de acordo com as peculiaridades dos traumatismos. Sendo assim, segundo o pesquisador, Ruta graveolens, o vegetal da família das Poligonaceas, conhecida como "arruda" é o melhor remédio para a contusão de cartilagens, tendões, inserções tendinosas, bem como contusões ao redor de cartilagens e ligamentos. Diante disso, Ruta graveolens é o medicamento indicado para tendinites, sinovites, bursites ou cisto sinovial dos joelhos.
    Para síndromes articulatórias e nevrálgicas, é indicada a utilização de Rhus toxicodendron, um vegetal da família das Terebentináceas. Sua utilização é indispensável na ocorrência de dores articulares ou nevrálgicas, sobretudo após bruscos esforços ou "movimento em falso" (VOISIN, 1987). É o principal medicamento utilizado nas consequências sobrevindas após esforços das articulações ou após corridas e levante de pesos (DIAS, 2003). Constitui sendo um excelente remédio para todo tipo de dor na região sacro-lombar, consequente ao esforço físico exagerado ou pela existência de qualquer trauma ou até mesmo dor reumática (DEMARQUE, 1985).
    Já para ferimentos produzidos por instrumentos perfurocortantes, em regiões amplamente inervadas ou diante de ferimentos que alcancem o próprio nervo, o medicamento homeopático indicado é o Hypericum perforatum, um vegetal da família das Iperiaceas. Pode ser administrado imediatamente, apresentando ação eletiva sobre os nervos (VERNIERI, 1973). Possibilita a diminuição da sintomatologia de feridas laceradas, sobretudo quando estas atingem zonas ricas em nervos sensitivos (KENT, 1980).
    O medicamento supracitado deve ser prescrito em dores neuríticas, que podem ser lancinantes e intensas, seguindo o trajeto nervoso ou para ele se irradiando. Estas dores podem ocorrer após contusões ou chagas em regiões ricas em filetes nervosos como extremidade dos dedos ou dos artelhos, região coccígea ou perineal. Parestesia e anestesia na extremidade do sítio do nervo lesado também requerem o uso do Hypericum (VOISIN, 1987).
    Em indivíduos que apresentam sobrepeso e consequente resistência física diminuída, ligamentos atônicos e pouca flexibilidade articular, é indicada a utilização do medicamento Ledum palustre, um vegetal da família das Ericáceas, indicado em equimoses de repetição, sobretudo em entorses repetidos de tornozelos (VOISIN, 1987).
    Diante da presença de dores articulares ou nevrálgicas decorrentes da mudança de temperatura para o frio, ou antes de chuvas fortes e trovoadas, bem como ao sentir dores nas aponeuroses durante a noite, prevendo tormentas, é indicado um vegetal da família das Ericaceas, Rhododendron, conhecido como Rosa da Sibéria (KENT, 1980).
    Há indivíduos que apresentam grande aversão aos exercícios físicos, espreguiçam-se e bocejam com muita frequência, sentem-se "fracos e pesados" ao acordar pela manhã. Só reagem melhor quando, tendo vencido a sensação de cansaço, se obrigam a andar ao ar livre. Nestes casos é indicada a medicação Plantago major, um vegetal da família das Plantagináceas (VOISIN, 1987).
    Para lacerações abertas e cortes externos, após um acidente ou ferimento qualquer, sem comprometimento interno, é indicado o uso de Calêndula, um vegetal da família das Compostas. Deve sua aplicação ocorrer através de pomada ou líquido no próprio local de ferimento, diferente, pois, dos medicamentos anteriores (KENT, 1980).
    A Calêndula apresenta ação sobre os tecidos em geral, promovendo uma rápida cicatrização dos ferimentos e/ou das úlceras cutâneas. Convém ressaltar que as propriedades da Calêndula foram estudadas particularmente por Leon Vannier em pacientes que apresentavam ferimentos de guerra. Nesses experimentos, de um modo geral, a aplicação melhorou as dores e promoveu a cicatrização, atuando como antisséptico homeopático (VERNIERI, 1973).
    Cuprum metallicum, o mineral cobre, é indicado nas cãibras musculares, principalmente dos flexores, nas contraturas e nos espasmos dos músculos motores (VOISIN, 1987).
    Plumbum metallicum, mineral chumbo, é indicado nas cãibras musculares dos extensores. É de grande eficácia na atrofia muscular e nas paralisias de origem periférica, flácida e com forte diminuição dos reflexos com hipoestesia e frieza cutâneas (VOISIN, 1987).
    Nas últimas décadas, a Homeopatia vem utilizando medicamentos oriundos de materiais animais e vegetais, tanto doentes como sadios, os bioterápicos, designação adotada na França (ROMANACH, 1984), e já amplamente utilizada no Brasil.

    Segundo Costa (2002), dentre os bioterápicos homeopáticos cabe lembrar os abaixo mencionados:
  • Vértebra Dorsal, Vértebra Cervical, Vértebra Lombar, a fim de estimular a vitalidade da vértebra.
  • Osso, para qualquer doença erosiva ou destrutiva dos ossos e nas dores ósseas de crescimento de adolescentes.
  • Osteoartrítico Nosódio, bioterápico de material do líquido da sinovial de joelho e quadril inflamados, indicado para as inflamações de articulações.
  • Disco (cervical, dorsal e lombar) para preservar tanto quanto possível os discos vertebrais em quaisquer discopatias.
  • Tendão para as tendinites.
Conclusão

    A Homeopatia, diante de sua essência médica, busca avaliar o ser humano em sua totalidade, visando sempre o seu equilíbrio e o fortalecimento de sua energia vital, podendo ser utilizada no tratamento das mais diversas patologias.
    Quanto ao tratamento de lesões desportivas no futebol, conclui-se que o tratamento homeopático pode ser mais um recurso terapêutico de valor, tanto no auxílio do processo de cura como também nos pacientes que optarem pela não utilização dos antiinflamatórios seja pela incompatibilidade aos medicamentos, seja pela produção de efeitos colaterais que estes possam causar.

    Além disso, o medicamento homeopático pode ser utilizado juntamente com o auxílio fisioterapêutico, tanto de forma preventiva como curativa, em diversas áreas do corpo, facilitando, assim, a recuperação do equilíbrio orgânico dos pacientes. Tendo uma visão complexa acerca do ser humano, o tratamento homeopático pode se tornar um valor agregado aos pacientes portadores de lesões desportivas. Confirma, assim, o conceito de valor, segundo Beresford (1997). Ele dá como valor, uma qualidade estrutural de natureza metafísica que corresponde a tudo aquilo que preenche positivamente (pois do contrário tem-se um contravalor ou desvalor) um estado de carência, de privação ou de vacuidade de um determinado aspecto do Ser do Homem. Isto, de forma muito particular.

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